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Vereador Daniel Finizola (PT) pede que a Prefeitura de Caruaru cumpra o Piso Salarial para os professores.

Vereador Daniel Finizola (PT) pede que a Prefeitura de Caruaru cumpra o Piso Salarial para os professores.

    Por Américo Rodrigo Guimarães                    

 

O piso salarial é o menor salário pago a um trabalhador dentro de uma categoria profissional específica, formada por empregados de diversas funções num mesmo setor de atividade econômica.

No ano de 2017, o reajuste do piso salarial é de 7,64%, fazendo com que o salário de professores seja R$ 2.298,80 (Reais) para uma carga horária de 200 h/a. Entretanto, o piso salarial, bem como seu reajuste, não estão sendo respeitados.

Daniel falou também sobre a importância de professores contratados e concursados recebam o mesmo salário, desempenham o mesmo papel.


Al√ī Minist√©rio P√ļblico de Pernambuco - MPPE, Usu√°rios reclamam de cobran√ßa dupla de passagem na integra√ß√£o temporal da Caxang√°

Al√ī Minist√©rio P√ļblico de Pernambuco - MPPE, Usu√°rios reclamam de cobran√ßa dupla de passagem na integra√ß√£o temporal da Caxang√°

JC Online
 

Depois de quase dois meses das mudanças realizadas pelo Grande Recife Consórcio de Transporte em oito linhas que passam pela Avenida Caxangá, na Zona Oeste do Recife, usuários do sistema relatam que estão tendo problemas com a integração temporal. No último fim de semana, ao invés de ser cobrada apenas uma passagem, foram debitadas duas, tanto para quem saía da linha do bairro para a estação de BRT do Corredor Leste-Oeste, quanto para quem fazia o caminho inverso.

Uma das usuárias prejudicadas foi a estudante Hanna Gomes, de 24 anos. Moradora do bairro de Torrões, na Zona Oeste do Recife, ela pegou o coletivo 2421 - Torrões/EBRT Parque do Cordeiro, no último domingo, em direção à Avenida Conde da Boa Vista, desceu na Avenida Caxangá e, ao ingressar na estação de BRT, mais uma passagem foi debitada. "Não fazia nem 20 minutos entre uma viagem e outra, imagina duas horas. A mesma coisa aconteceu quando voltei para casa", declarou a estudante.

 Hanna conta que entrou em contato com a central do VEM e eles aconselharam que ela fosse à sede do órgão para receber o dinheiro de volta. Outra usuária que teve duas passagens descontadas foi a publicitária Heloiza Melo, de 23 anos, que saiu do bairro da Iputinga, no sábado passado, e, ao chegar na estação de BRT da Caxangá, foi cobrada novamente. "Várias pessoas falaram comigo e disseram que isto já tinha acontecido com elas outras vezes. Inclusive uma moça comentou que há um tempo o problema havia ocorrido com ela, o VEM prometeu ressarcir e não aconteceu nada", acrescentou.


 

 A passageira afirmou que, ao chegar à estação, havia um funcionário anotando o nome dos passageiros e o número do cartão do VEM. "As pessoas reclamaram muito que estes problemas são recorrentes", disse Heloiza. Segundo Hanna, além desta questão, os usuários também sofrem com o engarrafamento causado pelos veículos que invadem a faixa exclusiva de BRT, na Avenida Caxangá, e com a lentidão no tráfego causada pela construção da estação na Rua Benfica, na Madalena.


Reforma da Previdência de Temer amplia exclusão, diz Rossetto

Reforma da Previdência de Temer amplia exclusão, diz Rossetto

Para Miguel Rossetto, o fortalecimento da Previdência só ocorrerá com a melhora econômica, o aumento do emprego e da formalização. Ministro da Previdência Social na gestão da presidenta eleita  Dilma Rousseff, Rossetto acredita que o combate à sonegação e à informalidade, e um maior alcance da cobrança da dívida previdenciária, seriam iniciativas muito mais efetivas do que a proposta de desmonte, feita pelo presidente golpista Michel Temer (PMDB).

“A recessão e o desemprego ameaçam a Previdência, e não os direitos do povo”, afirmou. Segundo Rossetto, o objetivo final dessa proposta é retirar a população pobre do orçamento. “Esse movimento visa retirar essa parcela do povo da renda nacional, reconcentrar a riqueza pública nas elites brasileiras, e abrir o sistema previdenciário para o mercado privado”, alerta.

O ministro ainda ressalta que o impacto desse desmonte nas pequenas cidades será brutal. “Hoje grande parte da atividade econômica das pequenas cidades depende da aposentadoria urbana e rural”, diz. A reforma vai, portanto, ampliar a recessão e, assim, aumentar a pressão pelos serviços públicos. “Nós estamos ampliando a exclusão social em todo o território nacional”, diz.

Veja abaixo a íntegra da entrevista do ministro à Agência PT de Notícias :

Como a reforma da Previdência vai retirar direitos dos trabalhadores?

A idade como critério único de aposentadoria, de 65 anos, o fim da diferença entre homens e mulheres e entre campo e cidade, a redução do salário dos aposentados, a exigência de 49 anos para o salário integral, são todas medidas que inviabilizam o direito à aposentadoria e à remuneração do aposentado, assim como a restrição ao valor das pensões, o fim da condição especial de 25 anos para professores e professoras em sala de aula.

A recessão e o desemprego ameaçam a Previdência e não os direitos do povo.

Todas essas propostas buscam retardar e inviabilizar o direito ao trabalho diante da realidade de mercado do trabalho do país. A recessão e o desemprego ameaçam a Previdência e não os direitos do povo. Nos últimos dois anos, o Brasil conviveu com uma recessão de 8 pontos percentuais. Foram quase 3 milhões de postos de trabalho destruídos.

Como recuperar a Previdência?

Quem financia a Previdência social é a economia e o emprego. O Brasil tem que voltar a gerar emprego de qualidade. É necessário realizar o combate à sonegação, que ainda é alta, e agilizar a cobrança da dívida ativa da Previdência, que hoje está na ordem dos R$ 400 bilhões.

A capacidade de cobrança do estado é muito baixa, de 0,3% ao ano. Nós temos que melhorar a Previdência. Existem milhões de trabalhadores que não estão vinculados à Previdência. Nós avançamos muito, através da formalização, do direito ao trabalho das empregadas domésticas, do Simples, do MEI (Microempreendedor Individual).

Foram milhões que entraram no sistema. Mas ainda há espaço para a formalização das relações de trabalho para aumentar a contribuição à Previdência.

E sobre as contas da Previdência? O senhor poderia explicar?

Não há descontrole nas despesas previdenciárias. O que há é uma queda brutal na arrecadação previdenciária provocada pela recessão. Essa reforma não tem uma agenda previdenciária. Ela é uma reforma fiscal contra o povo trabalhador desse país, em especial as mulheres.

Eles ampliam a idade do Benefício de Prestação Continuada (BPC) que é o benefício solidário aos mais pobres, para idosos que tem uma renda per capita abaixo de um salário mínimo, e pessoas com deficiência. Além disso, desvinculam do salário mínimo.

Eles estão jogando milhões para uma condição de indigência, de pobreza, porque não vão conseguir se aposentar e vão encontrar o BPC aos 70 anos sem garantia do salário mínimo. É uma reforma cruel de ampliação da exclusão e da pobreza. E produtora da pobreza e da exclusão, e da violência.

Qual é o objetivo por trás dessa proposta?

Retirar o povo do orçamento e da renda pública. O aumento real do salário mínimo que Lula e Dilma fizeram, de 77%, e a ampliação da cobertura previdenciária para 88% dos idosos do país, uma cobertura previdenciária que permite que 33 milhões de brasileiros e brasileiras recebam benefícios previdenciários, tudo isso melhorou a qualidade de vida do nosso povo.

Esse movimento visa retirar essa parcela do povo da renda nacional e reconcentrar a riqueza pública nas elites brasileiras, e abrir o sistema previdenciário para o mercado privado.

Distribuiu de alguma forma a riqueza do país. Esse movimento visa retirar essa parcela do povo da renda nacional e reconcentrar a riqueza pública nas elites brasileiras, e abrir o sistema previdenciário para o mercado privado. É mais um movimento de desigualdade, de exclusão e de concentração da renda.

Qual o impacto colateral desta reforma na sociedade?

Hoje grande parte da atividade econômica das pequenas cidades depende da aposentadoria urbana e rural. Significa dizer que, por anos, essa renda não vai chegar aos municípios. Significa, por um lado, crise econômica e desemprego, e por outro, maior pressão pelos serviços públicos. Nós estamos ampliando a exclusão social em todo o território nacional.

Nós estamos ampliando a exclusão social em todo o território nacional.

O que ameaça é a recessão e o desemprego porque não existe esse déficit anunciado pelo governo. Só há uma forma honesta de falar da Previdência, que é o que está escrito na Constituição brasileira que o governo desrespeita. Não há déficit na Previdência e nós temos de ir aperfeiçoando a Previdência, o que fizemos quando criamos um fórum no nosso governo com empresas e trabalhadores.

ANPR

Com desmonte da Previdência, idosos ficarão sem nenhuma proteção

Como a reforma se associa a outras medidas do governo golpista?

Quando associamos essa medida à PEC 55 (proposta aprovada em 2016 e que congela os gastos públicos) e à barbárie da desregulamentação das relações de trabalho a partir da terceirização e do fim da CLT, nós enxergamos a crueldade e o atraso dessas medidas no Brasil. Porque esses movimentos desorganizam o mercado de trabalho, levando milhões de trabalhadores à informalidade, dificultam o contrato de longo prazo, estimulam o contrato precarizado de curto prazo ao mesmo tempo que cobram contrato formal de 49 anos para aposentadoria.

Se torna cada vez mais difícil e inviável. Essa mudança na terceirização: não existe nada de aperfeiçoamento e especialização, mas sim promove um aumento da exploração de trabalho e concentração de renda e jogam o país numa desigualdade cada vez maior.

Nosso partido tem liderado a resistência a essas medidas com uma grande unidade e deve permanecer como liderança, nesse movimento forte de denúncia de informação, de debate, com todo o povo brasileiro.

É uma ação conjunta?

Todo o movimento tenta fragilizar o sistema previdenciário público porque fragiliza a qualidade dos salários, agride e ataca um sistema que tem como base a repartição simples. Ou seja, quem tá no mercado de trabalho financia quem já trabalhou. O país que sai do golpe e dessas agendas é um país mais desigual, mais violento, e que exige a manutenção dessa denúncia e do combate firme que o PT está fazendo. Temos um longo terreno de debate e disputa para impedir essas políticas desastrosas e cruéis contra o povo brasileiro.

O que o senhor tem a dizer sobre as estatísticas utilizadas para justificar essa reforma?

A Previdência tem uma dimensão muito grande. São 33 milhões de acolhidos mensalmente pelos benefícios previdenciários (dos quais 23 milhões recebem um salário mínimo) da pensão, da aposentadoria, do salário maternidade, e de mais de 70 milhões que participam financiando esse sistema. É um sistema vivo, que tem que ser aperfeiçoado porque reflete as mudanças da sociedade brasileira.

Até 2060 temos um longo processo de acompanhamento dessa situação. Os dados que esse governo demonstra não são consistentes, as variáveis não são consistentes, o que vem sendo desmonstrado [em estudos como este]. Quando falamos do aumento da expectativa de vida – que é uma conquista, os brasileiros viverem mais – se, por um lado, temos um aumento de gastos com uma parcela mais idosa da população, por outro lado vamos reduzir os gastos sociais com a infância e a adolescência no país.

Nós temos que tratar isso com a devida consistência. Nós temos que trabalhar muito com a formalização do mercado de trabalho. Nós temos que fazer que o aumento da produtividade da economia brasileira financie os gastos sociais. Portanto há uma longa agenda a ser percorrida. O que é inaceitável é essa agenda que acabe com os direitos previdenciários e faz com que esses trabalhadores que já são vítima do desemprego sejam as vítimas futuras de um sistema de previdenciário que não vai chegar até a eles. O que agride a Previdência é a recessão e o desemprego e não os direitos do trabalhador.

Roberto Stuckert Filho/PR

Ministro do governo Dilma, Rossetto defende reforma tributária

A reforma também aumenta o risco dos jovens abandonarem a contribuição?

Essa sinalização é perigosa porque afasta os trabalhadores jovens e abaixo de 50 anos. É desastroso. É um movimento que enfraquece a previdência pública. Temos que reverter, fortalecendo o sistema público. As experiencias chilena e mexicana são desastrosas. Hoje a população desses países está nas ruas revertendo esse sistema.

Que sistemas são esses?

São sistemas privados de financiamento privado, de contribuição privada, que se revelaram absolutamente insustentáveis. Por isso o nosso sistema que é de repartição de ciclos, de solidariedade entre as gerações, deve ser mantido porque ele é eficiente, e é financiado num tripé, contribuição direta do trabalhador, com cota patronal e pela sociedade com as contribuições previstas na Constituição. É um sistema equilibrado financeiramente. Os constituintes quando estabeleceram esse sistema estabeleceram também as fontes de financiamento. Contribuição do empregado, patronal, Cofins.

É um sistema equilibrado financeiramente. Os constituintes quando estabeleceram esse sistema estabeleceram também as fontes de financiamento.

E qual caminho deve ser seguido?

Temos que retomar urgentemente a reforma tributária. O país tem uma estrutura tributária altamente regressiva, onde quem mais paga impostos são os mais pobres e os ganhos de capital não são tributados, aquele que aplica na Bolsa são isentos, um dos poucos países do mundo onde isso ocorre. As grandes fortunas, as heranças têm tributação extremamente baixa. O andar de cima não contribui. O Imposto de Renda tem alíquotas de no máximo de 27,5%, sendo que há países que a contribuição chega a 40%. Temos que ter uma agenda de combate à sonegação e de formalização do mercado de trabalho.

É impressionante a capacidade que essas elites têm de cortar direitos e transferir para os trabalhadores a responsabilidade da crise do país. Os trabalhadores são vítimas e não responsáveis. E sempre voltam com a pauta arcaica escravocrata de redução do custo do trabalho, atrasada, regressiva, insustentável, em pleno século 21. Pensam a riqueza através do ganho rentista e do ganho com a redução do custo do trabalho. São aqueles que tentam de todas as formas preservar quem se envolve com o trabalho escravo. Que entram na Justiça para suspender a lista suja da divulgação do trabalho escravo.

Temos que continuar esse combate, e ter uma grande vitória para o país. Os debates que eu tenho feito em todo o Brasil demonstram que a medida que a sociedade se informa, ela se coloca contrária. Cresce o movimento de resistência. Nós estamos criando as condições para derrotar essas políticas. Temos que dar continuidade a essas agendas, de participação intensa nesses debates e estimular comitês municipais em todo o país em defesa da Previdência contra a reforma e em defesa dos direitos. Essa é a grande tarefa.

Por Clara Roman, da Agência PT de Notícias


Fim dos Correios

Fim dos Correios

Brasília - O governo não tem recursos e não fará injeção financeira nos Correios, disse nesta terça-feira, 28, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab. Para ele, a solução para a companhia é cortar ainda mais despesas, além daquelas que já foram reduzidas. "Não há saída; é preciso fazer corte de gasto radical", disse Kassab, depois de participar, no Palácio do Planalto, da cerimônia de Sanção da Lei de Revisão do Marco Regulatório da Radiodifusão, ao lado do presidente Michel Temer. "O governo não tem recursos e não haverá injeção de recursos nos Correios." 
Embora se dizendo contra a privatização, integral ou parcial dos Correios, o ministro não descartou a adoção da medida, caso a companhia não consiga equacionar o rombo, que no ano passado ficou em torno de R$ 2 bilhões, mesma cifra de 2015. "Todo o esforço deve ser feito para evitar a privatização dos Correios ou de partes dele", afirmou. "Eu reconheço os cortes de despesas que já foram feitos, mas é preciso cortar mais. Caso contrário, a empresa vai rumar para a privatização." 
Kassab reconheceu que os reiterados prejuízos dos Correios são reflexo de má gestão. Ele elogiou a gestão do atual presidente dos Correios, Guilherme Campos, e atribuiu os problemas a erros cometidos pelo governo anterior. "A empresa vive de tarifas e deveria ter seu ponto de equilíbrio", afirmou o ministro. Ele disse que, no passado, a empresa foi obrigada a pagar mais dividendos do que poderia ao Tesouro. 
"A má gestão também aconteceu, senão não teríamos a empresa na situação que está hoje. É reflexo, sim, de má gestão, corrupção, loteamento, não ter capacidade de encontrar receitas originais, não fazer os cortes necessários para fazer um equilíbrio entre receita e despesa", acusou Kassab. 
Questionado sobre quando essa privatização poderia ocorrer, o ministro disse que a empresa "corre contra o relógio", pois o governo não tem recursos. "A meta é recuperar a empresa", ponderou.
Anne Warth
Agência Estado

Com Lula e Dilma, catadores saem do lixo e ascendem à classe C

Com Lula e Dilma, catadores saem do lixo e ascendem à classe C

O ano é 2003. Enquanto um Silva subia a rampa do Palácio do Planalto para se tornar o primeiro operário eleito presidente da República, uma outra Silva morava a poucos quilômetros dali, em um barraco de madeira e lona.

A brasiliense Carina da Silva Pereira, 37 anos, seu marido Elysandro Alves Damascena, 40 anos, e seus dois filhos, Rodrigo, 17, e Erika, 15, moravam em um terreno ocupado, no meio do mato, onde ela trabalhava como catadora de lixo.

Ao longo dos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta eleita Dilma Rousseff, a vida dessa família seria transformada. A começar pelo endereço: do barraco de madeira para uma casa de alvenaria no Gama, cidade-satélite de Brasília (DF).

“Essa aqui é alugada, mas eu pretendo ter meu próprio imóvel”, garante a hoje empregada doméstica Carina.

A casa é simples, mas com um quarto para cada morador. Na sala, uma televisão e um sofá, onde Carina sentou para contar sua história.

“Era uma vida que eu não quero para ninguém. Era ruim. Não tinha como eu dar as coisas que os meninos queriam. A gente morava num barraquinho de madeirite, daqueles madeirites bem fraquinhos. E direto a polícia ia lá derrubar, tomar nossas coisas. A gente tinha que correr e esconder tudo dentro do mato. Era muito triste aquilo”, lembra.

Lula Marques/Agência PT

Carina, Elysandro e seus dois filhos, em 2003, quando ainda moravam no barraco feito de lona e madeira

Em certo ponto, a família chegou a morar em uma barraca de lona, o que levou a filha mais nova, Erika, na época ainda um bebê, a ter desidratação. “Por conta de quentura. Corri com ela pro hospital e fiquei três dias com ela internada”, conta Carina.

Outra transformação aconteceria na mesa da família. Naquela época, o dinheiro que ganhavam catando materiais como papelão, latinha e saco plástico no lixo mal dava para sobreviver e a alimentação era precária. Carne, por exemplo, era artigo raro na casa.

“Não dava muito dinheiro. Dava para comer o básico e olhe lá. Muitas vezes nós passamos por necessidade. Tinha dia que os meninos me pediam comida, biscoito, leite, e eu não tinha dinheiro pra comprar para eles. Não tinha como eu comprar roupa, calçado, ficava com o coração na mão”, relembra a mãe.

Lula Marques/Agência PT

Elysandro e Carina, com Érika no colo, em 2003, em frente ao barraco que moravam

Com os governos do PT, a situação mudou. E ela garante: para melhor.

“Hoje a gente pode comer o que der vontade de comer. Pode ir numa lanchonete comer um cachorro quente, um hambúrguer. Sempre que quiser. Leva os meninos, às vezes, quando não pirraçam a gente!”, conta Elysandro.

Ele hoje é serralheiro e se considera um homem realizado. Mas também não esquece como era a vida no barraco.

“Minha vida lá era uma vida corrida, sofrida e cheia de sonhos. A sobrevivência hoje, comparado ao que estava antes, está bem melhor. Hoje eu não considero uma vida difícil”, conta o baiano que chegou em Brasília em 1994.

Lula Marques/Agência PT

Elysandro com os dois filhos, Erika e Rodrigo, em 2017

A família que nunca parou de sonhar agora consegue realizar mais uma transformação. É que Carina voltou a estudar, está terminando o supletivo do ensino médio e chega mais perto de alcançar seu sonho: ser enfermeira.

“Quero ser enfermeira, trabalhar com medicina é o meu sonho, desde criança”, afirma, determinada.

Já Elysandro responde sobre aqueles sonhos da época do barraco: “realizei quase todos. Eu penso em fazer ainda meu curso de técnico em telecomunicação. Tenho 40 anos, mas eu penso em fazer ele ainda. São três anos para fazer. Tenho tempo ainda”.

Com o PT era melhor

Carina e Elysandro não receberam nenhuma ajuda direta do governo, como o Bolsa Família, mas sabem que o Brasil era melhor, especialmente para quem mais precisa, quando o PT estava no governo.

Lula Marques/Agência PT

Carina, Elysandro e seus dois filhos, em 2010. Nos governos do PT, a vida era melhor

“Quando era Lula, estava bem melhor. Você ia pedir emprego, já saía com a carteira assinada. Hoje em dia, não. Mandam voltar outro dia porque não tem emprego”, constata Elysandro.

Para ele, Lula foi o melhor presidente que o Brasil já teve. O serralheiro garante que votará no petista de novo, se ele se candidatar.

“Para mim, o candidato sempre foi Lula. Lula foi o melhor presidente que existiu, para mim, na face da Terra, foi o Lula. Ele tratou muito dos pobres. Lula foi o presidente dos pobres. Não foi dos ricos porque os ricos não aceitavam Lula, porque ele ajudou muito os pobres”, afirma.

Carina, Elysandro e sua filha Érika, em 2017

Sua esposa acrescenta que, depois que o PT saiu do governo, as coisas pioraram.

“Com esse governo agora está pior. Dilma estava fazendo alguma coisa, mas esse governo aí não está fazendo nada. Está pior. Está uma negação”, lamenta Carina.

Por Luana Spinillo, da Agência PT de Notícias


 Mais uma v√≠tima do descaso do governo do PSB: Mulher morre ap√≥s pular de √īnibus durante assalto na UR-11

Mais uma v√≠tima do descaso do governo do PSB: Mulher morre ap√≥s pular de √īnibus durante assalto na UR-11

Por: Diario de Pernambuco

 

Cl√°udia Maria dos Santos Silva era zeladora de um pr√©dio em Boa Viagem. Foto: Reprodu√ß√£o/ WhatsApp  
Cláudia Maria dos Santos Silva era zeladora de um prédio em Boa Viagem. Foto: Reprodução/ WhatsApp

 Uma mulher de 49 anos morreu após pular de um ônibus que estava sendo assaltado na UR-11, Ibura de Baixo, no Recife. Cláudia Maria dos Santos Silva era zeladora do Edifício Madona das Rochas, em Boa Viagem, e voltava para casa na noite da sexta-feira passada, quando o veículo foi invadido por dois homens armados, que anunciaram o assalto.

O filho da vítima, Cleiton Christian Cassimiro dos Santos Silva, de 25 anos, ouviu de duas mulheres que também estavam no coletivo o relato sobre como tudo aconteceu. "As testemunhas disseram que o ônibus passava pela subida do Ibura de Baixo, na BR, quando os dois homens anuciaram o assalto. Quando chegou perto da passarela da BR, o motorista reduziu a velocidade e abriu a porta para que eles descessem, mas eles mandaram o motorista seguir e começaram a gritar dizendo que iam matar todo mundo. Minha mãe se desesperou e se jogou pela porta. Disseram que todo ônibus tem um equipamento chamado de 'anjo da guarda' que não deixa a porta abrir com o ônibus em movimento, mas as testemunhas disseram que o ônibus não estava correndo, mas também não estava parado", contou Cleiton.

Cleiton tatuou nome da m√£e acima do peito.Foto: Reprodu√ß√£o/ WhatsApp  
Cleiton tatuou nome da mãe acima do peito.Foto: Reprodução/ WhatsApp


Ainda segundo testemunhas, o ônibus era antigo e a câmera de segurança não estaria funcionando. Elas contaram a Cleiton que uma mulher gritou avisando que Cláudia havia caído, mas o ônibus seguiu viagem e os assaltantes só desceram nas imediaões do posto de combustíveis Padre Cícero. A vítima foi socorrida com vida por uma viatura policial e levada para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lagoa Encantada, que contactou a família durante a madrugada. De lá, a paciente foi encaminhada para os hospitais Dom Helder Camara e Restauração, onde faleceu. O corpo foi emcaminhado para o Instituto de Medicina Lega (IML), no Recife, onde a família aguarda o laudo com a causa da morte. O esposo de Cláudia fez um boletim de ocorrência e está reunindo as testemunhas para prestarem depoimento sobre o caso. O sepultamento ainda não tem hora marcada, mas deve ser realizado nesta terça-feira, no Cemitério de Santo Amaro.

Os familiares aguardam a chegada de uma irmã de Cláudia, que mora na Alemanha, para realizar a cerimônia. Cláudia deixa dois filhos, de 25 e 21 anos e o marido. Ainda na noite do domingo, após voltar do IML, o mais velho, Cleiton, tatuou o nome da mãe acima do peito. "Peço a todos que façam o que puderem para ajudar. Quero resolver de tudo que ela tenha o direito da justiça", disse.


N√£o creiam, (Re)ajam ( I )

N√£o creiam, (Re)ajam ( I )

Roberto Bueno*

Muito é o que se divulga através da mídia, e já vai longe, perdido nas brumas de incógnito tempo, aquele momento em que o objetivo era informar, e não doutrinar, ainda mesmo, ousadamente, quando se trate de fatos insofismáveis, tentando persuadir do improvável. Assim, são lançados os alicerces da mentira e do engodo, e sobre ele se erige o edifício da ilusão por atores interessados em excluir o interesse público da cena política. Por isto é preciso dizer ao leitor(a): não creia!
Dentre os objetos prediletos de mistificação por parte da mídia circula o valor e a vigência do neoliberalismo econômico. À parte qualquer juízo de valor sobre ele, eis que não há qualquer chance de que se configure sem aberta competição, e o que temos é uma situação de supremo controle do mercado pelas grandes corporações, em cujos gabinetes são realizados os pactos que conduzirão à pantomima do livre mercado. Não creia, leitor(a). Malgrado os grandes esforços da mídia para convencer das benesses do livre mercado, a sua realidade é tão sincera quanto as promessas laicas de eternidade. Isto é o que há.
A voz neoliberal da mídia se apresenta disposta a persuadir os homens de que o mundo é irretorquivelmente hobbesiano, de que devem armar-se para enfrentar os seus inimigos a cada dia e exterminá-los cruamente, que é preciso vencer a dura luta pela sobrevivência cotidianamente, enquanto que, por outro lado, as pessoas jurídicas transnacionais pactuam com os seus lucros com os seus pares sem nenhuma agonia ou competição que lhes ameace. Não creia, leitor(a). O mundo que lhe oferecem calçado na competição encarniçada é a receita ideal de vida apenas para aqueles que as oligarquias querem observar de longe os passos firmes para as entranhas do inferno, com escaldante alto-forno já preparado por eles, enquanto para si preservam todas as reservas do mais doce sabor da paz e do mel.
A pauta da mídia é a longa mão operativa do establishment para persuadir que a sua vida será melhor sem férias, com mais baixos salários, trabalhando mais, sem segurança no trabalho, sob o peso da flexibilização, exposto a acidentes e com precarização da saúde, sem acesso a educação e sem direito à aposentadoria, e com política de Estado de investimentos sociais decrescentes no quadro de população crescente, enfim, tudo o que, em sã consciência, nenhum ser humano poderia suportar, que dirá apoiar. Aceitar o esmagamento não tem qualquer explicação razoável, senão a densidade de campanhas midiáticas, tão claramente configuradas na história brasileira como a que ocorreu em 1964 para apoiar o golpe no Presidente João Goulart e ascensão dos militares que garroteou a vida de uma geração e todo o país como uma longa noite de 20 anos. Malgrado o empenho da mídia, a vida do povo nunca será melhor sem hospitais ou sem educação, mas as oligarquias tomam isto como um jogo em que vidas humanas não são consideradas, são apenas as suas taxas de retorno o que realmente conta. Tudo o mais são danos colaterais. Mas até quando conseguirão ocultar o céu de brigadeiro sob as falsas nuvens?
A mídia opera e tenta persuadir o conjunto da cidadania de que os projetos políticos em curso são a sua senha para o universo da liberdade quando não passam de sua própria sucumbência física e moral: convidam o homem para cavar a própria sepultura. Não creiam, leitores(as). O radicalismo triturador de homens não está na esquerda democrática, mas sim nas ásperas vias do conteúdo fantasiado de neoliberalismo que opera sob o fio a ação da navalha, mas que é incapaz de resistir à tempestade popular. A sua inclinação é pela tutela da crueza bárbara dos aviltadores da carne e do espírito humano. Acreditar nos fatos da realidade vivida durante anos em que os cidadãos foram ouvidos ou na mídia que procura persuadir de que o mundo em que a voz de homens e mulheres não são ouvidas e nem os seus interesses mais diretos é o melhor? Cedo ou tarde, em que acreditará o cidadão, nos fatos ou nas narrativas?
A democracia que depara com sujeitos históricos apoiando a sua miséria é prova de dura colonização, é farsa histórica, mas em nenhum caso genuína democracia, pois esta, mesmo em modestos níveis, supõe processos políticos e liberdades comunicacionais em amplitude horizontal e vertical. Se nada disto há, então, não creia, leitor(a). Democracia falida não é democracia, mas sim o seu antônimo, domínio por um governo de elites desconectadas e absolutamente alheias ao povo. Democracia sem povo não é democracia, e nunca será, malgrado os superlativos esforços da mídia em travestir carrascos, pois aqui nada mais há do que uma oligarquia controlando o cenário político liberrimamente, espraiando as condições de sofrimento para além do pior pesadelo. Este é o território em que a democracia não prospera. Descrer da vilania que campeia é o primeiro passo para suplantar a sua ousadia.
Por aqui não sopram os anunciados ventos liberalizantes, e os neoliberalizantes já se foram há décadas. Não é disto que se trata. Em nosso horizonte já não há Viscondes de Cairu nem aberturas de portos sob o pretexto liberalizante. Não é disto que se trata. Aqui, hoje e agora, o que temos são os porta-estandartes da anacronia bárbara, os últimos resquícios de mercadores de corpos, falsos anarquistas da direita autoritária que anunciam não querer Estado, mas que dele se servem sob as cobertas. Estes homens são os epígonos do fascio-neoliberalismo turbinado que violam alegremente as instituições democráticas, sem pejos nem resguardos ou remoto sinal de pudor, palavra que desconhecem. Diferem de seus antecessores liberais, pois antanho o estava conectado à democracia por alguma noção de humanismo, enquanto nos dias correntes tal conexão foi rompida à força por uma versão homicida do individualismo que a todos e a tudo despreza, para muito além das conhecidas versões hedônico-radicais do triunfo do eu-aqui-e-agora. Hoje eles querem mais, querem matar ou deixar morrer.
Os falsos anarco-neoliberais são genuínos serviçais dispostos a entregar o que não lhes pertence. Temer? Jamais! Ainda existem entre nós muitos Freis Caneca dispostos a agir após concluir que “A soberania estava nos povos. Os povos não são herança de ninguém. Deus não quer sujeitar milhões de seus filhos aos caprichos de um só. Os reis não são emanação da divindade, são autoridades constitucionais […]”. Não há reis nem divindades auto-erigidas que se sobreponham ao básico direito humano de viver e respirar sem que ser comprimido e moído a qualquer título, justo o que pretende a ofensiva anarco-fascio-neoliberal turbinada, que nada mais considera em sua ofensiva brutal, que considera apenas os seus cálculos maximizadores de ganhos financeiros dos quais o povo não participará, malgrado o empenho das apodrecidas antenas de televisão em persuadir do contrário.
Em sua história o Brasil conheceu pretextos para a execução da infâmia, pois, ontem, a escravidão vigente, hoje, a flexibilização à fórceps e o trabalho até a última gota de sangue em vida, pois a aposentadoria já é história. O anarco-fascio-neoliberalismo turbinado atua através de elite serviçal cuja pretensa ilustração não a salvou da comissão desmesurada do sangramento do humano. Patrocinam sem escrúpulos a sodomização dos trabalhadores, e não sem o requinte de anunciá-lo em entrevista pública às televisões de alcance nacional. O fato é que em nenhuma de suas variações mais radicais o neoliberalismo propôs a barbárie que os letrados serviçais nacionais patrocinam, grupo que nunca foi capazes e nem interesse teve em realizar as transformações estruturais no Estado brasileiro. Antes, estiveram empenhados em construir sucessivas maquiagens no brutal estágio civilizacional atestado pela desigualdade e miséria do país até então reconhecida internacionalmente como uma marca odiosa do Brasil. O ódio elegantemente disfarçado das elites as levou a criar esferas de tutela formal dos direitos sociais, mas que logo eram sorrateiramente desarticulados por dentro através de hábil desencaixe orçamentário.
Aqui e agora já não estamos a tratar das liberdades dos antigos nem da liberdade dos modernos, pois o anarco-fascio-neoliberalismo turbinado desceu ao mais profundo esgoto da desorganização social, e ali nesta escuridão miserável em que se propõe exercer o comando do Estado e da vida já não há mais homens a quem se deva reconhecer direitos, mas sombras, corpos dominados de escravos ao seu dispor. Tudo quando resta a estas falsas elites é conduzir um mundo miserável à sua semelhança, eis que ali não há brilho nem sequer esperança, senão que tudo quanto se divisa em seu horizonte é um imenso vale de lágrimas, horror e desesperança de homens que penam sob o sol e se deprimem sob a escuridão.
Os sociopatas da política não pretendem compartilhar o infortúnio que impõe às massas mas, uma vez mais, gerir os altos-fornos no qual farão perecer. São átomos morais que vêm a público retratar a ideologia humanista como perpassada por radicalidade, enquanto eles próprios dedicam-se a coordenar o extermínio humano em que, patologicamente, não reconhecem qualquer radicalidade. Esta é a aposentadoria da razão sob os auspícios da comunicação. Não creiam, leitores(as), pois a saída para o pensamento concludente da história e excludente do homem é, como sempre foi, a ação social. Por isto é preciso reiterar, leitor(a): não creiam! Reflitam. Construam.

Pós-doutor. Faculdade de Direito. UnB (CT).


NOTA P√öBLICA DO MST SOBRE A OPERA√á√ÉO CARNE FRACA E A CORRUP√á√ÉO NO MINIST√ČRIO DA AGRICULTURA

NOTA P√öBLICA DO MST SOBRE A OPERA√á√ÉO CARNE FRACA E A CORRUP√á√ÉO NO MINIST√ČRIO DA AGRICULTURA

NOTA PÚBLICA DO MST SOBRE A OPERAÇÃO CARNE FRACA E A CORRUPÇÃO NO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA
 
1. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra manifesta ao povo brasileiro o seu posicionamento diante das denúncias envolvendo o Agronegócio e o modelo de produção agropecuário movidos apenas pela lógica do lucro máximo e imediato.
 
A irracional e crescente degradação ambiental, a exploração intensiva de força de trabalho assalariada, a monopolização do território e despovoamento do interior do país, além dos crimes contra os povos indígenas, quilombolas, pescadores e camponeses, caracteriza o modelo de agronegócio, cujo mercado capitalista impulsiona ou desacelera a produção em face da demanda global.
 
2. A produção agropecuária baseada na monocultura extensiva e no uso intensivo de agrotóxicos, destrói a biodiversidade, contamina os solos e as águas, alteram as condições climáticas e envenenam os alimentos da população brasileira.
 
Para garantir e ampliar seus privilégios o agronegócio financia as eleições da bancada dos parlamentares mais reacionários, a “ bancada do boi”, responsável pelo retrocesso na legislação dos direitos sociais, trabalhistas e de preservação ambiental.
 
3. O golpe em curso no país, resultante de um conluio entre a Polícia Federal, Ministério Público, Poder Judiciário e meios de comunicação de massa, liderados pela Globo, atenta brutalmente contra os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores, e dos bens naturais, entregando essa riqueza para o mercado e as empresas transnacionais, num forte ataque à soberania popular.
 
4. As denúncias da operação da Polícia Federal  denominada Carne Fraca servem como argumento para reafirmar as contradições do Modelo do Agronegócio, principalmente em relação à saúde humana e à destruição ambiental. Defendemos que as empresas envolvidas sejam punidas e responsabilizadas.
 
5. Denunciamos que mais uma vez a conta está sendo paga pelas trabalhadoras e trabalhadores da agroindústria da carne, expostos à precarização imposta pelas empresas, e que agora com as denúncias sofrem com as demissões em massa.
 
6. Denunciamos o conluio entre a mídia e o governo golpista para escamotear o processo de corrupção entre as empresas do agronegócio e os fiscais do Ministério da Agricultura (MAPA). Exigimos que que seja investigada a apropriação privada desse Ministério pelo Agronegócio!
 
7. Reafirmamos nosso projeto de Reforma Agrária Popular, a produção de alimentos saudáveis, o respeito à diversidade dos povos e a defesa dos bens naturais. Combateremos sem tréguas o modelo de produção do agronegócio e seguimos na defesa de um modelo de desenvolvimento para o campo, baseado na cooperação agrícola, agroecologia e na soberania popular.
 
8. Com a força crescente do apoio popular, seguimos denunciando que o Agronegócio mata, envenena e sequestra o Estado Brasileiro! Nenhum Direito à Menos! Fora Temer! Diretas Já!
 
Direção Nacional do MST 25/03/2017


Entenda como o golpe e a retirada de direitos atinge mais as mulheres

Entenda como o golpe e a retirada de direitos atinge mais as mulheres

Primeiro, retiraram do Poder uma presidenta eleita democraticamente com 54 milhões de votos. Depois, formaram um ministério só de homens. Todos brancos. Todos conservadores. Em seguida, extinguiram o Ministério das Mulheres, da Igualdade Social, Juventude e Direitos Humanos. Na sequência, puseram-se a atacar conquistas sociais obtidas durante uma longa caminhada. Estava consolidado o golpe que ameaça os direitos humanos, a luta pela igualdade racial e pela equivalência entre os gêneros.

Não foi apenas a substituição antidemocrática de um governo por outro. Foi o início do fim das conquistas sociais, avaliam líderes feministas. Para a professora Beatriz Vargas, lançada “anticandidata” ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de um manifesto com mais de cinco mil assinaturas, entre todos os desmontes promovidos pelo governo sem voto, o abandono das políticas de atenção às mulheres chama especial atenção. “Feministas levantam a crítica de que isso corresponde à compreensão deste governo de que a política para mulheres está emoldurada pela ‘perspectiva policial’, pela repressão à violência, quando sabemos que essa política vai muito além desse limite”, defende.

A imagem “vendida” pela comunicação oficial de que a primeira-dama é uma mulher bela, recatada e do lar apenas reforça e evidencia o que o governo Temer considera ser o ideal feminino. No quadro de retrocesso dos direitos que as reformas do governo ilegítimo apontam, o abandono das políticas de atenção às mulheres salta aos olhos.

“O governo está desmontado toda a estrutura que garantia uma rede de proteção social criada nos últimos anos”, denuncia a senadora Regina Sousa (PT-PI). Ela lembra que nos governos Lula e Dilma, havia uma estrutura concreta onde buscar apoio e que tudo isso desapareceu. Embora o governo anuncie que está remontando essa rede, com a criação do Ministério de Direitos Humanos e a Secretaria das Mulheres, as titulares dos cargos não podem ser consideradas líderes feministas.

A secretária, Fátima Pelaes, por exemplo, já se declarou frontalmente contra o aborto. A ministra, Luislinda Valois, embora tenha se notabilizado pelo combate ao racismo, possivelmente não terá espaço para causas que afrontam o governo, nitidamente conservador.

“Nenhuma crise pode ser usada como justificativa para a perda de direitos”

JUREMA WERNECK, DIRETORA EXECUTIVA DA ANISTIA INTERNACIONAL NO BRASIL

A marcha a ré nos direitos já assegurados não passou despercebida pela Anistia Internacional que apontou graves problemas com as políticas de direitos humanos. O relatório anual “ O Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2016/2017 mostra que 2016 foi o ano do “desmantelamento de estruturas institucionais e programas que garantiam a proteção a direitos previamente conquistados, além da omissão do Estado em relação a temas críticos, como a segurança pública”, afirmou a diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck.

Para Werneck, colocar o abandono dos direitos humanos na conta da crise não faz sentido. “Nenhuma crise pode ser usada como justificativa para a perda de direitos”, avaliou, em entrevistas, logo após a divulgação do documento.

O fato é que os programas dedicados a salvaguardar direitos de mulheres e meninas no Brasil murcharam. Segundo a professora Flávia Biroli, a exclusão das mulheres por qualquer governo não acontece por acaso. No artigo Mulheres, política e violência, ela analisa: “Quem tem voz e influência no âmbito institucional participa de decisões que incidem sobre as demais pessoas. Políticas públicas que terão efeitos sobre as vidas das mulheres são definidas em ministérios comandados, historicamente, por homens.”

Dessa forma, “mulheres são excluídas das esferas nas quais decisões importantes para suas vidas são tomadas (a forma política da violência) e apagadas na sua humanidade, pela violação que lhes reduz a corpos inertes (a violência sexual).

A aprovação da Emenda Constitucional 55, que congela os gastos públicos por vinte anos também incide diretamente sobre as mulheres. Afinal, afeta o provimento de creches e a qualidade do ensino público, o que complica ainda mais dupla jornada feminina, já que não há como negar que são as mulheres as responsáveis pelos cuidados como os filhos e a casa. Inúmeros estudos comprovam que menos creches e equipamentos públicos implicam menor empregabilidade para as mulheres que são mães.

Para Nilma Lino, ministra das Mulheres, Igualdade Racial, Juventude e Direitos Humanos do governo Dilma, “todas as ações do governo golpista de Michel Temer ferem os direitos humanos, a luta pela igualdade racial e pela igualdade de gênero”. Em entrevista à Agência PT de Notícias, ela disse que Temer está matando, por inanição, as políticas afirmativas.

“Na minha perspectiva, o golpe é contra a democracia de um modo geral, é contra os pobres, os negros, as mulheres, a população LGBT. É um golpe contra as comunidades de matriz africana e os terreiros”, afirmou Nilma.

Geraldo Magela/Agência Senado

Ministra Nilma Lino do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do governo Dilma

A presidenta Dilma Rousseff escreveu em seu site dilma.com que “todas as iniciativas do governo ilegítimo evidenciam o retrocesso. A aprovação de um teto de gastos, por vinte anos, para educaçãosaúdecultura, segurança pública, por exemplo, implicará em enormes perdas para as mulheres e os que mais precisam. As reformas da Previdência e Trabalhista têm impacto negativo em toda a população, mas afetam sobremaneira a vida de milhões de mulheres chefes de família”.

Em 14 anos de governos progressistas, o que se viu foi a concretização em políticas de empoderamento da cidadania e gestão pública inclusiva. Mais de uma centena de conferências nacionais foram realizadas sobre o tema. Nunca houve tanta atenção às necessidades cidadãs de mulheres indígenas, negras, com deficiência e trabalhadoras rurais, tradicionalmente invisíveis aos olhos das políticas públicas.

Mulheres do campo

Trabalhadoras rurais passaram a ser beneficiadas com ações. As políticas de apoio à produção dirigidas às mulheres do campo promoveram o seu reconhecimento. Por meio da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater) – Setorial Mulheres, entre 2004 e 2009, mais de 31 mil mulheres foram beneficiadas e 16 milhões de reais foram investidos. Para qualificar as demandas das mulheres, foi criada ainda Rede Ater para Mulheres.

Outro programa criado em 2004, o Programa Nacional de Documentação das Trabalhadoras Rurais (PNDTR), foi fundamental para promover a inclusão social dessas mulheres. Isso porque o acesso a documentos civis, trabalhistas e a direitos previdenciários, por meio de mutirões itinerantes para emissão gratuita de documentação, permitiu que exercessem sua cidadania e usufruíssem de benefícios de ações de reforma agrária ou da agricultura familiar.

“Como o tempo de contribuição vai passar para 25 anos e, considerando as condições de trabalho no campo, as mulheres voltam a perder”

BEATRIZ VARGAS

Agora, as mulheres do campo se tornam um dos grupos sob mais ameaça de cassação de direitos humanos. A proposta de reforma da Previdência apresentada e defendida pelo governo golpista elimina a diferença de idade para aposentadoria entre trabalhadores urbanos e rural. “Como o tempo de contribuição vai passar para 25 anos e, considerando as condições de trabalho no campo, as mulheres voltam a perder”, avalia a feminista Beatriz Vargas. Ela destaca que o trabalho infantil deve aumentar, especialmente no campo. “Está claro que a proposta é a preparação do terreno para a mercantilização da aposentadoria e, como essas mulheres conseguirão pagar por seguridade privada”, pergunta.

Mulheres com deficiências puderam ter voz. O Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM) abordou as especificidades das mulheres com deficiência e a sua sexualidade também foi debatida. Em diversos pontos do País se reuniram em grupos virtuais de discussão para trocar experiências e compartilhar conhecimento e puderam contribuir para a construção de políticas públicas. Em novembro de 2013, a capital federal também recebeu o Seminário Nacional de Políticas Públicas e Mulheres com Deficiência, que defendeu a construção de políticas públicas capazes de assegurar inclusão e visibilidade para as mulheres com deficiência.

Resistência feminista

A resistência das mulheres ao desmantelamento das políticas públicas voltadas para a inclusão e acesso à cidadania passa pela mobilização. Para a senadora Regina Sousa, os caminhos institucionais são estreitos. “Mas a gente pode se agigantar se as bases sociais se mexerem”, observou. Segundo ela, como o governo já deu várias provas de que não se interessa por questões sociais, e a forma de romper essa barreira é se tornar “visível” para a sociedade.

Flávia Biroli escreve que, embora o Brasil tenha passado rapidamente do “mais mulheres no poder” ao “nenhuma a menos”, o feminismo nunca foi tão capilarizado na sociedade brasileira e nunca esteve tão presente nas ruas. “As mulheres, sobretudo as mais jovens, parecem ter cada vez mais clareza de que seu lugar é qualquer lugar e de que ocupar espaços na política é fundamental para fazer valer suas experiências e dar sentido político a suas necessidades e interesses”, ressalta.

E conclui: “Embora as lideranças do retrocesso nos queiram caseiras e domésticas, somos cada vez mais politiqueiras (…). As mulheres que têm ido às ruas em todo o país não aceitam o receituário dado por um deputado católico, no Plenário da Câmara dos Deputados, ao dizer que as mulheres de verdade querem proteção e amor. Pelo contrário, são mulheres que compreendem que de sua atuação política dependem seus direitos, inclusive o de viver em uma sociedade livre de violência”.

Por Giselle Chassot do PT no Senado


Com o voto do deputado federal Jarbas Vasconcelos que ap√≥ia o governo golpista, a c√Ęmara dos deputados acaba de rasgar a CLT

Com o voto do deputado federal Jarbas Vasconcelos que ap√≥ia o governo golpista, a c√Ęmara dos deputados acaba de rasgar a CLT

 Veja a verdadeira história da privatização da Celpe narrada pela Vereadora do Recife Marília Arraes (PT):
 
"Antes de deixar o governo em 31 de dezembro de 1998, o ex-governador Miguel Arraes (PSB) declarou publicamente que era contra qualquer privatização, inclusive, a da Celpe. Quem efetivou a venda da Companhia Energética de Pernambuco foi o senhor Jarbas Vasconcelos, em sua gestão.

Além de ter vendido um dos maiores patrimônios de Pernambuco, o ex-governador Jarbas investiu a maior parte dos recursos oriundos da transação numa rodovia federal. Fato, no mínimo, estranho para quem tinha um de seus maiores aliados na Vice-Presidência da República. Ele deveria ter trabalhado para conquistar o financiamento desta e de outras obras com recursos da União.

O senhor Jarbas Vasconcelos ainda fez mais pelo povo: aumentou o imposto na conta de energia dos mais pobres e da classe média. Pernambuco teve uma das energias mais caras do Brasil e a população se viu obrigada a arcar com os aumentos acima da inflação e sofrendo com medo de ter a sua luz cortada. No final de 2003, o então governador Jarbas Vasconcelos aumentou de 17% para 25% o imposto sobre a conta de luz dos consumidores mais pobres, da classe média e dos pequenos empresários.

Quando o governador Eduardo Campos (PSB) assumiu o Governo de Pernambuco, em janeiro de 2007, encontrou a Celpe privatizada. A preocupação do governador Eduardo Campos foi trabalhar para que os pernambucanos tivessem um preço justo nas contas de luz. Reduzir o imposto das contas de luz de quem consome menos, é uma questão de justiça com os pernambucanos. Quem gasta menos, paga menos. Esta, sim, foi uma política que priorizou os interesses de todos os pernambucanos e transformou a vida de muitas pessoas."

Marília Arraes, vereadora do Recife (PT)

Vag√£o pega fogo do metr√ī no Recife

Vag√£o pega fogo do metr√ī no Recife

Incêndio destrói  vagão do metrô no Largo da Paz no bairro de Afogados, Ontem à noite, por volta das 23h15  um incêndio destruiu  o vagão de um trem. O veículo foi recolhido e o local foi interditado para possibilitar a realização da perícia, pelo Instituto de Criminalística.


P√öBLICO TRANSFORMA O LOLLAPALOOZA DA REDE GLOBO EM LULAPALOOZA E GRITA NOME DE LULA EM CORO

P√öBLICO TRANSFORMA O LOLLAPALOOZA DA REDE GLOBO EM LULAPALOOZA E GRITA NOME DE LULA EM CORO

Em poucas hora, viralizou o vídeo onde um conjunto de rock “puxa” um solo como o “Olê, Olê, Olá, Lula, Lula”.

Na São Paulo, na juventude “não-mauricinho”.

Desculpem, mas a música é inconfundível.

Como é que é aquela história de que Lula não é competitivo?

O “Fora Temer” está e metamorfoseando em “volta, Lula”.

Forró com rock?

Lula ou “Loola”, de Loolapalooza?

Bem, pouco importa, porque o significado de algo é aquilo que ele desperta.

escreve o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; assista