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MÉDICO DO IRMÃO DE LULA FAZ Lindo relato de uma sensibilidade e humanidade incrível...todo meu respeito ao médico Jorginho Abissamra

Morre Vavá, meu paciente e coincidentemente irmão de Lula. 
Nesses últimos dias tive um paciente ilustre, seu Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão de Lula. O atendia no SUS, senhor sempre simpático, com vestes simples, humilde e acompanhado sempre de sua adoravel filha Andreia. Ele nunca me disse que era irmão do ex-presidente mas todos obviamente sabíamos. Já muito debilitado pela doença avançada, sem uma das pernas amputadas pela câncer, Vavá parecia dar de ombros pela situação que o acometia. Sempre tinha um sorriso no rosto e um olhar alegre pra transmitir. Fui talvez umas das primeiras pessoas a saber de seu falecimento e na hora me veio uma pergunta. E agora? Será que vão deixar Lula vir vê-lo? Não sabia como funcionava a legislação brasileira sobre o tema. Pois bem, fui atrás e descobri que só em 2018 185 mil presos saíram pra ir a enterro de parentes no Brasil.  Isso mesmo, 185 mil.  Como havia sido convidado pelo família, fui ao velório em respeito a meu paciente e sua filha e lá vi tamanha consternação de seu famoso irmão não estar presente.  Me fica uma dúvida. Independente de minha opinião política sobre Lula e independente da de qualquer um, fiz meu papel de médico com o maior carinho, profissionalismo e dedicação possível.  Não será que deveria também ser esse o papel do judiciário? Se 185 mil custodiados no último ano puderam participar de homenagens aos seus entes falecidos porque não Lula? Me amedronta quando a justiça parece não fazer justiça e soa como se estivesse fazendo vingança. Como médico e defensor da vida não podia deixar de fazer esse relato.  A lei e pra todos.


Dep. Marília Arraes (PT-PE): objetivo da oposição é barrar retrocessos do governo Bolsonaro

Dep. Marília Arraes (PT-PE): objetivo da oposição é barrar retrocessos do governo Bolsonaro

Recém-chegada à Câmara dos Deputados, a recifense Marília Arraes (PT-PE) diz que a principal tarefa da oposição durante o governo de Jair Bolsonaro (PSL) será a de tentar barrar as pautas do Planalto.

"A gente tem que fazer um paralelo com a sociedade, se você for observar os sindicatos no último ano têm comemorado quando conseguem manter as conquistas, quando na verdade antes se procurava era melhorar", afirma ela, que tomará posse nesta sexta-feira (1º).

Ela diz, por exemplo, que deve focar na obstrução de projetos como a reforma da Previdência, e de preservar "os direitos humanos, das mulheres e minorias", diz.

 

 

Primeira neta do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes e prima do ex-presidenciável Eduardo Campos, a deputada eleita deixa a Câmara de Vereadores do Recife, onde esteve pelos últimos três mandatos.

Foi lá que começou a trajetória como política de carreira, apesar de ter participado do movimento estudantil quando cursava direito na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

Apesar da verve familiar para a política, ela diz que chegou a cogitar outras carreiras: "quando fui eleita [vereadora], estava estudando para um concurso", diz ela à reportagem por telefone nesta quarta (30).

O "imprevisto" a levou para a carreira como política, primeiro no PSB e depois no PT. A chegada a Câmara dos Deputados também não estava prevista: a deputada eleita queria concorrer ao governo de Pernambuco, mas teve sua candidatura rifada pelo partido, que decidiu apoiar a chapa de Paulo Câmara (PSB). 

Rompida com o PSB -de onde saiu em 2016, citando o apoio dado pelo partido à candidatura de Aécio Neves (PSDB) nas eleições presidenciais de 2014-, a vereadora não quis abandonar a candidatura e acabou tendo seu nome retirado em votação do partido.

Só então registrou candidatura para deputada federal, e arrebanhou 193 mil votos, sendo a segunda mais votada no estado. O pódio, aliás, ficou na família: com o filho de Eduardo Campos, João (PSB), que arrebanhou 460 mil votos.

Com ela, são 15 os novos deputados do PT que assumem mandato em 2019. A bancada total tem 54 parlamentares, polarizando com o PSL de Bolsonaro como a maior bancada da Casa.

A deputada diz que o partido passa por uma fase em que é preciso se aproximar das bases e fazer uma "reflexão coletiva", mas vê com maus olhos o que chama de um movimento de "isolamento" do PT por outros setores da esquerda.

"É importante reconhecer que o papel de protagonista do PT no campo político da esquerda, hoje a unidade da centro esquerda não pode se passar sem considerar isso", afirma ela.

 

Angela Boldrini/FOLHA DE SÃO PAULO


Nota do Partido dos Trabalhadores: Crueldade contra Lula

Nota do Partido dos Trabalhadores: Crueldade contra Lula

“A perseguição ao ex-presidente Lula não tem fim e neste episódio rebaixou-se ao nível da crueldade e da vingança”, afirma a Comissão Executiva Nacional 

 

A decisão do Supremo Tribunal Federal, reconhecendo o direito legal de Lula, chegou tarde demais para que ele acompanhasse o sepultamento do irmão mais velho. A decisão também impôs restrições ao encontro de Lula que inviabilizavam a possibilidade dele ver o irmao pela última vez e estar com seus entes queridos no momento. Uma dessas restrições era a de que o encontro ocorresse em uma unidade militar. Quando a decisão foi divulgada, Vavá já estava sendo sepultado. As condições do corpo não permitiam aguardar os rituais da burocracia.

A perseguição ao ex-presidente Lula não tem fim e neste episódio rebaixou-se ao nível da crueldade e da vingança. A Polícia Federal de Sérgio Moro negou autorização para Lula acompanhar o velório do irmão Genival (Vavá) Inácio da Silva, que faleceu de câncer na terça (29) e foi sepultado hoje às 13 h.

O artigo 120, parágrafo 1o., da Lei de Execução Penal garante a todo cidadão participar dos funerais de familiares: irmãos, pais e filhos. Esse direito legal e humanitário, que atende a todos os cidadãos, foi negado a Lula pelos mesmos perseguidores e carrascos que o condenaram e prenderam ilegalmente, para impedir que fosse eleito presidente da República.

A autorização para Lula participar do velório do irmão era um ato meramente administrativo, conforme a lei. O responsável pela garantia desse direito era o delegado Luciano Flores, atual superintendente da Polícia Federal no Paraná, onde Lula está cumprindo sua injusta e ilegal pena de prisão.

Ao receber petição da defesa de Lula para o comparecimento ao velório de Vavá, o delegado Flores alegou verbalmente que não tinha condições logísticas e materiais para transportar o ex-presidente até São Bernardo. No dia 4 de março de 2016, no entanto, o mesmo delegado Flores deslocou-se em avião da PF até São Bernardo, com uma grande equipe da Lava Jato, para submeter Lula a uma condução coercitiva ilegal no aeroporto de Congonhas.

O atual ministro da Justiça, Sergio Moro, que determinou a condução coercitiva em 2016, nada fez para que seu subordinado cumprisse a lei. Ambos são cúmplices, junto com os procuradores da Lava Jato, da farsa judicial que levou Lula à prisão, sem ter cometido crime algum, sem acusações plausíveis e sem provas.

Diante de mais esta agressão à lei e aos direitos de Lula, a defesa apelou sucessivamente à juíza responsável pela execução penal e ao desembargador de plantão no TRF-4. Ambos, com grande morosidade, reafirmaram sua notória parcialidade contra o ex-presidente Lula, submetendo-o a um regime de exceção por motivos claramente políticos.

Lula já foi perseguido, falsamente acusado, condenado sem provas, teve negado o direito de disputar as eleições, de dar entrevistas, receber visitas religiosas e até de nomear seus próprios advogados.

Negar-lhe, por ação, protelação ou omissão, o direito de compartilhar, com a família e os amigos, as despedidas ao irmão mais velho é um gesto mesquinho, além de ilegal, que reforça sua condição de preso político, vítima de odiosa armação jurídica.

Nem mesmo a ditadura foi tão cruel e mesquinha em relação a Lula, que saiu da prisão por um dia, em abril de 1980, para participar do sepultamento da mãe, dona Lindu. Na época, Lula e outros dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos foram presos por 31 dias com base na Lei de Segurança Nacional.

Não há justificativa “logística” nem “administrativa” para negarem esse direito a Lula, principalmente quando se considera que o Partido dos Trabalhadores se prontificou oficialmente a cobrir todas as despesas de transporte com o deslocamento do ex-presidente.

O povo brasileiro, a comunidade jurídica nacional e internacional, as forças democráticas exigem para Lula um julgamento justo, o que significa o início do restabelecimento das garantias do estado de direito no Brasil.

Toda solidariedade à família do companheiro Vavá, neste momento de dor. Toda solidariedade ao presidente Lula em mais esta violação aos seus direitos constitucionais e mais esta ofensa aos seus direitos humanos.

Comissão Executiva Nacional do PT


Acabo de ver que Lula, preso em Curitiba, foi impedido de comparecer ao velório de seu irmão, Vavá.

Acabo de ver que Lula, preso em Curitiba, foi impedido de comparecer ao velório de seu irmão, Vavá.

Acabo de ver que Lula, preso em Curitiba, foi impedido de comparecer ao velório de seu irmão, Vavá.

 

O art. 120, da Lei de Execuções Penais é claro:
 

“Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento,

mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos:
 

I - falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão;
 

II - necessidade de tratamento médico (parágrafo único do artigo 14).
Parágrafo único. A permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso.”

 

Não há qualquer dúvida quanto ao direito de Lula, negado pela Polícia Federal, sob o argumento de que não conta com estrutura de transporte e escolta, temendo uma comoção pública com seu comparecimento ao velório do irmão.

 

Pois bem. Desde que o samba é samba, dificuldades materiais não podem impedir o direito do preso, de dar seu último adeus a um ente querido. Se a Polícia Federal não possui condições, então que permitisse que ele fosse por conta própria, coisa que já vi acontecer.

 

Amigos ou familiares do presidente que custeassem as despesas de viagem, com compromisso de retorno, assim que se encerrassem as cerimônias fúnebres, fosse de ônibus, fosse de voo de carreira, fosse de automóvel.

Tudo o que não se poderia fazer - e se fez - seria impedir o exercício de um direito explícito na lei, de natureza evidentemente humanitária. Lula é conhecido o bastante para não ter onde esconder-se. Estaria entre amigos e parentes. Só uma mente perturbada poderia imaginar que aquelas pessoas fossem iniciar uma revolução.

 

A negativa, a par de abusiva, é sobremaneira cruel e reflete uma polícia que parece se comprazer com o sofrimento atroz que impôs a seu preso mais ilustre. Foi uma demonstração de um poder tirânico, que se coloca acima da lei, que despreza a lei por razões burocráticas, tão vazias quanto impiedosas.

 

Se Lula não for ao velório, se nada acontecer diante dessa absurda negativa, referendada pelo Ministério Público Federal, em um parecer desses que entrarão para a História, no que ele possui de delirante, então, a conclusão única a se permitir: vivemos em um estado de exceção, em que direitos elementares são ignorados em nome de razões oficiais carimbalistas.

 

Prantear nossos mortos é um direito elementar. Chorar nossos mortos, despedir-nos de nossos mortos está acimados burocratas medíocres. Lula vive uma intensa experiência de tentativa de enlouquecimento. Com mais de setenta anos, com as  limitações físicas da idade, ele é tratado como um preso de alta periculosidade.

 

Que ninguém mais duvide: Lula é preso político. Jean Wyllys é exilado politico, Marielle foi vítima de um assassinato político.

 

Impedi-lo de despedir-se do irmão configura tratamento indigno, desumano e opressor. Em palavras mais cruas, Lula sofre tortura psicológica, imposta pela Polícia Federal, sob proteção do Ministério Público, com o beneplácito do Judiciário.

 

Lula, torturado, presente. 

 

 

Texto do Procurador aposentado dr. Roberto Tardelli 


Aesbe reforça mais uma vez o risco de desestruturação do Saneamento com o artigo 10C da MP 868, em reunião no MDR

Aesbe reforça mais uma vez o risco de desestruturação do Saneamento com o artigo 10C da MP 868, em reunião no MDR

Por Rhayana Araújo - Assessoria de Comunicação da Aesbe

 

Na manhã desta quarta-feira (30) o presidente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), Roberto Tavares, reforçou, mais uma vez, que a entidade não concorda com o artigo 10C da Medida Provisória nº 868, que substituiu a MP 844, e que altera o Marco Legal do Saneamento, durante reunião com o secretário Nacional de Saneamento Ambiental, Jônathas de Castro, que recebeu a associação nesta quarta para ouvir as sugestões de alterações da referida MP.

 

Também participaram da reunião o secretário executivo da Aesbe, Ubiratan Pereira; o chefe de Gabinete da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, Geraldo Melo; a coordenadora geral de Saneamento do Ministério da Economia, Cintia Leal Marinho; o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord; o assessor especial do ministro de Desenvolvimento Regional, Marco Antônio Lopes; o diretor de Programa do Ministério da Economia, Pedro Capeluppi; e, representando o Banco Mundial, Marcos Thadeu Abicalil.

 

O presidente da Aesbe, Roberto Tavares, reforçou que a associação defende a modernização do Marco Legal do Saneamento, porém, não da forma como está escrito o texto do artigo 10C (antigo 10A), que desestrutura totalmente o setor de saneamento.  Por isso, a entidade defende que a mudança do texto da MP deve ser urgente, sob pena de gerar um impasse no Congresso Nacional. “Nós reforçamos que a Aesbe não é contra o setor privado no saneamento, inclusive, nós defendemos que a Política Pública direcione uma maior participação do setor privado para alcançarmos à universalização. Mas, não da forma como proposto no artigo 10C, que traz essa prestação de serviço de forma pulverizada e, pior, separando municípios ricos de pobres”, ressaltou.

 

Em resumo, o artigo questionado obriga os municípios a consultarem primeiro o setor privado, antes de prorrogar contratos de concessão com as companhias de saneamento. Tavares esclareceu que os municípios já têm o direito de pedir propostas, de licitar e de não renovar seus contratos. Porém, da forma que o governo exige na MP, o saneamento brasileiro pode ficar desestruturado. “Com essa regra, os municípios menores ficarão em desvantagem, pois quando o município que não for rentável fizer a consulta, possivelmente, ele não terá o interesse da iniciativa privada e obrigatoriamente ficará com a empresa estadual. Quando for um município rentável, obviamente, o setor privado terá interesse e isso irá desestruturar o setor, pois afetará o subsídio cruzado e fará com que os municípios mais pobres tenham que arcar com uma tarifa maior”, avaliou.

 

Roberto Tavares, que também é presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), deu o exemplo de como ocorreria, na prática, no Estado de Pernambuco. “Lá nós teríamos menos de 25 municípios que o setor privado iria se interessar. E não tenho dúvidas que iria alavancar os investimentos nesses locais. Mas, e os outros 160 municípios que vão ficar sem condições? Não é nosso interesse resolver a situação só de alguns municípios e deixar a maioria da população desassistida”, disse.

 

Esta é a segunda reunião do ano com o secretário Nacional de Saneamento Ambiental, Jônathas de Castro, em que a Aesbe participa. No último dia 15, a entidade - representada pelo secretário executivo, Ubiratan Pereira, também teve a oportunidade de falar sobre a MP do Saneamento. Na ocasião, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), a Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), a Associação Brasileira de Agências de Regulação (Abar) e os deputados federais João Paulo Papa (MDB/SP), que encerra seu mandato nesta quinta-feira (31), e Samuel Moreira (PSDB/SP), reeleito no último pleito, endossaram o coro a respeito do artigo 10C.

 

A Aesbe está acompanhando as ações do Governo Federal em relação às mudanças propostas na Medida Provisória e espera que os pontos apresentados tantas vezes pelas principais associações do setor de saneamento sejam levados em consideração.


Deputado Augusto Coutinho (Solidariedade) integra comissão externa que irá investigar tragédia de Brumadinho (MG) na Câmara

Deputado Augusto Coutinho (Solidariedade) integra comissão externa que irá investigar tragédia de Brumadinho (MG) na Câmara

O principal objetivo da comissão criada na última segunda-feira (28) é acompanhar as investigações sobre o rompimento da barragem e alterar, caso necessário, a legislação em vigor

 

O deputado federal Augusto Coutinho (Solidariedade) integra a comissão externa criada na Câmara dos Deputados para investigar os desdobramentos relacionados à tragédia que ocorreu em Brumadinho, Minas Gerais. Com um total de 15 membros, a comissão será coordenada pelo deputado federal Zé Silva (Solidariedade-MG). A abertura foi assinada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na segunda-feira (28), e publicada no Diário da Câmara na terça-feira (29).

 

Além de Coutinho e Zé Silva (Solidariedade), fazem parte da comissão os deputados Arnaldo Jardim (PPS-SP), Diego Andrade (PSD-MG), Evair Vieira de Melo (PP-ES), Flávia Morais (PDT-GO), Jaime Martins (PROS-MG), Júlio Delgado (PSB-MG), Luiz Fernando Faria (PP-MG), Newton Cardoso Jr (MDB-MG), Renato Andrade (PP-MG), Ronaldo Lessa (PDT-AL), Sérgio Souza (MDB-PR), Soraya Santos (PR-RJ) e Subtenente Gonzaga (PDT-MG).

 

Um dos papéis da comissão será acompanhar os desdobramentos acerca do rompimento da barragem e alterar a legislação em vigor, caso seja necessário. Segundo o deputado Augusto Coutinho (Solidariedade), ao que tudo indica, o caso de Brumadinho não foi um acidente, levando em consideração o desastre de Mariana, há três anos. “Vários alertas foram feitos e são indicadores contundentes de que a tragédia poderia ter sido evitada. Por isso é preciso apurar tudo com rigor. O poder legislativo não pode ficar ausente. Essa comissão será de grande importância para acompanhar as investigações. Precisamos dar respostas ao Brasil e ao mundo”, assegura.

 

A Defesa Civil de Minas Gerais divulgou nesta quarta-feira (30) um plano de contingência que servirá como prevenção para casos de riscos relacionados às barragens na região de Brumadinho que não estão rompidas. No território mineiro, cinco barragens estão classificadas como de alto risco e 202 estão classificadas como de alto potencial de dano, podendo causar mortes e destruição material e ambiental em grandes proporções, de acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA).

 

Em todo o país, cerca de 3.900 barragens integram a Categoria de Risco (CRI) alto ou com Dano Potencial Associado (DPA) alto. A expectativa é que haja uma fiscalização priorizada para que desastres como Brumadinho sejam evitados. As barragens serão fiscalizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Mineração (ANM), Agência Nacional de Águas (ANA) e governos estaduais.

 

BARRAGENS EM PERNAMBUCO

 

De acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Pernambuco conta com 57 barragens em risco. O estudo apontou para alto grau de ameaça de rompimento e de danos associados. No total, o Estado conta com 420 barragens. Ainda que a Agência Nacional de Águas (ANA) tenha divulgado que apenas Jucazinho, no município de Surubim, Agreste pernambucano, estaria entre as 45 com alto risco de rompimento no país.


Surubim-PE: Ivete do sindicato é a força da mulher em letras e números.

Surubim-PE: Ivete do sindicato é a força da mulher em letras e números.

Única vereadora eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em Surubim, Ivete Ramos, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), é destaque por sua força política na cidade. Defensora dos direitos da classe trabalhadora, ela é uma mulher que não é exceção do machismo que ainda assola o meio político. Atualmente, é obrigação dos partidos lançar no mínimo 30% de candidaturas femininas, mesmo assim, isso faz com que muitas vezes os caciques dos palanques tratem as mulheres como candidatas que só estão ali para cumprir a cota.
 
 
Ao presidir o STR – Surubim, ela vive em contato direto ou indireto com cerca de 4 mil filiados e suas respectivas famílias. Vereadora popular, ela exerce um majestoso trabalho de base nas comunidades, levando informação burocrática de maneira simplificada aos trabalhadores acerca de seus direitos como a aposentadoria, já que, infelizmente, o analfabetismo compõe de maneira predominante o perfil daqueles que tiram da terra o seu sustento. Situação que vem se transformando através de políticas de interiorização da educação e outras assertivas.
 
 
Os resultados eleitorais também não mentem acerca de sua força. Basta olharmos o número de votos que a mesma conquistou em 2016: 1.853 (mil oitocentos e cinquenta e três), o que lhe rendeu o segundo lugar na disputa, passando na frente de muitos políticos que até então eram consolidados. Além disso, Ivete conseguiu ano passado emplacar seus candidatos sindicalistas, quase que desconhecidos na cidade, com uma expressiva votação (ambos foram eleitos): Doriel Barros, então candidato a deputado estadual, recebeu só em Surubim 1.773 votos; e Carlos Veras, então candidato a deputado federal, recebeu 2.125, sendo consagrado o terceiro mais votado na cidade. É importante destacar que a vereadora não utilizou as redes sociais de maneira recorrente ao fazer campanha, ou seja, a sua força encontra-se no diálogo e no contato humano com a população - aspecto este que está cada vez mais raro no âmbito político -, tornando-lhe muito querida.
 
 
A consolidação de Ivete como liderança de esquerda na cidade, o seu mandato construtivo, seu trabalho de base com o povo, e a força do apoio de seus deputados eleitos, sinalizam uma grande força da mesma numa possível candidatura à reeleição no cargo de vereadora ou sua vitória numa possível candidatura ao cargo de prefeita, já que há um notável apelo popular por setores dos trabalhadores e da juventude por essa candidatura ao poder executivo.
 
 
Basta esperarmos qual será a postura do PT Municipal, que inclusive é presidido também por Ivete. Será que o PT de Pernambuco orientará seus diretórios municipais a seguirem a lógica da aliança estadual entre PT e PSB, como ocorreu ano passado, que resultou na reeleição de Paulo Câmara?.É importante também lembrarmos que para essa aliança acontecer, foi preciso rifar o nome de Marília Arraes na disputa pelo Governo do Estado.
 
 
Entretanto, esse ano ocorrerá o 7º Congresso Nacional do PT, espera-se que a autonomia dos diretórios esteja em pauta, já que a retirada da possível candidatura da neta de Miguel Arraes ao executivo estadual gerou um embate muito grande dentro do partido, pois o nome de Marília havia sido referendado pelos delegados do encontro estadual partidário. Questões minuciosas à parte, Ivete é um nome promissor na política da região. Temos a clareza de que logrará êxito e bastante acúmulo político nos próximos anos. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos!.

 
Por:  Gabriel Silva 
Presidente da UMES - Surubim
 
 
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Obra da Adutora do Alto do Capibaribe avança e tubulações são assentadas em cidade da Paraíba.

Obra da Adutora do Alto do Capibaribe avança e tubulações são assentadas em cidade da Paraíba.

O Governo do Estado, por meio da Compesa, iniciou um trecho importante da Adutora do Alto Capibaribe com o assentamento das primeiras tubulações de maiores dimensões que irão compor essa obra. Uma frente de trabalho está atuando para implantar os tubos, com 700 milímetros de diâmetro, às margens da rodovia PB-160, no município de Barra de São Miguel, na Paraíba - próximo a Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco. Os serviços nesse trecho foram iniciados há duas semanas e seguem em direção ao local de captação que será realizada no Rio Paraíba. A Adutora do Alto Capibaribe é uma das obras hídricas estruturadoras pensadas pelo Governo Paulo Câmara para antecipar a chegada da água da Transposição do Rio São Francisco na Região Agreste, mais especificamente para nove cidades do Agreste Setentrional. Essa obra, coordenada pela Secretaria de Infraestrutura,  recebe o investimento de R$ 82 milhões, recursos financiados junto a Caixa Econômica Federal/ FGTS e também beneficiará um município do Cariri Paraibano.

 

 

A previsão é concluir a adutora até o final deste ano. Até agora já foram assentados, nesse trecho, 800 metros das tubulações de grande porte - cerca de 31 quilômetros da adutora terá essas dimensões de 700 milímetros. Com essas últimas intervenções, já foram concluídos 23% dos serviços de assentamento de tubulações, o que corresponde a mais de 16 quilômetros de tubos implantados. No total, a Adutora do Alto Capibaribe terá 70 quilômetros de extensão e foi projetada para transportar uma vazão de 371 litros de água, por segundo. O empreendimento ainda é composto por dez unidades estacionárias, como três estações elevatórias, booster (bombeamento) e a captação. A Compesa planeja iniciar as obras para construção dessas unidades ainda no mês de fevereiro, começando pela estação elevatória de água bruta e a captação às margens do Rio Paraíba.

 

 

Com a operação dessa nova adutora serão beneficiadas 230 mil pessoas de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Jataúba, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério e no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus, cidades que sofrem com períodos longos de seca e escassez de água. De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, essa obra é inédita no país justamente por possibilitar, pela primeira vez, que uma adutora possa captar água em um rio de outro estado. A Adutora do Alto Capibaribe fará a captação da água da Transposição no estado vizinho por meio de um Termo de Cooperação Técnica e Administrativa para uso das águas do Rio Paraíba, que foi pactuado entres os governos de Pernambuco e da Paraíba, representados pela Compesa e a Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba), respectivamente. A obra foi iniciada em julho do ano passado.


Dep. Marília Arraes (PT-PE): Bolsonaro é envolvido com milícia

Dep. Marília Arraes (PT-PE): Bolsonaro é envolvido com milícia

“Temos um presidente envolvido com o estado paralelo do Rio de Janeiro, o que torna todos nós reféns dessa insegurança”, disparou nesta segunda (28) 

Nesta segunda-feira (28), a deputada federal Marília Arraes (PT) deu a entender que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) é “envolvido” com as milícias. “Temos um presidente envolvido com o estado paralelo do Rio de Janeiro, o que torna todos nós reféns dessa insegurança”, disse em entrevista à Rádio Jornal. 

 

A declaração foi dada no momento em que a petista comentava a decisão do deputado Jean Wyllys (Psol) de não assumir mais um mandato na Câmara dos Deputados. “Você vai exigir que um parlamentar, porque foi eleito, corra risco e tenha sua vida tolhida? E o Estado não faz nada”, alfinetou. 

 

As críticas da vereadora do Recife a Bolsonaro tem sido inúmeras. Durante a campanha eleitoral do ano passado, a neta do ex-governador Miguel Arraes disse que não entendia como uma mulher votava no militar. “Não entendo como uma mulher vota em Bolsonaro. Como você vai votar em alguém que diz que você tem que ser submissa ao homem, tem que ganhas menos mesmo exercendo as mesmas funções?”, indagou.

 

 

Ela também chegou a alertar sobre os “retrocessos” no governo. Segundo ela, era preciso fazer uma avaliação sobre os riscos em relação às conquistas alcançadas durantes os governos do PT. “Os retrocessos registrados na administração de Temer tendem a piorar com a posse de Jair Bolsonaro”, ressaltou na ocasião. 

 

por Taciana Carvalho/LEIA JÁ


Novo trecho de relatório: Flávio movimentou R$ 632 mil em seis meses

Novo trecho de relatório: Flávio movimentou R$ 632 mil em seis meses

Reportagem inédita da revista 'Veja' revela mais detalhes das movimentações suspeitas de Flávio Bolsonaro 

 

 

A reportagem de capa da revista "Veja" desta semana foi divulgada nesta sexta-feira (25) e traz trechos, até agora inéditos, sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que levanta suspeitas sobre as movimentações financeiras do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

 

Depois das revelações já feitas sobre o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, como, por exemplo, a identificação de 48 depósitos de R$ 2 mil cada em uma conta bancária dele, o pagamento de um título bancário de R$ 1 milhão e o emprego dado em seu gabinete na Alerj para a mãe e para a mulher de um miliciano, que hoje está foragido da polícia, a Veja revela documentos que mostram que Flavio movimentou a quantia de R$ 632.229 mil, entre 1º de agosto de 2017 e 31 de janeiro de 2018. O Coaf considera o valor incompatível com a renda do primogênito do capitão reformado.

 

"Suspeição: nossa comunicação foi motivada em razão de o cliente movimentar recursos superiores a sua capacidade financeira", resumiu o Coaf. As movimentações apontam 337?508 reais em créditos e 294?721 em débitos.

 

Foi entendido pelo órgão de controle financeiro que as rendas de Flavio Bolsonaro não eram suficientes para explicar tal volume de dinheiro em sua conta bancária.

 

A reportagem destaca ainda que durante os seis meses em que as movimentações de Flávio foram analisadas, a receita dele foi de R$ 251.508 mil. Desse valor, ele recebeu R$ 131.508 mil como salário de deputado estadual e R$ 120.000 mil de lucro oriundo da Bolsotini Chocolates e Café, que administra uma franquia da Kopenhagen. O relatório do Coaf não informa se detectou ou não a origem dos R$ 90.000 mil restantes.

 

Fabrício Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro

 

A mesma reportagem da Veja publica também um outro trecho inédito do Coaf, que indica novos indícios de lavagem de dinheiro contra Fabrício Queiroz.

 

Entre 20 de dezembro de 2017 e 6 de junho de 2018, o ex-motorista de Flavio Bolsonaro sacou R$ 190.000 reais em 38 operações diferentes.

 

"Verificamos fracionamento nos saques em espécie com cartão de débito, fatos que nos despertam a suspeita de ocultação do destino deste valor e a sua finalidade", diz o relatório do Coaf.

 

Antes, entre 23 de janeiro e 15 de março de 2017, Queiroz sacou R$ 49 mil também de maneira fracionada.

 

A Veja tentou ouvir Flavio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, mas não obteve sucesso. 

 

Por Noticias ao minuto | Portal Gazetaweb.com 


INCÊNDIO DESTRÓI A RÁDIO COMUNITÁRIA LIBERTADORA SEM MEDO - MTST, EM SÃO PAULO.

INCÊNDIO DESTRÓI A RÁDIO COMUNITÁRIA LIBERTADORA SEM MEDO - MTST, EM SÃO PAULO.

No final da tarde desta quinta-feira, 24 de janeiro, um incêndio, de causas ainda não apuradas, destruiu por completo a Rádio Libertadora Sem Medo, localizada no bairro do Capão Redondo, periferia de São Paulo.

 

A rádio comunitária do MTST já foi noticiada pela Rede Brasil Atual e a TVT, em 2017, como um importante veículo de informações da Ocupação Povo Sem Medo do Capão - MTST e suas 1.500 famílias pertencentes ao movimento.

 

É importante destacar que a rádio produzia uma programação musical diversificada desde reggae, passando por rap e sertanejo, além de entrevistas, notícias da região e programas esportivos.

 

Nildo Reggae, locutor da rádio, comentou que o nome foi uma homenagem a Carlos Marighella que, em 1969, leu um manifesto contra a ditadura militar ao controlar a Rádio Nacional.

 

O incêndio destruiu por completo todos os equipamentos e a estrutura que estava sendo reformada pelos próprios militantes do movimento e a partir de doações. Foram perdidos mesa de som de oito canais, dois computadores completos, microfones, fone de ouvido profissional, transmissores de FM, cabos de som e de transmissão, filtros de energia, caixas de som, cadeiras e mesas, além de toda a estrutura do espaço físico da rádio. Um mutirão já está sendo realizado para a limpeza e organização do local.

 

Aguardamos maiores informações sobre as causas do incêndio e, posteriormente, uma campanha colaborativa para a reconstrução do espaço.

A Libertadora Sem Medo se mantém firme na resistência por uma comunicação para além das mídias tradicionais e que seja plenamente libertadora e veículo de contrução do poder popular.

 

Assim como escreveu Marighella: "É preciso não ter medo! É preciso ter a coragem de dizer"!

 

Avante, guerreiros e guerreiras e rumo à reconstrução de nossa Rádio Libertadora Sem Medo!


Hotel em  Petrolina é flagrado praticando furto de água

Hotel em Petrolina é flagrado praticando furto de água

Após estudar o histórico do consumo mensal de um hotel localizado no bairro Vila Eduardo, Zona Leste de  Petrolina  e compará-lo com o  perfil do estabelecimento, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) conseguiu comprovar, in loco, o que apontava os dados no sistema: o estabelecimento estava furtando água. Uma equipe foi enviada ao local e constatou que o medidor do imóvel não contabilizava o consumo real da água. “O hotel pagava fatura mínima e passamos a avaliar a anormalidade do consumo até que ficou comprovada a irregularidade por meio de uma  ligação clandestina”, explicou o gerente de Unidade de Negócios, João Raphael de Queiroz.

 

Com uma área de cerca de 600 metros quadrados, lavanderia própria, refeitório e cerca de 20 apartamentos, a estimativa da Compesa é que o consumo mensal de um estabelecimento comercial desse porte seria de 105 metros cúbicos, o que representaria uma conta no valor de R$ 2,1 mil, por mês - que a Compesa deixou de arrecadar. A ligação clandestina havia sido feita diretamente na tubulação, sem passar pelo hidrômetro.

 

De acordo com o gerente da Compesa, o proprietário do hotel foi notificado e será multado pela irregularidade. “Vamos continuar com as ações de combate às ligações clandestinas. Desviar água da rede pública de abastecimento é crime previsto em Lei. Os infratores podem ser penalizados criminalmente e pagar multas à Compesa”, reforça João Raphael de Queiroz lembrando que a água desviada poderia estar atendendo outras pessoas e o dinheiro não arrecadado poderia ser aplicado na melhoria da prestação dos serviços.