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Poços são reativados pela Compesa para abastecer distritos de Ipubi e Bodocó

Poços são reativados pela Compesa para abastecer distritos de Ipubi e Bodocó

Na Chapada do Araripe, Sertão de Pernambuco, a Compesa trabalha para reativar os dois poços tubulares de maior profundidade do estado - cada um tem mais de 900 metros de profundidade - e que estão localizados no município de Bodocó. Foi necessário mobilizar uma equipe especializada, equipamentos e maquinários, como guindaste e caminhão munck, para colocar um dos poços em operação novamente, a partir de amanhã (21), quando os serviços serão finalizados. Os serviços realizados são de alta complexidade, semelhante à uma intervenção realizada em poços de petróleo. O trabalho permitirá que mil famílias moradoras dos distritos de Né Camilo, Vila Francinete e Zé do Ouro, na área rural de Bodocó, além de Serrolândia, que fica em Ipubi, voltem a receber água nas torneiras, a partir da próxima semana.

A Compesa investiu R$150 mil para reativar apenas um dos poços, que vai fornecer a vazão de 40 metros cúbicos de água por hora. Só para a compra de um novo conjunto de bombeamento foram destinados R$ 80 mil. Ainda será necessário realizar a desobstrução da adutora para levar água até a população. No sábado (22), os técnicos irão realizar um diagnóstico no segundo poço - que possui uma vazão de 30 metros cúbicos de água por hora - para levantar qual será o serviço de manutenção necessário para reativá-lo. Com apenas um dos poços em operação, os distritos serão atendidos inicialmente com o rodízio de sete dias com água e sete dias sem o abastecimento.

A intervenção iniciou na última terça-feira (18), com a retirada 450 metros de tubulações de ferro - que compõe a coluna edutora do poço - e do antigo conjunto de bombeamento, para substituir pelo novo equipamento. Com a ajuda de um guindaste e outros maquinários, a coluna edutora, que pesa em torno de 13 toneladas, foi reinstalada a 400 metros de profundidade do poço. "Essa região concentra um dos maiores polos gesseiros do país, fato que interfere diretamente na qualidade da água encontrada em poços rasos. Por isso, a necessidade de se operar poços profundos para poder oferecer água dentro do padrão exigido para o consumo humano", explica o gerente de Unidade de Negócios da Compesa, João Virgílio Lima, lembrando que a Compesa passou a operar os poços de Serrolândia no ano de 2013.


PT-PERNAMBUCO: Pedro EugĂȘnio, Dois anos de saudades. #PedroEugĂȘnioPresenteSempre

PT-PERNAMBUCO: Pedro EugĂȘnio, Dois anos de saudades. #PedroEugĂȘnioPresenteSempre

Por Cátia Oliveira/ PT-Pernambuco

 

PARTIDO DOS TRABALHADORES
DIRETÓRIO ESTADUAL EM PERNAMBUCO
 
NOTA DO PT/PE
 
Pedro Eugênio, presente!
 
Foi num 20 de abril, há 2 anos, que perdemos o companheiro Pedro Eugênio, ex-deputado federal e ex-presidente estadual do PT.
Liderança histórica da luta social, comprometido com a defesa da democracia e referência de articulação política na esquerda.
Pedro Eugênio combinava a atuação institucional com a forte presença no apoio às organizações sociais.
Militante da democracia, a memória de Pedro Eugênio é uma referência no combate ao golpe e na defesa dos direitos e conquistas dos trabalhadores.
Recife, 20 de abril de 2017.
Bruno Ribeiro Paiva
Presidente do PT-PE

Vereador de Serra Talhada SinĂ©zio Rodrigues (PT) : SERRA TALHADA DIZ NÃO AO PRESÍDIO FEDERAL

Vereador de Serra Talhada SinĂ©zio Rodrigues (PT) : SERRA TALHADA DIZ NÃO AO PRESÍDIO FEDERAL

"Sou radicalmente contra a construção de um presídio federal em Serra Talhada. Sou a favor da construção do IML, da Delegacia da Mulher, da conclusão da Sede do Corpo de Bombeiros, do Hospital Regional Prof. Agamenon Magalhães funcionando com condições de atender as demandas de Serra Talhada e região, enfim..."

 
   Sinézio Rodrigues (PT)
Vereador de Serra Talhada-PE
 

1.522 mortes e 497 estupros em 2017: os nĂșmeros da incompetĂȘncia em Pernambuco

1.522 mortes e 497 estupros em 2017: os nĂșmeros da incompetĂȘncia em Pernambuco

Por Liana Cirne Lins/Mídia NINJA.

 
Protesto contra o assassinato de MĂĄrio, de 14 anos, com 3 tiros da PM. Foto: Raphael Oliveira / MĂ­dia NINJA
Protesto contra o assassinato de Mário, de 14 anos, com 3 tiros da PM. Foto: Raphael Oliveira / Mídia NINJA

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Sucessão de equívocos políticos coloca Governo de Pernambuco na roda-viva de se omitir em relação ao crescimento dramático da violência no estado, errar o alvo no combate à violência e responder com censura e repressão àqueles que se manifestam contra o governo.

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Desconforto: 1522 mortos de janeiro a março.

O ano de 2017 trouxe para Pernambuco um recorde que ninguém deseja: o de campeão em números de homicídios no país, com projeções para ser um dos recordes mundiais de violência até o final do ano.

Esse número alarmante não mostra os outros números por ele escondidos. Nem nomes.

Em pedido de informações dirigido ao governador Paulo Câmara, indagou-se o perfil dessas mortes. Dentre as perguntas, indagou-se os nomes das vítimas, causa das mortes, quantos jovens (15 a 29 anos), quantos negros, quantos feminicídios, quantas vítimas da violência policial (ver a íntegra do pedido de informações ao fim).

Em suma: quem morre em Pernambuco e por que? Sem essas respostas, não é possível elaborar políticas públicas de segurança. Sem que esses dados estejam disponíveis, fica inviabilizada a participação da sociedade civil na elaboração dessas políticas, um dos pleitos do protesto que vai acontecer no dia 19 de abril, em frente ao Palácio do Governo.

O protesto ganhou o nome de #Desconforto como forma de crítica ao pronunciamento do governador que, depois de publicados os números de mortes em janeiro e fevereiro - 977 mortes -, afirmou que os números não passavam de boato. Ao ser surpreendido pelas publicações oficiais do próprio governo admitindo o número alarmante de mortes, confessou que a situação estava “desconfortável”, o que causou enorme repercussão e revolta nas redes sociais, dada a evidente incapacidade de dar uma resposta ao problema da violência, literalmente.

Ausência de respostas

O prazo para resposta ao pedido de informações venceu no dia 16, mas o governo requereu prorrogação de prazo. Infelizmente, a suspeita é a de que o governo não possua os dados solicitados, o que explicaria a completa ausência de políticas de segurança pública como verdadeira causa da escalada da violência no estado.

É possível concluir, pela avaliação de entrevistas concedidas, que o governo responsabiliza as guerras entre grupos de traficantes pelos números assustadores.

Entretanto, a falta de dados oficiais (ou, no mínimo, a falta de divulgação desses dados) sobre os perfis das mortes em Pernambuco nos indica que a elaboração de políticas públicas nessa área segue em um barco sem bússola, ao sabor dos ventos.

Retrato do governador, Paulo Cùmara,  pendurado na recepção da sede da Secretaria de Planejamento do Estado. Foto: Eric Gomes / Mídia NINJA
Retrato do governador, Paulo Câmara, pendurado na recepção da sede da Secretaria de Planejamento do Estado. Foto: Eric Gomes / Mídia NINJA

Ausência de políticas públicas

Um dos idealizadores do programa “Pacto pela Vida” - um programa que, a despeito de não ter sido isento de críticas, havia sido responsável pela diminuição do nível histórico de violência em Pernambuco - tem criticado duramente a atual ausência de políticas públicas de segurança. José Luiz Ratton afirmou em sua rede social que não existem projetos de transformação da Funase e do Sistema Prisional, ou voltados para seus egressos, nem de expansão de medidas e penas alternativas ou a programas de mediação de conflitos. Ele também critica a falta de projetos voltados para o fortalecimento da corregedoria e de uma ouvidoria independente. Ele tem apontado para a necessidade de criação e fortalecimento de um Fórum Estadual de Segurança Pública, em que movimentos sociais e universidades tenham assento.

Arma engatilhada para o alvo errado

Faltam políticas claras de segurança pública. E aquelas conhecidas são duramente criticadas.

Uma delas é gratificar a polícia pela apreensão de drogas, o que não apenas incentiva a apreensão forjada das drogas, como também aumenta a violência nos mercados ilícitos, ao invés de diminuir.

Igualmente preocupante é o recente anúncio da portaria 930 da Secretaria de Defesa Social como uma investida no combate à criminalidade. A filosofia que está por trás da portaria 930 identifica como causa maior da criminalidade a impunidade. Embora seja verdade que a impunidade é um dos fatores que contribui para a criminalidade, alçá-la à condição de raiz da criminalidade é um erro. E não traçar estratégias sérias de prevenção da violência, articuladas com programas sociais, pode levar a um agravamento do problema.

A referida portaria acaba com um dos méritos do “Pacto pela Vida”, que era a criação da competência exclusiva das delegacias de polícia especializada de homicídios, passando a atribuição da investigação dos homicídios a ser dividida com as demais delegacias.

Foto: Eric Gomes / MĂ­dia NINJA
Foto: Eric Gomes / Mídia NINJA

Segundo depoimento do presidente do Sindicato dos Policiais Civis em entrevista à Folha de São Paulo, Áureo Cisneiros, o índice de esclarecimentos dos crimes é atualmente de 20%. Isso significa que cerca de 80% dos crimes permanece sem autoria identificada.

Nesse contexto, distribuir a atribuição antes exclusiva de delegacias especializadas para outras delegacias, já sobrecarregadas com as próprias atribuições, é maquiar a ineficiência do governo com uma decisão que não tem capacidade de avançar na diminuição da criminalidade.

O governo precisa aprender que soluções eficazes e viáveis devem necessariamente ser discutidas com a sociedade civil. Medidas criadas às pressas em gabinetes de um governo que se esconde da opinião pública tem poucas chances de significar real enfrentamento à violência.

Porém, não é apenas da população que o governo tem se escondido. O mesmo tem ocorrido com as pressões da classe policial.

As greves no setor da polícia vinham sendo constantes (antes da questionável decisão do STF sobre greves) e com pautas que gozavam de amplo apoio da sociedade. Além do baixo efetivo policial e salários dos mais baixos do país, a total ausência de condições dignas de trabalho, que iam desde munição vencida a viaturas paradas, expuseram o estado de abandono em que a polícia se encontrava.

Em quem confiar?

Para piorar, com a formação policial estagnada e insuficiente para promover uma redefinição da cultura da instituição policial, vemos o crescimento de uma atuação alinhada com a violação dos direitos humanos, com atuação repressiva seletiva voltada para o público alvo da juventude negra da periferia, certamente a que mais morre.

Esse quadro é agravado por alguns cursos privados preparatórios para concursos para polícia que enaltecem a imagem do “Capitão Nascimento” e a atitude do “senta o dedo”, estimulando a violência e o arbítrio policial ilegais desde antes do ingresso na carreira.

Para uma polícia que já foi denunciada por racismo institucional e machismo e acusada de ser, ela mesma, uma das causas desses números alarmantes, a preocupação com a estagnação da formação não é desprezível.

Performance artĂ­stica sobre feminicĂ­dio. Foto: Daniela SDV
Performance artística sobre feminicídio. Foto: Daniela SDV

Estupros e feminicídios: 497 denúncias de estupro de janeiro a março e 58 feminicídios

Dados divulgados pela Secretaria de Defesa Social apontam que foram registrados, até março deste ano, 497 denúncias por estupro.

Somente em janeiro e fevereiro, Pernambuco teve 58 feminicídios.

Crimes como o brutal assassinato de Mirella, uma fisioterapeuta de 27 anos, degolada pelo vizinho em um crime de ódio, expõem que o tema da violência não pode ser respondido apenas com repressão. E que a raiz da violência não pode ser reduzida à guerra entre traficantes.

Centenas de pessoas foram às ruas pedir celeridade nas investigaçÔes do caso de feminicídio que tirou a vida de Mirella. Foto: Julio Jacobina/DP
Centenas de pessoas foram às ruas pedir celeridade nas investigações do caso de feminicídio que tirou a vida de Mirella. Foto: Julio Jacobina/DP

Há muitas outras causas da explosão da violência que não estão sequer sendo consideradas na formulação das respostas apresentadas, como a portaria 930 ou o anúncio do investimento para aumento do efetivo.

Políticas de prevenção, pensadas a partir das especificidades de cada área de demanda, são urgentes. Entretanto, o governo não sinaliza tais medidas, com articulação entre as secretarias e a sociedade, que apontem para alguma solução do problema. Políticas de prevenção à violência contra a mulher e contra a população LGBT não são anunciadas, mesmo com toda a comoção de um estado que vê suas mulheres morrendo diariamente.

Do mesmo modo, não há anúncio de enfrentamento ao racismo institucional da própria polícia e de controle da violência policial.

Policiais atacam manifestantes com Spray de Pimenta em Recife. Foto: Eric Gomes / MĂ­dia NINJA
Policiais atacam manifestantes com Spray de Pimenta em Recife. Foto: Eric Gomes / Mídia NINJA

Censura e repressão

No último dia 11, morreu o jovem Edvaldo da Silva Alves, de 21 anos, atingido a sangue frio por um policial militar.

PM atira em manifestantes e atige fatalmente Edvaldo durante protesto em PE. Video: Autoria desconhecida.

Um vídeo que viralizou na internet mostrava o policial afirmando que iria atirar “primeiro naquele ali” pouco antes de disparar contra Edvaldo. Ele participava de um protesto que pedia justamente por maior segurança em sua cidade, Itambé, quando foi alvejado e arrastado até a caçamba da caminhonete da polícia. Edvaldo ficou cerca de 15 dias entre a vida e a morte.

Seu falecimento acabou por sepultar qualquer credibilidade das políticas de segurança pública em Pernambuco. O fato é que essa atuação violenta e repressora da polícia exatamente onde ela não é necessária é antes a regra do que a exceção.

No dia 21 de fevereiro, um protesto do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto junto à Companhia Estadual de Habitação, que desmarcou de última hora uma reunião agendada com o movimento, terminou em violenta repressão policial.

O advogado do MTST, Caio Loureiro Moura, foi detido ilegalmente, com flagrante violação de suas prerrogativas profissionais.

E a advogada Ana Cecília Gomes, que iria participar da reunião desmarcada, relata que teve uma arma apontada para si por policiais, em meio a ameaças e severas ofensas de teor machista: “Sai daqui se não vai levar bala”.

O relato de Ana Cecília vai ao encontro do que ocorreu com o jovem Edvaldo: uma polícia treinada para reprimir protestos com violência e sem qualquer respeito aos direitos dos cidadãos (no caso específico de Ana Cecília, em afronta às suas prerrogativas de advogada).

Por mais que esses casos nos provoquem revolta e indignação, uma vez que temos uma polícia ausente onde é necessária e ostensiva e violenta onde é desnecessária, responsabilizar os policiais individualmente pela violência policial é um erro.

O que está por trás desses excessos, desmandos e ilegalidades é a política de segurança desse governo.

Protesto contra o assassinato de Mario, de 14 anos, que foi morto com 3 tiros da PM. Foto: Raphael Oliveira / MĂ­dia NINJA
Protesto contra o assassinato de Mario, de 14 anos, que foi morto com 3 tiros da PM. Foto: Raphael Oliveira / Mídia NINJA

Diante desse caos, a crise da gestão da segurança se transformou em um dos assuntos mais discutidos tanto na imprensa tradicional como na mídia alternativa de Pernambuco.

A resposta do governo foi então promover a censura ao tema. Em ofício da Secretaria de Defesa Social intitulado "Orientações sobre divulgação de resenhas diárias para imprensa”, o governo determinou que podem ser divulgadas notícias positivas, como "apreensões de armas e drogas, prisão de homicidas, traficantes, assaltantes", mas que "está terminantemente proibido o repasse [dos dados da criminalidade] diretamente para a imprensa sem que ocorra antes os ajustes necessários".

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Pernambuco (Sinjope), emitiu nota considerando que essas orientações atentavam contra a liberdade de imprensa.

A repressão e a censura preocupam por si sós. Mas tornam-se ainda mais graves quando percebemos que o governo de Pernambuco parece ser o único a não ver que a dimensão da violência ultrapassou há muito a possibilidade de ser escondida debaixo do tapete.

Jovem atingido por uma bala de borracha em protesto. Foto: Eric Gomes / MĂ­dia NINJA
Jovem atingido por uma bala de borracha em protesto. Foto: Eric Gomes / Mídia NINJA

Desconforto ou desgoverno?

O depoimento infeliz do governador Paulo Câmara, de que a situação estaria desconfortável, acabou gerando de fato um desconforto: o estado está sendo governado?

A impressão que a população tem é a de que a cadeira do chefe das polícias civil e militar, ocupada pelo governador do estado, está vacante.

Com decisões de gabinete incompetentes e ineficazes, a crise da segurança coloca para o governador o dever mais do que urgente de dialogar com a sociedade em busca de soluções, compartilhando a gestão da segurança e visando a uma política de segurança focada na prevenção da violência, no investimento na polícia aliado com o combate da própria violência policial, na revisão da política de repressão às drogas e no estímulo a programas de mediação de conflitos.

O governo precisa parar de esconder os números da violência. E precisa parar de se esconder.

Desconforto! O protesto e performance vai acontecer na quarta-feira, dia 19, em frente do Palácio do Governo, às 18 horas. Já estão confirmadas as presenças de vários artistas, entre cantores e dançarinos, que apresentarão suas performances.

A organização do evento pede que todos compareçam vestidos de branco.

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ANEXO: ÍNTEGRA DO PEDIDO DE INFORMAÇÕES

Com base no artigo 5º, XXXIII da Constituição Federal e nos artigos 10, 11 e 12 da Lei n. 12.527/2011, Lei de Acesso à Informação, LIANA CIRNE LINS e CAROLINA VERGOLINO dirigem-se respeitosamente a Vossa Excelência, com o objetivo de apresentar PEDIDO DE INFORMAÇÕES ACERCA DA ESCALADA DA VIOLÊNCIA E DA INSEGURANÇA NO ESTADO DE PERNAMBUCO.

Tendo em vista posicionamento do Supremo Tribunal Federal de que a gestão de cada ente da federação é de responsabilidade do chefe do executivo, estando sob a chefia do governador do Estado as polícias militares e civis, e considerando apenas os NÚMEROS DE ÓBITOS EM JANEIRO E FEVEREIRO DE 2017, apresentamos o presente pedido de informações para obter resposta às seguintes perguntas:

1. Quais os nomes dos mortos, idade, local e circunstância do crime?

2. Qual é o sistema de comunicação interna do governo do estado relativo aos dados da violência?

3. Quais são as áreas da Região Metropolitana do Recife em que são maiores os índices de violência?

4. Quais são as regiões do Estado de Pernambuco em que são maiores os índices de violência?

5. Quantas das vítimas se enquadram como jovens nos termos da lei (15 a 29 anos)? Qual é o percentual considerando os números absolutos?

6. Quantas das vítimas são, de acordo com a categorização do IBGE, negras ou pardas? Qual é o percentual considerando os números absolutos?

7. Quantas das vítimas sofreram violência doméstica e feminicídio? Qual é o percentual considerando os números absolutos?

8. Recentemente, um episódio no município de Itambé revelou, através de vídeo, a atuação de um policial militar disparando contra o jovem Edvaldo Santos de forma premeditada, proposital e desnecessária, durante um protesto em que moradores pediam maior policiamento na região, que tem sofrido reiteradamente com assaltos. O episódio revelou aos pernambucanos o despreparo do policial para acompanhar manifestações e protestos. A assessoria de imprensa do governo anunciou tão-somente que havia sido instaurado processo administrativo contra o policial. Indagamos:

a. Por que o policial não foi suspenso das atividades, em vista de prova de sua conduta inapropriada (vídeo da ação)?

b. Qual é a instrução oficial da Polícia Militar de Pernambuco dada aos policiais que acompanham protestos e manifestações políticas?

9. Quantas das mortes foram provocadas por alguma ação policial? Qual é o percentual considerando os números absolutos?

10. Tendo em vista que a omissão de um problema não faz com que ele seja resolvido, indagamos: por que os dados relativos às mortes aqui solicitados não estão disponíveis a qualquer cidadão num portal apropriado? Por que os dados, disponibilizados na gestão Eduardo Campos, foram omitidos?


 Compesa realiza LeilĂŁo PĂșblico na prĂłxima segunda-feira (24)

Compesa realiza LeilĂŁo PĂșblico na prĂłxima segunda-feira (24)

Na próxima segunda-feira (24), a partir das 14h30, a Compesa inicia o Leilão Público para a venda de veículos, sucatas de ferro, zinco, tubulações e bombas submersíveis, transformadores, pneus, equipamentos de informática, extintores de incêndios, eletrodomésticos, mesas, armários, entre outros materiais. O leilão será realizado na Rua Vinte e Um de Abril, nº 541, no bairro de Afogados, no Recife, de forma presencial ou online, pelo site www.aragaoleiloes.com.br. Podem participar do leilão pessoas físicas e jurídicas, sendo necessário apresentar documentos que comprovem a identificação de cada participante. Nenhuma pessoa, mesmo que credenciada, poderá representar mais de um participante.

 

A maior parte dos 46 lotes que serão leiloados corresponde a veículos, dos quais 25 são carros da marca Fiat Uno, Ano 2012 e Modelo 2013. Ainda está à venda uma picape da marca Fiat Strada, também Ano 2012 e Modelo 2013, além de dois caminhões. A companhia prevê arrecadar cerca de R$ 311.330,00 - de acordo com a avaliação dos veículos e materiais - com a realização deste Leilão Público.

 

Os veículos podem ser examinados na Rua Vinte e Um de Abril, nº 541, no bairro de Afogados, enquanto que os demais lotes de materiais estão disponíveis no Almoxarifado Peixinhos da Compesa (Avenida Jardim Brasília, s/n, Peixinhos, em Olinda), na unidade Cabanga (Avenida Saturnino de Brito, nº 472, Cabanga) e no Centro de Distribuição da Compesa (Avenida da Recuperação, s/n, Macaxeira). A vistoria dos lotes deve ser realizada pelos interessados até esta quinta-feira (20), no horário das 8h às 11h30 e das 14h às 16h - tendo em vista que na sexta-feira (21), será feriado. O edital está disponível nos endereços eletrônicos: www.compesa.com.br e www.aragaoleiloes.com.br.

 

O seguro obrigatório DPVAT e o IPVA de todos os veículos relacionados no edital estão quitados até o exercício de 2017, e o pagamento de multas geradas até a data da venda será de responsabilidade da Compesa, que vai emitir a nota fiscal em favor do arrematante. No ato do arremate, também será preciso caucionar 25% do lote, e após a quitação do boleto, o valor será devolvido. O prazo para pagamento do boleto será de até cinco dias úteis e só será considerado quitado, após a compensação bancária. Caso o arrematante não pague o boleto dentro deste prazo, a venda ficará sem efeito. Caberá ainda ao arrematante, o pagamento da comissão do leiloeiro de 5% do valor de arremate e taxa fixa de acordo com o lote.

 

Mais informações sobre o leilão podem ser obtidas pelo telefone telefone (81) 3428-6022 ou com a Comissão do Leilão da Compesa que fica no Centro Administrativo Governador Eduardo Campos (Avenida Cruz Cabugá, nº 1.387, Santo Amaro, Recife - 2º andar, Gerência de Gestão Contábil, Custo e Orçamento), telefone: (81) 3412.9156/ 9143. 


Nota em MemĂłria do Companheiro Manoel Santos, deputado estadual.

Nota em MemĂłria do Companheiro Manoel Santos, deputado estadual.

Por Cátia Oliveira/ PT-Pernambuco
 
PARTIDO DOS TRABALHADORES
DIRETÓRIO ESTADUAL EM PERNAMBUCO
NOTA DO PT/PE

 

Companheiro Manoel Santos, presente!

Há 02 anos morreu o companheiro Manoel Santos.

Nestes tempos de luta e resistência, sua memória tem sido um exemplo para os petistas.

Manoel Santos morreu, em 2015, deputado estadual eleito pelo PT para o seu segundo mandato.

Mas a principal referência que temos de sua história e trajetória é a luta dos trabalhadores, em especial do campo e da Agricultura familiar.

Uma liderança forjada na organização sindical. Um militante da luta do campo. Um dirigente com a profunda consciência da importância da luta de classe e da unidade dos trabalhadores para garantir conquistas e continuar lutando, até a vitória. Generoso com a humanidade, de vida humilde como a de seus iguais. Firmeza, disposição e coragem marcam a sua trajetória.

Sempre presente entre nós, Manoel Santos inspira nossos dias de resistência ao golpe e de certeza do lado que estamos na defesa dos direitos dos trabalhadores!

 

Recife, 19 de abril de 2017.

BRUNO RIBEIRO
Presidente do PT-PE


 Eduardo Campos e Geraldo Julio sĂŁo citados em depoimento sobre propina da ODEBRECHT

Eduardo Campos e Geraldo Julio sĂŁo citados em depoimento sobre propina da ODEBRECHT

 
Por G1 PE
 

ex-governador de PernambucoEduardo Campos (PSB), morto num acidente de avião em 2014, aparece em delações da empresa Odebrecht que citam políticos incluídos na lista enviada pela Procuradoria-Geral da República ao ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a petição 6.706, o ex-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) solicitou à empreiteira, em 2012, apoio por parte do grupo para auxiliar na construção do Centro Integrado de Ressocialização, no município pernambucano de Itaquitinga. Na mesma petição, há citação ao prefeito do Recife, Geraldo Julio, do mesmo partido.

Por telefone, a assessoria do PSB nacional informou ao G1 que se pronuncia exclusivamente sobre a lista de Fachin por meio de nota divulgada na quarta (12). De acordo com o texto, o partido alega apoiar a quebra do sigilo das delações dos executivos da Odebrecht e reafirma a confiança em todos os filiados mencionados na lista.

"O PSB reafirma, ainda, sua solidariedade à família do nosso ex-presidente nacional Eduardo Campos, citado sem condições de se defender, e declara sua decisão de atuar em todas as instâncias para que seu nome e sua honra jamais sejam maculados", diz a nota.

De acordo com a petição, os delatores Marcelo Bahia Odebrecht, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Benedicto Barbosa da Silva Júnior afirmaram que a Odebrecht não tinha interesse na obra do presídio em Itaquitinga e, por isso, não participou da licitação. Sem a empreiteira, a obra ficou parada e, por isso, Campos teria procurado a Odebrecht para concluir o serviço, mas a empresa entrou no projeto através de outra instituição, denominada DAG Construtora. Devido ao prejuízo de R$ 50 milhões causado pela obra à Odebrecht, o delator afirmou ter se recusado a apoiar o ex-governador de Pernambuco em sua campanha para a presidência.

Os delatores ainda afirmaram que o colaborador Luiz Eduardo da Rocha Soares apresenta um documento no qual aponta o pagamento de R$ 500 mil a Geraldo Julio (PSB), candidato à prefeitura do Recife e apoiado por Eduardo Campos.

G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do prefeito do Recife, que não quis se pronunciar nesta quinta (13), alegando que a posição sobre o caso já havia sido dada anteriormente.


Florisvaldo, Rochinha e Farina: A História jå nos deu muitas liçÔes

Florisvaldo, Rochinha e Farina: A História jå nos deu muitas liçÔes

Antes dos encontros municipais encaminhei um texto aos militantes do Partido pedindo esforço na mobilização para a realização dos mesmos.

O esforço dos dirigentes e da militância fez acontecer um PED plenamente vitorioso no comparecimento de quase 300 mil filiados ao PT para exercerem o seu voto. E diante do momento grave que nós estamos vivendo – ante as perseguições da elite e da polícia em relação aos petistas e ao partido – conseguimos realizar os encontros municipais em quase quatro mil municípios.

O resultado é a prova cabal de um partido que tem as suas raízes fincadas em um projeto histórico de ação e de luta nos movimentos social e sindical e nas comunidades.

Mas o jogo está só começando. Temos que ter a grandeza e deixar exigências pontuais de lado, pensar no Brasil que passa por um momento extremamente difícil e preservar a unidade da corrente CNB no partido, porque ela é a principal ferramenta para a assegurar e legitimar a democracia interna do PT.

A prioridade é discutir política, propor ações para dar ao conjunto do partido condições de avançar, sobretudo na preparação das eleições gerais de 2018.

Quero chamar a atenção dos integrantes da CNB para que façam uma profunda reflexão e trabalhem a unidade de suas direções, delegados e filiados na escolha das direções estaduais e da direção nacional. É bom lembrar que o registro dos delegados e delegadas para participar das escolhas de direções estaduais e nacional termina no próximo dia 20 de abril.

Todo o cuidado é pouco. Peço aos dirigentes e delegados/as da CNB que se apressem em resolver pendências políticas que ficaram dos encontros municipais, para que a Secretaria Nacional de Organização possa concluir rapidamente os seus trabalhos.

A princípio, os acordos políticos internos para a formação de direções, aonde tiver mais de uma linha de pensamento, devem se dar em torno das CNB´s estaduais. Depois devemos avançar para correntes que sempre tiveram maior aproximação conosco. Isto não quer dizer que não devemos conversar e procurar acordo com as demais frentes, pelo contrário, devemos sim, desde que esses acordos estejam pautados em princípios gerais nacionais, e não em visões mesquinhas que priorizem exclusivamente os seus projetos individuais ou de grupos locais, tanto internamente quanto externamente, em disputas eleitorais e especialmente sobre troca de delegados. Para nós isto não é acordo, é acerto. Já vimos este filme e ele não deu certo.

No documento anterior, chamei a atenção dos/as dirigentes e militantes da CNB para fazer uma fiscalização firme, procurar não errar para não dar munição àqueles que historicamente em todos os PED´s tentam ganhar no tapetão, se utilizando de usinas de recursos. Lembrem-se que o momento é grave e exige paciência, tolerância e tomada de decisões firmes. O mundo externo tenta nos eliminar.

Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.

Bons encontros, companheiros e companheiras da CNB.

Um abraço!

VIVA A LUTA!

Por Francisco Rocha da Silva, Rochinha, Coordenador Nacional da CNB; Florisvaldo Raimundo de Souza,
Secretário Nacional de Organização/PT e coordenador da CNB;  João Paulo Farina, Secretário Nacional de Juventude e coordenador da CNB, para a Tribuna de Debates do 6º Congresso. Saiba como participar.


Crise na segurança pĂșblica em Pernambuco, CadĂȘ as prometidas açÔes do governo do estado, CadĂȘ as inovadoras cĂąmeras de segurança?

Crise na segurança pĂșblica em Pernambuco, CadĂȘ as prometidas açÔes do governo do estado, CadĂȘ as inovadoras cĂąmeras de segurança?

Desgoverno de Pernambuco - Ausência que faz a diferença.
Sorria, Você esta sendo assaltado.
#DesgovernoDoPSB
 


Chuvas ajudam a recuperar mananciais que abastecem cidades da Zona da Mata Sul

Chuvas ajudam a recuperar mananciais que abastecem cidades da Zona da Mata Sul

No mês de abril, início da quadra chuvosa na Zona da Mata, os mananciais de cinco cidades da região já dão sinais de recuperação da sua capacidade de armazenamento de água. Em Vitória de Santo Antão, na Mata Sul, duas fontes de abastecimento da cidade já apresentam melhorias dos níveis. A Barragem de Jussara, de nível,  que capta água no Rio Jaboatãozinho está vertendo há cerca de 15 dias, e a Barragem Águas Claras aumentou de 25% para 30% a capacidade de acumulação. As chuvas trouxeram tranquilidade para  Vitória, cidade que  conta ainda com o incremento de água de uma nova Adutora do Sistema  Tapacurá, em operação desde fevereiro  deste ano.

 

Em Rio Formoso, o Açude Cossocó, que estava em pré-colapso, recuperou uma parte significativa do seu volume, e a Companhia já está retirando 5 l/s do manancial para o abastecimento da cidade, que também é atendida pelo Riacho dos Gatos. Neste último, com a regularização do nível, já foi possível  acionar um segundo de conjunto de bombeamento, desde a semana passada. A partir de hoje (18), a população de Rio Formoso já será abastecida um dia com água e dois dias sem, sendo que uma parcela da população - que corresponde a 25% da cidade - terá água durante 24 horas.

 

Desde a última quinta-feira (13), a Compesa passou a retirar água do Riacho Ditoso, em Ribeirão, sem intervalos. Após as últimas chuvas, o riacho regularizou o seu volume, permitindo que a barragem de nível capte água normalmente. O manancial, junto com o Rio Amaraji e o Açude Ingaí, respondem pelo fornecimento de água para a cidade de Ribeirão. Diante desse novo quadro, 60% da cidade está sendo atendida sem racionamento.

 

O Açude de Água Fria de Cima, em Sirinhaém, recuperou aproximadamente 25% da sua capacidade, volume suficiente para retirar o distrito de Santo Amaro de Sirinhaém, com cerca de 8 mil moradores, do racionamento. Agora, a localidade passa a ter água todos os dias.

 

No município de Escada, a companhia também voltou a captar água no Rio Sapocagy, durante 24 horas, em função dos últimos dias de chuvas regulares. Mas para não depender apenas desse manancial - cuja barragem de nível funciona com mais regularidade no período de inverno - para abastecer Escada, a Compesa trabalha para finalizar a obra no Riacho Pata Choca que vai dobrar a oferta de água para a cidade. Dentro de 45 dias, a companhia substituirá os atuais conjuntos de bombeamento instalados no riacho, que estão com baixo rendimento, para aumentar a atual vazão explorada, de 66 l/s, para mais de 100 l/s. Hoje, a população de Escada é abastecida no regime de um dia com água e cinco dias sem.

 

Siriji - Na Zona da Mata Norte, as chuvas não foram significativas para recuperar os níveis dos mananciais da região, exceto pela Barragem do Siriji, em Vicência, na Mata Norte. Até a última quarta-feira (12), a barragem estava com 66% de sua reservação total, e de lá até hoje (18) aumentou em 5% a sua acumulação, registrando agora 71% da sua capacidade total (17 milhões de metros cúbicos). O Sistema Siriji é responsável pelo abastecimento das cidades de Vicência, Buenos Aires, Itaquitinga, Aliança, Condado, Machados, Macaparana e São Vicente Férrer.


CUT/VOX: Lula vence no primeiro e segundo turnos em todos os cenĂĄrios pesquisados para 2018

CUT/VOX: Lula vence no primeiro e segundo turnos em todos os cenĂĄrios pesquisados para 2018

Se as eleições presidenciais fossem hoje, o ex-presidente Lula seria eleito em primeiro turno em todos os cenários pesquisados, mostra pesquisa CUT/Vox Populi, realizada entre os dias 6 e 10 de abril.
 
Lula tem de 44% a 45% dos votos válidos contra 32% a 35% da soma dos adversários nos três cenários da pesquisa estimulada. São os votos válidos, excluídos os nulos, em branco e abstenções, que valem para definir o resultado das eleições.
 
Na comparação com Aécio (13% em dezembro e 9% em abril), Lula subiu de 37% em dezembro para 44% em abril. Jair Bolsonaro (PSC-RJ) subiu de 7% para 11% das intenções de voto. Marina se manteve com 10% e Ciro Gomes (PDT-CE) os mesmos 4%. A soma dos adversários é de 34% dos votos válidos, os únicos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral. 
 
Na comparação com Alckmin (10% em dezembro e 6% em abril), Lula sobe para 45% contra 38% em dezembro. Bolsonaro subiu de 7% para 12%. Marina caiu de 12% para 11% e Ciro de 5% para 4%. A soma dos adversários é de 33% das intenções de votos.
 
Na comparação com Doria, Lula tem 45% das intenções de voto; Marina e Bolsonaro empatam com 11%; Ciro e Doria empatam com 5%; ninguém/ bancos/nulos têm 16%; não sabem/não responderam têm 7%. A soma dos adversários é de 32%.
 
Lula também vence no segundo turno
 
Nas simulações de segundo turno, Lula também vence todos os candidatos. Se as eleições fossem hoje, Lula venceria Aécio Neves (PSDB-MG) por 50% a 17% das intenções de voto; Geraldo Alckmin (PSDB-SP) por 51% a 17%; Marina Silva (Rede-AC) por 49% a 19%; e João Doria (PSDB-SP) por 53% a 16%. 
 
Lula é o mais citado espontaneamente
 
No voto espontâneo, quando os entrevistados não recebem as cartelas com os nomes dos candidatos, Lula também vence todos os possíveis candidatos. Lula tem 36% das intenções de voto – em dezembro eram 31%; Doria surgiu com 6% das intenções. Aécio, Marina e Alckmin registraram queda de intenção de votos em relação à pesquisa realizada em dezembro do ano passado. Aécio caiu de 5% para 3%; Marina, de 4% para 2%; FHC, de 3% para 1%; e, Alckmin, de 2% para 1% - 8% disseram que votariam em outros; ninguém/branco/nulo totalizou 14% e não sabe/não responderam 29%. 
 
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, “quanto mais os brasileiros conhecem o presidente ilegítimo e golpista Michel Temer, mais avaliam seu desempenho como ruim e péssimo (65%) e mais sentem saudade do ex-presidente Lula”. 
 
Vagner avalia que as medidas de arrocho, como o desmonte da Previdência (reprovado por 93% dos brasileiros) e a terceirização (reprovada por 80%), também contribuem para o crescimento das intenções de voto em Lula.
 
Para ele, Temer é um presidente sem projeto para o país, que não pensa na geração de emprego e renda; só pensa em ajuste fiscal nas costas dos trabalhadores e essa é das maiores razões para a avaliação negativa do ilegítimo.
 
Quanto mais o povo conhece Temer, melhor avaliado é Lula
 
Algumas perguntas feitas pela pesquisa CUT-VOX confirmam a tese do presidente da CUT. À pergunta quem é o melhor presidente que o Brasil já teve 50% responderam que é Lula (em dezembro eram 43%). O segundo colocado é FHC, que registrou queda na preferência do povo: 11% em abril contra 13% em dezembro/2016.
 
Apesar do massacre da mídia e da perseguição do Judiciário nos últimos anos, a maioria dos brasileiros diz que ele é trabalhador (66%), um líder e um bom político (64%), bom administrador/competente (58%), é capaz de enfrentar uma crise (58%), entende e se preocupa com os problemas das pessoas (57%), é sincero/tem credibilidade (45%) e é honesto (32%).
 
Aumentou para 57% o percentual de brasileiros que acham que Lula tem mais qualidades que defeitos (35%). Em dezembro do ano passado, 52% achavam que ele tinha mais qualidade e 39% mais defeitos.   
 
Também aumentou para 66% (em dezembro eram 58%), o percentual dos entrevistados que acham que Lula cometeu erros, mas fez muito mais coisas boas pelo povo e pelo Brasil. Já os que acham que ele errou muito mais do que acertou caiu de 34% em dezembro para 28% em abril. 
 
Já em relação aos que admiram Lula, apesar da perseguição cruel da Lava Jato, aumentou de 33% para 35% o percentual dos que admiram Lula.  Em dezembro de 2016, 33% dos entrevistados admiravam/gostavam muito de Lula; em abril o percentual aumentou para 35%. Já o percentual  dos que não admiram/nem gostam caiu de 37% no ano passado para 33% este ano. 
 
O mais admirado e também o presidente que melhorou a vida do povo. Para 58% dos brasileiros, a vida melhorou nos 12 anos de governos do PT, com Lula e Dilma. Apenas 13% disseram que piorou e 28% responderam que nem melhorou/nem piorou.
 
A pesquisa CUT-VOX POPULI entrevistou 2000 pessoas, em 118 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.
 
Foram ouvidas pessoas com mais de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os Estados e do Distrito Federal, em capitais, Regiões Metropolitanas e no interior.

Caso Odebrecht: Por que voltam a atacar Lula e sua biografia

Caso Odebrecht: Por que voltam a atacar Lula e sua biografia

Perguntas e Respostas

O ex-presidente Lula está mais uma vez no centro de intenso bombardeio midiático. Na liderança do ataque, o Jornal Nacional da Rede Globo divulgou 40 minutos de noticiário negativo em apenas 4 edições. Como vem ocorrendo há mais de dois anos, Lula é alvo de acusações frívolas e ilações que, apesar da virulência dos acusadores, não apontam qualquer conduta ilegal ou amparada em provas. Desta vez, no entanto, além de tentar incriminar Lula à força, há um esforço deliberado de reescrever a biografia do maior líder popular da história do Brasil.

Os depoimentos negociados pelos donos e executivos da Odebrecht – em troca da redução de penas pelos crimes que confessaram – estão sendo manipulados para falsificar a história do governo Lula. Insistem em tratar como crime, ou favorecimento, políticas públicas de governo voltadas para o desenvolvimento do país e aprovadas pela população em quatro eleições presidenciais.

São políticas públicas transparentes que beneficiaram o Brasil como um todo – não apenas esta ou aquela empresa – como a adoção de conteúdo nacional nas compras da Petrobras, a construção de usinas e integração do sistema elétrico, o financiamento da agricultura, o apoio às regiões Norte e Nordeste, a ampliação do crédito a valorização do salário e as transferências de renda que promoveram o consumo e dinamizaram a economia, multiplicando por quatro o PIB do país.

Estas políticas não foram adotadas em troca de supostos benefícios pessoais, como querem os falsificadores da história. Elas resultaram do compromisso do ex-presidente Lula de proporcionar uma vida mais digna a milhões de brasileiros.

Por isso Lula deixou o governo com 87% de aprovação e é apontado pela grade maioria como o melhor presidente de todos os tempos. É contra esse reconhecimento popular que tentam criar um falso Lula, apelando para o preconceito e até para supostas opiniões de quem chefiou a ditadura, de quem mandou prender Lula por lutar pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores.

No verdadeiro frenesi provocado pela edição dos depoimentos da Odebrecht, é preciso lembrar que estes e outros delatores da Lava Jato foram pressionados a apresentar versões que comprometessem Lula. Mas tudo o que apresentaram, antes e agora, são ilações sem provas.

E é preciso lembrar também que essa teia de mentiras está sendo lançada contra Lula às vésperas do julgamento de uma ação na Vara da Lava Jato que pretende condená-lo não apenas sem provas, mas contra todas as provas testemunhais e documentais de sua inocência.

E lembrar ainda que o novo bombardeio de mídia foi deflagrado no momento em que, mesmo não sendo candidato, Lula é apontado crescentemente nas pesquisas como o favorito para as eleições presidenciais.

Por tudo isso, é necessário analisar cada uma das ilações apresentadas, para desfazer cada fio dessa a teia de mentiras.

Há algum ato ilegal de Lula relatado na delação da Odebrecht?

Não há. Delações não são provas, mas informações prestadas por réus confessos que apenas podem dar origem a uma investigação. A legislação brasileira proíbe expressamente condenações baseadas somente em delações, negociadas em troca da obtenção de benefícios penais por réus confessos. As delações devem ser investigadas e os depoimentos de delatores expostos ao questionamento dos advogados de defesa. Por enquanto, o que existe, são depoimentos feitos aos procuradores, a acusação, divulgados de forma espetacular antes dos advogados terem acesso a eles.

No passado, depoimentos divulgados de forma semelhante – como os de Paulo Roberto da Costa, Nestor Cerveró e Delcídio do Amaral – quando confrontados com depoimentos em juízo dos mesmos colaboradores não revelaram qualquer crime ou prova contra o ex-presidente Lula.

É parte da estratégia de lawfare e uso da opinião pública da Lava Jato, teorizada por Sérgio Moro em artigo de 2004, “deslegitimar o sistema político” usando a mídia, e destruir a imagem pública dos seus alvos para substituir o devido processo legal pela difamação midiática.

Sítio em Atibaia

Há mais de um ano a Lava Jato investiga um sítio no interior de São Paulo. Os proprietários do sítio, que não é do ex-presidente Lula, já provaram a propriedade e a origem dos recursos para a compra do sítio. Mesmo o relato de Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar indicam que eles desconhecem de quem é a propriedade, além do que ouviram em boatos, e de que a reforma de tal sítio seria uma surpresa para o ex-presidente, dentro de uma ação que não o envolveu em uma propriedade que não é sua. É estranho nesse contexto que Emílio Odebrecht diga que na véspera do fim do mandato tenha “avisado” Lula da obra. E é inadmissível que o silêncio de Lula, diante do suposto aviso, seja interpretado como evidência. O sítio não é do ex-presidente, não há nenhum ato dele em relação ao sítio, nem vantagem indevida, patrimônio oculto ou contrapartida.

“Terreno” e doações ao Instituto Lula

Como já foi repetido várias vezes e comprovado nos depoimentos e documentos, o Instituto Lula jamais recebeu qualquer terreno da Odebrecht. Ele funciona em um sobrado adquirido em 1991. O tal terreno foi recusado. E foi recusado porque sequer havia sido solicitado pelo Instituto ou por Lula. É prova do lawfare e perseguição a Lula que um terreno recusado seja objeto de uma ação penal.

O Instituto recebeu doações de dezenas de empresas e indivíduos diferentes. Todas registradas. As doações da Odebrecht não representam nem 15% do valor total arrecadado pelo Instituto antes do início de uma perseguição judicial. Todas as doações foram encaminhadas por meio de diretores com o devido registro fiscal. Jamais houve envolvimento de Antonio Palocci ou de qualquer intermediário nos pedidos de doação ao Instituto. Os depoimentos de delatores Alexandrino Alencar e Marcelo Odebrecht inclusive se contradizem sobre esse assunto.

“Conta amigo”, os milhões virtuais que Lula nunca recebeu

Esta é a mais absurda de todas as ilações no depoimento de Marcelo Odebrecht. Ele disse que Lula teria uma “conta corrente” na empresa. Ora diz que essa conta seria de 35 milhões, ora seria de 40 milhões, mas ressalva que jamais conversou com Lula sobre essa conta. Narra uma confusa movimentação de saída e entrada de recursos, citando a compra de um terreno (depois devolvido), uma doação ao Instituto Lula e supostas entregas em dinheiro vivo a Branislav Kontic, totalizando R$ 13 milhões. Diz ainda que parte da reserva continuou na tal conta.

Se for verdadeiro o depoimento, Marcelo Odebrecht teria feito, na verdade, um aprovisionamento em sua contabilidade para eventuais e futuros transferências ou pagamentos. Isso é muito diferente de dizer que havia uma “conta Lula” na Odebrecht, como reproduzem as manchetes levianas. A ser verdadeira, trata-se, como está claro, de uma decisão interna da empresa. Uma “conta” meramente virtual, que nunca foi transferida, nem no todo nem em parte, que nunca se materializou em benefícios diretos ou indiretos para Lula.

O fato é que Lula nunca pediu, autorizou ou sequer teve conhecimento do suposto aprovisionamento.

As três supostas evidências apresentadas sobre a conta virtual desmoronam diante da realidade, a saber: a) o terreno comprado supostamente para o Instituto Lula nunca foi entregue, porque nunca foi pedido por quem de direito; b) as doações da Odebrecht para o Instituto Lula foram feitas às claras, em valores contabilizados na origem e no destino, e informadas à Receita Federal, em transação transparente; c) a defesa de Branislav Kontic negou, em nota ao Jornal Nacional, que seu cliente tenha praticado as ações citadas pelos delatores.

Todos os sigilos de Lula e sua família – bancários, fiscal, telefônico – foram quebrados. O Ministério Público sabe a origem de todos os recursos recebidos por Lula, o destino de cada centavo ganho pelo ex-presidente com palestras e que Lula vive em um apartamento em São Bernardo do Campo desde a década de 1990. Onde estão os R$ 40 milhões?

Palestras

Após deixar a presidência da República, com aprovação de 87% e reconhecimento mundial, Lula fez 72 palestras para mais de 40 empresas. Entre elas Pirelli, Itaú e Infoglobo. Em todas as palestras foram cobrados os mesmos valores. Todas foram realizadas, e a comprovação de tudo relacionado as palestras já está na mão do Ministério Público do Distrito Federal e do Paraná. A imprensa deu a entender que a Odebrecht teria “inventado” essas palestras. Isso não foi dito de forma alguma mesmo nos depoimentos, que indicaram que as palestras eram lícitas e legítimas. E a Odebercht não foi a primeira empresa, nem a segunda, nem a terceira a contratar palestras de Lula. Microsoft, LG e Ambev, por exemplo, contrataram palestras pelos mesmos valores ANTES da Odebrecht. Segue a relação completa de paletsras entre 2011 e 2015: http://institutolula.org/uploads/relatoriopalestraslils20160323.pdf

A legislação brasileira não impede que ex-presidentes deem palestras. Não impediria que eles fossem diretores de empresa, o que Lula nunca foi.

Ajuda ao filho

Após deixar a presidência Lula não é mais funcionário público. Mesmo considerando real o relato de delatores que precisam de provas, Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar relatam que a ajuda para o filho de Lula iniciar um campeonato de futebol americano foi voluntária e após diversas conversas e análises do projeto. A expressão inserida em depoimento de “contrapartida” de melhorar as relações entre Dilma e Marcelo Odebrecht é genérica e de novo, mesmo que fosse real, não incide em nenhuma infração penal. Em 2011, anos dos relatos, Lula não ocupava nenhuma função pública.

A liga de futebol americano existiu e não teve a participação ou sequer o acompanhamento de Lula. Os filhos do ex-presidente são vítimas há anos de boatos na internet de que seriam bilionários. Tiveram suas contas quebradas e atividades analisadas. E não são nem bilionários, nem donos de fazendas ou da Friboi.

Frei Chico

De novo, mesmo considerando o relato dos delatores, que necessitam de provas, eventual relação entre a Odebrecht e o irmão de Lula eram relações privadas. Lula não tem tutela sobre seu irmão mais velho e não solicitou ajuda a ele, nem cuidava de sua vida. Não há relato de infração, nem de contrapartida, nem de que tenha sido o ex-presidente que tenha solicitado qualquer ajuda ao irmão.

CartaCapital

A breve menção a revista indica que Lula falou para Emílio Odebrecht ver o que poderia fazer e se poderia fazer algo para ajudar a revista, novamente após ter deixado a presidência da República. A relação entre dois outros entes privados (Carta Capital e Odebrecht) não tem qualquer contato com Lula a partir disso e o pedido de verificação se poderiam anunciar na revista não implica em nenhum ilícito. Os executivos da Odebrecht mencionaram que o grupo prestou ajuda a diversos outros veículos de imprensa, podendo ser citado como exemplo o jornal O Estado de S.Paulo.

Angola

O depoimento de Emílio Odebrecht indica que os serviços contratados da empresa Exergia, para prestar serviços em Angola, foram efetivamente prestados. A Exergia tem como um dos seus sócios Taiguara dos Santos, filho do irmão da primeira esposa de Lula. Se posteriormente a queda de serviços em Angola houve um adiantamento de recursos entre as duas partes privadas, ele não teve qualquer envolvimento do já ex-presidente, nem isso é mencionado nos depoimentos. Lula jamais recebeu qualquer recurso da empresa Exergia ou de Taiguara, e isso já foi objeto de investigação da Polícia Federal, que não achou nenhum recurso dessa empresa nas contas de Lula.

Esse caso já é analisado em uma ação penal na Justiça Federal de Brasília. Comprovando-se a verdade dos depoimentos dos delatores, a tese da ação penal se mostra improcedente, a acusação de que não houve prestação de serviços e que eles seriam algum tipo de propina ou lavagem cai por terra. Ou seja, nesse caso os depoimentos não só não indicam qualquer crime como inocentam Lula nessa ação penal.

Doações eleitorais

O depoimento de Emílio Odebrecht é explícito ao dizer que nunca discutiu valores ou forma de doações eleitorais com o ex-presidente Lula. Lula não cuidava das finanças de campanha ou partidárias.

O PT e o ex-presidente sempre defenderam o fim de qualquer financiamento privado de campanhas eleitorais. Mas o Supremo Tribunal Federal só determinou o fim de contribuição de pessoas jurídicas em 2015.

O ex-presidente nunca autorizou ninguém a pedir doações de qualquer tipo em contrapartida de atos governamentais de qualquer tipo.

Estádio do Corinthians

Mesmo tomando como verdade os relatos de delatores, não há nenhum ato ilegal relatado do ex-presidente em relação ao Estádio Privado do Sport Club Corinthians. Em 2011 havia o risco de São Paulo ficar fora da Copa do Mundo. O ex-presidente sempre defendeu o uso do Estádio do Morumbi, como registrou publicamente o falecido presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, mas em 2011 esse estádio foi vetado pela FIFA.O estádio do Corinthians de fato era um projeto menor. Com a possibilidade de sediar a abertura da Copa, o Corinthians construiu um estádio maior. O estádio, e isso é óbvio, não é do Lula, mas do Corinthians. Não só tem público lotado constantemente como a Rede Globo, empresa privada com fins lucrativos, já até usou o estádio vazio como estúdio dos seus programas de TV.

Lula e a presidência

Lula é considerado em todas as pesquisas o melhor presidente brasileiro de todos os tempos, mesmo com a intensa campanha midiática contra ele. Lula também é o único presidente da história da República de origem na classe trabalhadora, nascido na miséria do sertão nordestino, migrante criado pela mãe. O único que superou todas essas condições adversas para ser o presidente que mais elevou o nome do Brasil no mundo.

Lula sempre agiu dentro da lei e a favor do Brasil antes, durante e depois da presidência, quando voltou para o mesmo apartamento que residia em São Bernardo do Campo antes de ir para Brasília.

Não foi só a Odebrecht que cresceu durante o governo Lula. A grande maioria das empresas brasileiras, pequenas, médias e grandes, cresceram no período. Milhões de empregos foram gerados e a pobreza e fome reduzidas de forma inédita no país. Foi todo o Brasil que cresceu no período de maior prosperidade econômica da democracia brasileira.

É hora de perguntar a quem interessa destruir Lula, quando o ex-presidente se posiciona contra o fim dos direitos trabalhistas e previdenciários. A quem interessa destruir Lula, quando o patrimônio brasileiro – reservas minerais na Amazônia, o pré-sal, estatais – são colocados a venda a preço de banana? A quem interessa reescrever a biografia do maior líder popular do país?

 

Do site Lula.com.br