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VIDA DE PRESO POR QUEM ESTÁ PRESO

VIDA DE PRESO POR QUEM ESTÁ PRESO

"VIDA DE PRESO POR QUEM ESTÁ PRESO"
José Dirceu da Silva

Espelho é proibido. Vidro também. Então, pegue um prato grande que reflita sua imagem – e mantenha ele limpo sempre. Água mineral? Só com receita médica. A solução é ferver a água ou tomá-la “in natura” da torneira. Eu nunca tive problemas.

Saúde? É fácil cuidar. Bebida, cigarro, gordura, ou é proibido ou não existe simplesmente. Você pode pedir comida hipossódica e evitar excessos na sexta-feira, quando as famílias de todos os presos podem trazer comida. Embora o peso seja controlado. Nada que possa virar cachaça – a revista é rigorosa.

O preso deve fazer exercícios todos os dias. No meu caso, 71 anos, é light. O importante é manter os músculos lombares fortes. E as pernas. Flexão, abdominal, pesos, caminhadas. No meu caso, pelo menos 20 minutos diários. É importante tomar sol ou ingerir vitamina D – para mim, a recomendação é de 20 minutos diários. O banho de sol é de cinco dias por semana, mas na média são três por conta de chuva, normas de segurança, etc.

No mais, é ler, estudar e escrever, um pouco de tudo. Aqui tem biblioteca – e é boa. Em geral, literatura brasileira e mundial, auto-ajuda, espiritismo, cristianismo, catolicismo, correntes evangélicas. Nossos clássicos – e outros atuais — estão à disposição. Há cursos de alfabetização.

Na cadeia, você passa a dar importância às pequenas coisas. À rotina. À limpeza coletiva em sistema de rodízio. E, muito, à disciplina.

Preso primeiro chora, depois chama a mãe e seus santos, e faz remissão. Cada três dias trabalhados valem um dia de pena cumprida; cada livro lido e resenhado vale mais quatro dias; cada 12 de estudo, um dia de remissão. Assim, em 12 meses, o preso pode remir seis meses, cinco em geral.

Fora a remissão, o trabalho, a leitura, o estudo e a escrita transformam a prisão em vida produtiva e criativa, além de passar o tempo de maneira útil e agradável.

A luta do preso é para viver na cadeia “uma vida normal”, de rotina, dormir sem indutor do sono, as horas necessárias, trabalhar oito horas — e ter horas de lazer, de convivência comum. Para os jogos – dominó e xadrez –, futebol, exercícios e caminhadas, agregar “conversa fiada”, contar estórias, falar da família, da vida, dos processos, dos amores proibidos, da liberdade … dos filhos e esposas.

Preso tem que manter cela, corredor e banheiros coletivos limpos, duas vezes por semana; tem que lavar as cuecas (a roupa é lavada na lavanderia do presídio).
Preso pode receber material de higiene pessoal e de limpeza – um Sedex com o básico de uma cesta familiar, observando as questões de segurança. Tudo de que um preso precisa para sobreviver. Os itens são básicos mesmo, nada de supérfluos.

A comida é simples, mas suficiente. No café da manhã, café com leite, pão e manteiga. No almoço e na janta, feijão (pouco, ou porque azeda ou porque está caro), muito arroz, carne e legumes. De carne, só frango – peito! – ou carne de vaca moída ou em tiras. Ninguém pode dizer que a comida não é honesta. Dá pra sobrevier – e bem. O problema é a mesma comida meses, anos…

Mas a comida que a família traz, às sextas feiras, dia de visita, resolve a monotonia. Todas as sextas feiras, das 13 e 30 às 16 horas, preso recebe visita da família – duas pessoas. Na verdade, é o único momento em que o preso sente a liberdade, o afeto, o amor e a esperança.

Quem manda?u

Mandela dizia que a pessoa mais importante na vida do preso é o carcereiro. Ele tinha toda a razão. Manter uma relação respeitosa e civilizada com a direção do presídio e com os agentes é questão básica, direitos e deveres, como tudo na vida. No caso dos presos, direitos e deveres regulados pela Lei de Execuções Penais e pela direção do presídio.

Presídio é, no Brasil, por definição, um lugar de alta periculosidade e insalubridade, onde falta tudo. Na verdade, não há recursos orçamentários para manutenção e reforma, mesmo tendo mão de obra de graça, a dos presos. Os recursos não dão para o custeio. E isso com educação e saúde sendo obrigações do Estado.
A escola e o posto de saúde são ligados à estrutura administrativa do estado na região – no nosso caso, a escola é o “Faraco” e o centro médico, o CMP- Complexo Médico Penal?

O mais grave problema, inclusive aqui, no Paraná, mesmo no CMP – hoje um misto de “cadeião” e hospital – é a falta de trabalho, de colônias agrícolas e industriais, e de escolas. O trabalho e o estudo devem ser obrigatórios para o preso, insumo básico para a ressocialização e a qualificação, além de suas repercussões na remissão da pena.

Sem trabalho, sem estudo, amontoados em celas superlotadas, os 650 mil presos do país são presas fáceis para o crime organizado. Pior, vivem numa situação degradante e violenta que os transformam em cidadãos violentos, quando não em criminosos violentos.

Uma combinação mortal – aumento das penas, crimes hediondos e criminalização do usuário de droga – fez explodir a população carcerária em regime fechado. Com progressão só com 25% da pena cumprida, e sem indulto.
O mais grave é a incapacidade do Judiciário-MPF e dos juízes frente a um quadro de injustiça e ilegalidade único – 40% dos presos são provisórios, não julgados. A tudo isso, soma-se a superlotação e degradação dos presídios. Fora a corrupção ou mesmo o controle dos presídios pelo crime organizado.

Quem são os responsáveis por esse estado de coisas? Os juízes das Varas de Execuções Penal responsáveis pelas penitenciárias e os conselhos e secretários de Segurança e/ou Justiça.

Na realidade, agentes do Estado, omissos e responsáveis pela situação que estamos vivendo.

Situações paliativas, como recorrer aos famosos “mutirões” para tirar da cadeia os presos que ali estão sem condenação em Segunda Instância, não resolvem. Só postergam ou problema. Também não é saída o recurso à reclusão de segurança máxima, recomendada em casos determinados.

O que pode abre a luz no fim do túnel é uma mudança radical da política penal e penitenciária. Trabalho e estudo, qualificação do preso, separá-lo pelo tipo de crime e pena. Mudar radicalmente o sistema pena: progressão da pena, penas menores para crimes não violentos, semi-aberto domiciliar com controle eletrônico, penas de multa e pecuniárias, trabalho comunitário, perda de patrimônio e função pública.

O preso produtivo, além de manutenção e reforma dos presídios, pode produzir móveis, material esportivo, equipamentos em geral, roupas, trabalhar em obras, infraestrutura pública etc. E os contratos, entre o Estado e empresas, quando for o caso, podem ser administrados por entidades sem fins lucrativos.

Decisão política

Falta vontade política e decisão de mudar radicalmente a política penal e penitenciária.

Quando você convive com a dedicação dos professores, o profissionalismo dos agentes e profissionais de saúde, em condições especiais da profissão (estamos falando de uma cadeia); com presos que trabalham e estudam, no caso do semi-aberto; a conclusão, simples, é que é, sim, possível mudar o sistema. E reintegrar os presos.

O horizonte está no aprisionamento com progressão da pena. Desde que cumpridas as exigências da lei, o tempo de prisão e a remissão por trabalho-estudo.


Temer e Mendonça Filho acaba com o Ciências sem Fronteiras

Temer e Mendonça Filho acaba com o Ciências sem Fronteiras

Depois de acabar com as garantias trabalhistas, o governo de Michel Temer decidiu também enterrar um programa na área de educação criado pela presidente deposta Dilma Rousseff: o Ciência sem Fronteiras, que concede bolsas de estudos a alunos brasileiros em universidades dos Estados Unidos e da Europa.

A alegação oficial do ministro Mendonça Filho é a de que o programa não traz resultados e os recursos, da ordem de R$ 3,2 bilhões, podem ser usados em outras finalidades, como compra de merenda escolar para alunos da educação básica. Em 2015, o programa consumiu cerca de R$ 3,2 bilhões, enviando alunos principalmente para universidades americanas e europeias.

A informação foi dada, neste domingo (02) pelo colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim.


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Internautas fazem campanha para Marília Arraes se candidatar à Governadora de Pernambuco em 2018

Internautas fazem campanha para Marília Arraes se candidatar à Governadora de Pernambuco em 2018

Nas redes sociais, Internautas comentam a pesquisa onde o governador Paulo Câmara aparece com 74% de desaprovação, e iniciaram uma campanha digital para que Marília Arraes - atual vereadora do Recife - concorra ao cargo de Governadora de Pernambuco  em 2018.

Pelo Facebook e  Twitter, diversos usuários declararam tristeza pela aumento da violência em Pernambuco e começaram a torcer para que a neta do ex-governador Miguel Arraes seja candidata a governadora em 2018. A hashtags #MariliaVemGovernarPernambuco esta sendo compartilhada pelos internautas.


REPROVADO POR 74% DOS PERNAMBUCANOS  PAULO CÂMARA É O  PIOR GOVERNADOR DO BRASIL, APONTA PESQUISA

REPROVADO POR 74% DOS PERNAMBUCANOS PAULO CÂMARA É O PIOR GOVERNADOR DO BRASIL, APONTA PESQUISA

No comando da gestão estadual há dois anos e três meses, o governador Paulo Câmara (PSB) terá dificuldades para conquistar o apoio popular e disputar a reeleição em 2018. Ao menos é o que sugere uma avaliação da atuação dele à frente do Palácio do Campo das Princesas, divulgada neste sábado (1º) pelo Instituto de Pesquisas UNINASSAU. De acordo com o levantamento, encomendado pelo LeiaJá em parceria com o Jornal do Commercio, 74% dos entrevistados desaprovam o governo do pessebista. O percentual de aprovação é de 16%. 

O raio-x foi feito pelo Instituto a partir de 2.014 entrevistas realizadas em todas as regiões do estado. Os maiores índices de reprovação estão no Recife e no São Francisco. Já a aprovação é maiúscula nas outras áreas do Sertão. A forma como Paulo Câmara administra o Estado também foi aferida. Para 37% dos que responderam à amostra, a administração do afilhado político de Eduardo Campos é péssima; 27% disseram que era ruim e 23% apontaram como regular.      

Apenas 1% dos pernambucanos ouvidos na pesquisa consideram a administração ótima e 7% a classificam como boa. Desses, a maior parcela se mantém entre os sertanejos. Enquanto os que adjetivaram negativamente são preponderantes na capital, no São Francisco e no Agreste. 

Os dados, segundo o coordenador do Instituto UNINASSAU e cientista político Adriano Oliveira, refletem os diversos problemas apresentados pelos eleitores como de responsabilidade de Paulo Câmara e sem solução, como segurança pública, desemprego e saúde. 

“Os eleitores julgam os gestores considerando diversos fatores. Isto significa que um governador é aprovado [ou reprovado] em virtude de algum ou vários aspectos. As demandas dos eleitores e a responsabilização que estes dão ao governador explicam a sua alta reprovação”, argumentou o estudioso. Para ele, o sentimento negativo pode dificultar a reeleição do pessebista. “Não há um sentimento de otimismo e você entrar numa eleição e disputar com esse sentimento de pessimismo é ruim para qualquer candidato à reeleição", acrescentou. 

Pior governador da história de Pernambuco

Além do peso da avaliação negativa e do baixo índice de intenções de votos caso a eleição fosse hoje, de acordo com o Instituto de Pesquisas UNINASSAU também pesa sobre Paulo Câmara o título de “pior governador da história de Pernambuco para 42,3% dos entrevistados. Em segundo lugar no ranking, com 5,3%, aparece Jarbas Vasconcelos (PMDB), atual deputado federal que governou o estado por dois mandatos (1999 a 2006). 

O ex-governador Eduardo Campos, falecido em 2014, aparece como o pior gestor para 1,6% da amostragem e o ex-governador Roberto Magalhães (DEM) é citado por 1%. Para 10,5% dos pernambucanos nenhum ex-gestor pode ser considerado como o pior. Já 35,9% optaram por não responder. 

A classificação positiva, entretanto, tem Campos na liderança, sendo citado como o melhor governador da história por 35,9%. Apesar de ter sido o padrinho político de Câmara, a avaliação do líder socialista não reflete na do afilhado. “Os eleitores comparam o atual governador com Eduardo Campos e o que transparece é que eles sentem falta deste último”, ponderou Adriano Oliveira.  

O Instituto UNINASSAU foi a campo nos dia 23 e 24 de março. Foram ouvidas pessoas a partir de 16 anos de todas as regiões do estado. O nível de confiança do levantamento é de 95% e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Blog Leia Já


Manifestação contra a Reforma da Previdência, Trabalhista e a terceirização reúne 50 mil pessoas no Recife

Manifestação contra a Reforma da Previdência, Trabalhista e a terceirização reúne 50 mil pessoas no Recife

A CUT PERNAMBUCO, AS CENTRAIS SINDICAIS E AS FRENTES BRASIL POPULAR E POVO SE MEDO, protestaram contra reforma da previdência de temer, contra reforma trabalhista, contra as terceirizações sem limites e por nenhum direito a menos. Vale ressaltar que a unidade da classe trabalhadora tem como objetivo principal pressionar a base aliada de Michel Temer no Congresso Nacional para que não votem pela retirada dos direitos dos trabalhadores.
A concentração da mobilização ocorreu na Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, na área central da capital pernambucana. Milhares de Manifestantes exibiam cartazes, banners, com frases contrárias à reforma e ao governo golpista do presidente Michel Temer. Havia, ainda, faixas com fotos dos deputados federais pernambucanos que votaram a favor da terceirização.

Para o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores em Pernambuco (CUT-PE), Paulo Rocha, o ato foi uma oportunidade para relembrar os 53 anos de o golpe militar de 1964 e o golpe do ano passado contra a presidenta Dilma Rousseff. "As atividades que fizemos no dia de hoje foram importantes para acumularmos forças, para a grande greve geral do dia 28 de abril. Vamos parar o Brasil. As reformas de Temer vão ser barradas. Os trabalhadores não podem perder todos os seus direitos", salientou.

Por volta das 16h30, a Avenida Dantas Barreto, no bairro de Santo Antônio, teve o fluxo de carros interrompido pelos integrantes do ato. Às 17h, o grupo deixou a Praça da Independência, passando pelas Avenidas Guararapes e Conde da Boa Vista em direção à Praça da Democracia, no Derby. Uma passeata democrática, participativa que reuniu cores e sons que sopraram entre os edifícios do Centro do Recife e do bairro da Boa Vista.

Pouco antes das 19h, o grupo chegou à Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias do Recife, e exibiu faixas para motoristas e pedestres, ocupando os dois sentidos da via pública. Tudo de forma pacífica e democrática.

De acordo com o presidente da CUT, Carlos Veras, até o dia 28 de abril, os sindicatos realizarão assembleias, reuniões, plenárias e manifestações nas empresas, portas de fábricas e locais de trabalho. “O povo brasileiro está indignado contra as reformas deste governo golpista.Temer que acabar e destruir com os direitos dos trabalhadores (as).Este é, na verdade, o único caminho para a mudança. É a luta, é a unidade da classe trabalhadora, para combater o governo ilegítimo de Michel Temer e seus apaniguados políticos. 28 de abril é dia de greve geral”, acentuou.

 

Texto: Assessoria de Imprensa da CUT-PE
Fotos: Bancários, Sindsep e Tempus Comunicação


Adeus a Tereza Ramos: ACS e Defensora da Saúde #TerezaRamosPresenteSempre

Adeus a Tereza Ramos: ACS e Defensora da Saúde #TerezaRamosPresenteSempre

Hoje, em um dia ensolarado na cidade de Recife faleceu, vítima de câncer, a ACS e defensora da saúde Tereza Ramos. Tereza era defensora ardorosa do Sistema Único de Saúde (SUS) - em particular das  Agentes Comunitária de Saúde .

Os movimentos de defesa do sus, o movimento de defesa das ACS no Estado do Pernambuco encontram-se em luto, por ter perdido uma guerreira que sempre lutou na defesa  do sus e pela efetivação das acs, Tereza Sempre firme nos princípios e sensível na luta diária para defendê-los.

Consulado dos EUA emite alerta aos americanos sobre insegurança nos ônibus de Pernambuco #PernambucoAssaultEverywhere

Consulado dos EUA emite alerta aos americanos sobre insegurança nos ônibus de Pernambuco #PernambucoAssaultEverywhere

O Consulado Geral dos Estados Unidos no Recife emitiu na internet, nesta quinta-feira (30), uma mensagem de segurança para os cidadãos americanos que visitam ou vivem em Pernambuco. No texto, a entidade recomenda que eles estejam alerta aos constantes assaltos a ônibus no estado, já que, “segundo a mídia, a atividade criminosa no transporte público é 97,2% maior do que no ano passado”.

Na mensagem, publicada no site da Missão dos Estados Unidos no Brasil, o Consulado ressalta o aumento da criminalidade em todos os estados do Nordeste e destaca a situação em Pernambuco, explicando que, normalmente, os criminosos procuram levar dos passageiros pertences como celulares, carteiras e joias. Ainda na nota, a entidade recomenda que os americanos revejam os seus planos de segurança pessoal e estejam atentos às áreas em que circulam.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), foram registrados, nos primeiros 86 dias de 2017, 503 assaltos a ônibus em todo o estado. Somente no mês de março deste ano, foram contabilizadas 129 investidas criminosas, até o dia 26. Em fevereiro, a pasta registrou 175 ocorrências do mesmo tipo.

Procurado pelo G1, o Consulado explicou, por meio da assessoria de imprensa, que a mensagem foi emitida diante da recorrente discussão sobre os assaltos a ônibus no Recife e que o procedimento é considerado padrão para alertar os americanos que moram ou visitam Pernambuco. No ano passado, outra mensagem de alerta foi emitida em relação ao vírus da zika.

Confira a mensagem na íntegra:

“O Consulado Geral dos Estados Unidos no Recife alerta os cidadãos americanos sobre um aumento na atividade criminal no transporte público em todos os estados no Nordeste. De acordo com a mídia, especificamente em Pernambuco, a criminalidade no transporte público é 97,2% maior do que no ano passado. Os criminosos normalmente visam motoristas e passageiros para roubar celulares, carteiras e joias.

 

Reveja seus planos de segurança, permaneça atento ao seu redor, incluindo em eventos locais, e monitore a mídia local para atualizações. Esteja alerta e tome as medidas apropriadas para garantir a sua segurança pessoal.

O Consulado vai continuar monitorando a situação. Se você necessitar de assistência, entre em contato conosco.”


Bairros do Cabo de Santo Agostinho recebem obras de ampliação da distribuição de água

Bairros do Cabo de Santo Agostinho recebem obras de ampliação da distribuição de água

Dois dos bairros mais populosos do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, estão sendo contemplados com obras de ampliação e melhorias da rede de distribuição de água. A Compesa atua com frentes de trabalho simultâneas nos bairros Cidade Garapu e Charneca para a construção de estações de bombeamento e implantação de novas tubulações, Válvulas Redutoras de Pressão (VRP) e novas ligações domiciliares. Hoje (31) foi iniciada uma intervenção, na Cidade Garapu, para executar a interligação da rede principal do novo sistema à Adutora de Suape. O serviço será concluído amanhã (1º), às 8h.

 

Para realizar a intervenção, foi necessário suspender o abastecimento de água, por 24 horas, para 18 localidades do Cabo de Santo Agostinho: Alto do Cruzeiro, Alto dos Mirandas, Bela Vista, Centro, Charnequinha, Cohab, Garapu, Jardim Santo Inácio, Loteamento Garapu, Malaquias, Mauriti, Nossa Senhora do Rosário, Nova Garapu, Pirapama, São Francisco, Suape-Praia, Vila Californiana e Vila Claudete. O fornecimento de água para as localidades será retomado após a finalização do serviço, seguindo o calendário de cada área.

 

Mais de 50 mil pessoas serão beneficiadas com a Obra de Ampliação do Sistema de Abastecimento do Cabo de Santo Agostinho, na qual são investidos cerca de R$ 18 milhões, recursos do governo federal, CAIXA, governo de Pernambuco e Compesa. O prazo para a conclusão do projeto é maio de 2018. No bairro de Cidade Garapu, está prevista a construção de duas estações elevatórias (bombeamento), o assentamento de 334 metros de adutora e quase 98 quilômetros de rede, além da implantação de nove Válvulas Redutoras de Pressão e 4.296 ligações domiciliares.

 

Para o bairro da Charneca, a obra consiste na execução de uma estação de bombeamento, implantação de 2,6 quilômetros de adutora e 12 quilômetros de rede de abastecimento. Na localidade também serão instaladas 13 válvulas e 1.079 novas ligações domiciliares.


Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto MTST, Bloqueia a BR 101 em Recife, contra a reforma da previdência e a terceirização

Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto MTST, Bloqueia a BR 101 em Recife, contra a reforma da previdência e a terceirização

MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, interditou os dois sentidos da BR-101, no trecho próximo ao Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa), no bairro do Curado, Zona Oeste do Recife, durante esta sexta-feira (31). O bloqueio ocorreu no quilômetro 72, na altura do Viaduto de Jardim São Paulo.

Segundo Jô Cavalcanti, coordenadora do MTST e integrante da Frente Povo Sem Medo, cerca de 300 pessoas participaram do ato. A Polícia Militar não acompanhou o protesto. A interdição da via começou por volta das 6h30 e a via foi liberada por volta das 8h30. Na entrada do bairro de Jardim São Paulo, manifestantes colocaram fogo em pneus e interditaram a vida.

A manifestação faz parte do Dia Nacional de Paralisação, convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), contra a reforma trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo federal. O protesto é realizado também contra a Lei da Terceirização.


De volta ao século XIX? Eis o ponto de inflexão da nossa história.

De volta ao século XIX? Eis o ponto de inflexão da nossa história.

Por Hercílio Maciel

 
 Naquele tempo, o Brasil, com uma população estimada de 3 milhões de habitantes, a maioria rural, passava por profundas transformações. A vinda da família real em 1808, a proclamação da independência 1822, a promulgação da lei Áurea 1888 e a proclamação da República 1889, fecharam um século no qual o país começa Colônia e termina República.

Às mudanças na forma de governo não corresponderiam iguais mudanças na organização da economia. Durante todo o século foi preservada a matriz da época colonial: Extrativismo: apogeu e queda do ciclo do ouro, em Minas Gerais; Agricultura: o polo açucareiro no nordeste, o polo de desenvolvimento autônomo no Maranhão (apogeu e crise da economia algodoeira) e início da cultura do café, já na segunda metade do século; Comércio de escravos, o mais lucrativo negócio da época, responsável pela construção das mais sólidas fortunas e Mercado interno fragilizado pelo baixo valor monetário decorrente do uso da mão de obra escrava, incapaz de alavancar a produção industrial.
A Inglaterra, que pôs fim ao negócio dos traficantes de escravo brasileiros, passou a assumir, a partir da abertura dos portos e de outros tratados assinados posteriormente, o controle econômico efetivo do país. 
Uma tentativa de industrialização viria com o Barão de Mauá (Irineu Evangelista de Sousa), como financista e industrial. Responsável pela fundação do Banco do Brasil - posteriormente apropriado pelo governo brasileiro - e pelo início da produção de navios, era, infelizmente, uma honrosa e singular exceção ante à elite agrícola e escravocrata brasileira. Ele acreditava que canalizando para a expansão industrial os volumosos recursos dos traficantes, cujo negócio havia acabado, poderia expandir a produção industrial. Perdeu para a mente atrasada de uma elite retrógrada, que, como disse Frei Vicente de Salvador, viviam muito mais como usufrutuários da terra do que como senhores.
O baixo valor monetário da economia doméstica e a forte resistência política dessa elite, encastelada no poder, foram importantes obstáculos à industrialização brasileira. O pequeno grupo de endinheirados se satisfazia com a importação de produtos industrializados, concentrando seu poder político para preservar o valor monetário interno da economia primário-exportadora, mesmo que às custas de câmbios artificiais e da redução das taxas alfandegárias. 
Porque retomar a história de século XIX no momento em que o país está no inicio do século XXI?
Em seu livro Poder Global, o professor José Luiz Fiori, já em 2002, destacava que o fracasso da utopia globalitária traria de volta, pelas grandes potências, a velha defesa do livre comércio, que havia sido testada no século XIX.
Se, no século XIX o Brasil lutava contra a elite agrária e o baixo valor monetário da mão de obra para implantar a indústria, no século XXI a estratégia terá que ser outra, considerando que o país já conta com fortes setores industriais e de serviços, além de um mercado interno capaz de oferecer escala para expansão da indústria nacional. 
O século XIX parece chegar até o século XXI no Brasil, pelas mãos da Lava a Jato e ações decorrentes, a mais grave delas, o golpe. Essas ações atingiram duramente os 4 mais importantes setores da indústria do país: Petróleo e Gás, Construção Pesada, Agro-Negócio e a Indústria Naval.
A estratégia se completa com a terceirização, que vai reduzir drasticamente o valor monetário da mão de obra nacional e a reforma da Previdência cujos repasses com o pagamento dos benefícios representou, em 2012, para 71,8% dos municípios brasileiros, valores  superior ao repasse feito pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). E é nestes municípios onde se concentra a população com menor esperança de vida ao nascer. Com a reforma proposta, que aumenta para 49 anos de contribuição e 65 anos de idade mínima, a tendência é que se torne muito mais difícil a aposentadoria, com impactos maiores nos municípios com baixa atividade econômica e menor esperança de vida. Com menos renda disponível diminui o tamanho do mercado nacional, comprometendo a industrialização. Cairão as receitas dos governos e aumentará a pobreza extrema. O Brasil de volta ao século XIX.
É importante registrar que no século XIX, o povo brasileiro, entregue a sua própria sorte, mesmo sendo a população brasileira algo em torno de 3 milhões de habitantes, a maioria morando nas áreas rurais, marcou a história do século com várias lutas e revoltas, entre elas a Farrupilha (RS)Revolução de 1817 (PE), Confederação do Equador(NE)Balaiada (MA)Sabinada (BA)Praiera (PE)Cabanagem (PA)Canudos (BA), entre outros.
Nos dias de hoje verifica-se que parcela expressiva da elite continua com a mentalidade daquele século, apoiando esse retrocesso. 
Resta saber se esse jogo foi combinado com a parcela majoritária do os mais de 200 milhões de brasileiros,a grande maioria moradores urbanos. Como reagirão ao serem empurrados de volta ao século XIX? A direção desse movimento definirá o curso da história e o futuro do país.

Fonte: https://blogdehercilio.blogspot.com.br/2017/03/de-volta-ao-seculo-xix-eis-o-ponto-de.html?spref=fb


Bruno Ribeiro convoca a militância petista para as Eleições Internas do PT

Bruno Ribeiro convoca a militância petista para as Eleições Internas do PT

Este é um momento estratégico para o fortalecimento do PT e das Lutas Populares contra as ameaças dos golpistas aos Direitos de nosso povo.
Por isso, é muito importante que todos e todas militantes do PT em Pernambuco participem do PED 2017, debatendo os novos rumos políticos de nosso partido, elegendo as Direções Municipais e a Chapa de unidade para o Congresso Estadual.
Então, vamos ampliar a nossa Mobilização para as Eleições Internas do PT no próximo dia 09 de abril. Unidos estaremos mais fortes para combater os retrocessos em Pernambuco e no Brasil e para reeleger LULA Presidente em 2018.
Bruno Ribeiro Paiva
Presidente do PT-Pernambuco
#UnirParaFortalecerLutareVencer