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Nova inserção nacional do Partido dos Trabalhadores : O que melhorou com a saída do PT do governo?

Nova inserção nacional do Partido dos Trabalhadores : O que melhorou com a saída do PT do governo?

Nova inserção nacional do Partido dos Trabalhadores convida você para fazer uma reflexão.

O que melhorou com a saída do PT do governo?

A corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) lança a senadora  Gleisi Hoffmann candidata à Presidente do PT

A corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) lança a senadora Gleisi Hoffmann candidata à Presidente do PT

A corrente Construindo Um Novo Brasil, reunida em São Paulo em 03 de abril com o Presidente Lula, se associa ao seu esforço na construção da unidade de todo o partido, indicando o nome da Companheira Gleisi Hoffman,  como candidata à presidência nacional do PT, a ser apresentada a todas as correntes.

Os Companheiros Alexandre Padilha e Márcio Macedo ratificando seu compromisso histórico com a unidade do partido retiram as respectivas candidaturas em prol da possibilidade de termos, pela primeira vez na história, uma mulher na presidência nacional do PT. 

A CNB entende que a unidade partidária é pressuposto fundamental para fortalecer e revigorar o nosso partido, para derrotar o projeto neoliberal e construir a possibilidade do Brasil voltar a ser justo, democrático e feliz com Lula Presidente em 2018.

Coordenação Nacional da CNB


Odacy Amorim participa de debate contra a Reforma da Previdência organizado pela Fetape, em Carpina (PE)

Odacy Amorim participa de debate contra a Reforma da Previdência organizado pela Fetape, em Carpina (PE)

A Reforma da Previdência, proposta pelo Governo Federal continua rendendo debates acalorados por onde passa, pela relevância do tema que propõe maior tempo de contribuição 49 anos e a igualdade na idade na aposentadoria de ambos os sexos 65 anos, a sociedade brasileira se une para derrubar a pauta que poderá ser aprovada no Congresso Nacional com os votos dos deputados federais, até o primeiro semestre deste ano.

Para debater os impactos da reforma da previdência na sociedade e principalmente na vida dos agricultores, a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco – (Fetape), reuniu autoridades para discutir o tema na manhã desta segunda. A atividade, que reuniu cerca de 400 lideranças sindicais de todas as regiões do estado, acontece no Centro Social da Federação, em Carpina (PE) até esta terça (4).

O evento contou com a presença do deputado estadual Odacy Amorim (PT-PE), dos senadores José Barroso Pimentel, ex-ministro da Previdência que na ocasião ministrou uma palestra sobre o tema, e Humberto Costa, do presidente da Fetape – Doriel Barros, presidente da CUT – Carlos Vera, José Aristides novo presidente da Contag, a secretária da Mulher da Fetape – Gerluse Marques.

“Esse é um espaço importante para o Movimento Sindical dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Pernambuco (MSTTR), pois é nele que são realizados debates e encaminhamentos fundamentais para o fortalecimento da luta pela defesa e ampliação de direitos dos homens e mulheres do campo”, destacou o presidente da Fetape, Doriel Barros.

O deputado Odacy Amorim, considerou de forma propositiva o debate e lembrou que dia 17 de abril a Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe, irá debater o tema Reforma da Previdência durante todo o dia, e convidou a sociedade para estar presente no evento.

 


Homenagem aos dois anos da morte de Manoel Santos

Homenagem aos dois anos da morte de Manoel Santos

Há dois anos, no dia 19 de abril de 2015, sindicalistas, amigos e familiares receberam a triste notícia da morte do agricultor familiar, líder sindical e ex - deputado estadual   Manoel Santos, aos 62 anos. O Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e o Instituto Manoel Santos lembra a data do falecimento de Manoel de Serra, como era conhecido, para homenagear mais uma vez o líder sindical que foi atuante nas lutas pela melhoria das condições de trabalho dos trabalhadores e trabalhadoras rurais.


Humberto Costa: É LULA DE NOVO COM A FORÇA DO POVO!!!!

Humberto Costa: É LULA DE NOVO COM A FORÇA DO POVO!!!!

As pesquisas confirmam o que a gente sente nas ruas: Lula dispara no coração dos pernambucanos e é o preferido na disputa pela presidência da República no ano que vem. No Sertão do São Francisco, berço da transposição, mais de 90% da população estão com ele para presidente. O povo sabe quem mais fez pelo nosso Estado, pelo Nordeste, pelo país e quer, mais uma vez, voltar a sonhar para fazer Pernambuco e o Brasil grandes de novo.

 


SÍLVIO COSTA: “LIDERANÇA DE LULA TRADUZ GRATIDÃO DOS PERNAMBUCANOS”

SÍLVIO COSTA: “LIDERANÇA DE LULA TRADUZ GRATIDÃO DOS PERNAMBUCANOS”

Desde que o ex-presidente Lula deixou a Presidência da República, setores da grande mídia e da opinião pública - que não toleram as políticas de inclusão social promovidas pelos governos do PT - tentam transformá-lo no grande vilão do Brasil. Inventaram um apartamento que não é de Lula, um sítio que não é de Lula e que Lula fez tráfico de influência para beneficiar um dos notórios delatores da Lava Jato. Bateram pesado quando Lula foi nomeado ministro da presidente Dilma.

Esses setores disseram que o ex-presidente queria conseguir o foro privilegiado, mas foram cordiais com a nomeação de Moreira Franco, do PMDB, para ministro de Michel Temer. A verdade é que há cinco processos contra o ex-presidente Lula e já foram ouvidas 102 testemunhas, inclusive as sugeridas pelo Ministério Público Federal, mas nenhuma delas acusou o ex-presidente de qualquer irregularidade. Repito: todas inocentaram o ex-presidente.

Grande parte das pessoas que combatem o ex-presidente Lula assistem às mesmas TVs, leiem as mesmas revistas e jornais, escutam as mesmas rádios e trabalham na Avenida Paulista ou nas avenidas semelhantes das capitais brasileiras com seus escritórios luxuosos. Esses adversários do ex-presidente frequentam os mesmos restaurantes e moram no Morumbi, Leblon ou em bairros equivalentes nas maiores cidades brasileiras.

Os adversários do ex-presidente, que moram em Pernambuco, com certeza estão surpresos com o resultado da pesquisa do Instituto Maurício de Nassau publicada por um dos jornais do nosso Estado. Eles não conhecem o povo de Pernambuco. O ex-governador Manoel Borba já disse que “o pernambucano só se curva para agradecer”. E é exatamente por causa do espírito de gratidão e lealdade do povo pernambucano que o ex-presidente Lula tem 65% das intenções de voto para a eleição presidencial de 2018.

Os que aprovam o ex-presidente sabem que foi Lula quem mais trabalhou pelo nosso Estado em 500 anos de história. Essa grande maioria que apoia o ex-presidente Lula revela que reconhece a lealdade e a gratidão como princípios fundamentais do homem e valores essenciais da política que, na maioria das vezes, não são exercidos pela classe política.

A memória é um componente inexorável da personalidade humana. Ao contrário do que demonstra em relação ao ex-presidente Lula, a imensa maioria dos pernambucanos reprova o governo estadual do PSB. Além de rejeitar a péssima gestão do PSB, 74% dos pernambucanos estão dizendo, também, que na vida e na política a lealdade é uma virtude que não tem preço.

Em um dos momentos mais difíceis dos ex-presidentes Lula e Dilma, o PSB e alguns dos seus aliados esqueceram tudo o que os governos Lula e Dilma fizeram por Pernambuco e, de forma agressiva, trabalharam e votaram a favor do impeachment da ex-presidente. Uma das maiores traições partidárias da história da República. O povo tem memória.

No próximo dia 3 de maio, os olhos do Brasil estarão voltados para Curitiba, onde o ex-presidente Lula dará depoimento ao juiz Sérgio Moro. Não conheço nenhum artigo da Constituição que condene um brasileiro ou brasileira por causa do desejo de uma pequena parte da mídia e da opinião pública. Não tenho dúvida que em 2018 o ex-presidente Lula, mais uma vez, será reconduzido à Presidência da República.

* Sílvio Costa (PTdoB) é vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados.


Em nota oficial, PT de Pernambuco diz que o PSB está abalado com a última pesquisa da Uninassau e que falta autocrítica ao partido

Em nota oficial, PT de Pernambuco diz que o PSB está abalado com a última pesquisa da Uninassau e que falta autocrítica ao partido

PARTIDO DOS TRABALHADORES

DIRETÓRIO ESTADUAL EM PERNAMBUCO

 

NOTA OFICAL DO PT-PE

 

Abalado pela última pesquisa da Uninassau que indicou uma enorme rejeição popular e a ineficiência do Governo de Pernambuco, o PSB divulgou nota na qual, à falta de uma autocrítica e mesmo do que dizer, proferiu ataques desfocados contra tudo e contra todos.


Em sua nota, o PSB afirmou que as claras dificuldades de sua atual e apática gestão teriam sido criadas “pelas políticas equivocadas dos governos do PT”. Com esse tipo de justificativa falsa, manipula a história, ingressa de vez no terreno da ingratidão e se fixa no caminho conservador que já vem adotando há algum tempo.


Como é notório, as políticas e as prioridades dos governos petistas de Lula e Dilma colocaram Pernambuco e o Nordeste em novos patamares sociais e econômicos,  apontando rumos estruturadores para o País e para o seu povo, que ascendeu socialmente e saiu da fome aos milhões.


Sob o abrigo das políticas do PT, o nosso Estado afinal concluiu Suape e passou a refinar petróleo, a fabricar automóveis, a construir navios, a ter um novo parque industrial, a transpor águas, a construir a Transnordestina, a enfrentar a maior seca dos últimos 100 anos sem fome, sem saques e sem mortes de pessoas, dentre muitas outras transformações.


Também sob o abrigo e em razão direta dos Governos do PT, do qual o PSB participou até 2013, o governo de Pernambuco conheceu índices de aprovação expressivos que, até hoje, a pesquisa da Uninassau apura como uma duradoura avaliação positiva aos Governos de Eduardo Campos, ele mesmo um ex-ministro de Lula.


Depois de se afastar do PT e da sua própria linha histórica, o PSB mergulhou na conspiração para desestabilizar o Governo Dilma e para construir um ambiente de respaldo ao golpe parlamentar, desfechado com o apoio de todos os votos dos parlamentares do PSB e lançando a nossa democracia e o nosso País num abismo político e econômico, cujas consequências nefastas ficam visíveis cada vez mais.


Ora, construir o golpe e adentrar no Governo ilegítimo de Temer, indicando ministros a ele filiados ou à sua base de sustentação partidária, bem como votando nas suas medidas de supressão de direitos e de conquistas de nosso povo, é a real causa da rejeição popular e do precoce fracasso da gestão do PSB em Pernambuco.  Aliás, uma outra pesquisa, a do Ibope divulgada na sexta-feira, no sintomático dia 31 de março, evidenciou os índices de insatisfação e de ojeriza popular aos retrocessos que estão sendo impostos a Pernambuco e ao Brasil.


Envolvido pelas disputas internas de suas lideranças em conflito, geradoras de muitas manchetes desde que a eleição de 2016 se encerrou, o PSB deve se preocupar e responder pelos altos índices de violência do Estado; pela  falência dos programas de segurança pública; pelo sucateamento que promove na saúde; pelo desprezo aos profissionais de educação; pelo acelerado desmonte dos programas sociais que foram conquistas históricas do povo pernambucano e pelas obras inacabadas que o seu governo vem deixando.


Precisa refletir mais sobre o caminho que tomou, sobre ambas as pesquisas e sobre a memória histórica do dia em que foram divulgadas, o dia do golpe de 64, que foi construído em Pernambuco com um outro impeachment fraudulento, o do Governador Arraes, que se destacou na resistência, na defesa do estado democrático de direito e sempre combatendo medidas que sacrificam o povo, a sua soberania e os seus direitos.


 

Fora Temer !


 

Recife, 03 de abril de 2017.


 

BRUNO RIBEIRO

Presidente do PT-PE


A Falta de Segurança em Pernambuco Faz Caruaru  ser uma das cidades mais perigosas do mundo

A Falta de Segurança em Pernambuco Faz Caruaru ser uma das cidades mais perigosas do mundo

Em matéria da Revista The Economist Caruaru PE esta entre as cidades do mundo  com as mais altas taxas de homicídios.

 


 

 
COCAINE é cultivada principalmente na América do Sul, e traficado para o maior mercado do mundo, os Estados Unidos, através da América Central e do Caribe. As rotas terrestres se originam principalmente na Colômbia, e passam pelas pequenas nações de El Salvador, Honduras e Guatemala antes de atravessar o México. Não é de admirar, então, que a América Latina continue a ser a região mais violenta do mundo, não em guerra. De acordo com dados do Igarapé Institute, um think-tank brasileiro, 43 das 50 cidades mais assassinas do mundo no ano passado e oito dos dez melhores países estão na América Latina e no Caribe. Os conflitos entre quadrilhas, corrupção e instituições públicas fracas contribuem para os altos níveis de violência em toda a região.

O topo da classificação não mudou. Em 2015 e 2016, El Salvador foi o país mais violento do mundo, e sua capital, San Salvador, foi a cidade mais assassina. No entanto, os números mais recentes representam uma ligeira melhora: a taxa nacional caiu de 103 mortes por 100.000 pessoas em 2015 para 91 no ano passado e San Salvador de 190 para 137. A maioria dos analistas acredita que as forças de segurança do governo , Embora as políticas contra a criminalidade pouco ajudem a resolver as causas subjacentes da violência das gangues. Uma tendência descendente semelhante é evidente nas vizinhas Honduras: San Pedro Sula, que durante anos usou a coroa indesejável como a cidade mais assassina do mundo, agora ocupa o terceiro lugar.

No entanto, picos de violência nos países vizinhos sugerem que as políticas anti-gangues são meramente redistribuir os assassinatos geograficamente em vez de impedi-los. Acapulco, uma estância balnear da costa do México no Pacífico, registrou 108 homicídios por 100 mil pessoas no ano passado, colocando-a atrás de San Salvador. Isso reflete a tendência nacional: a taxa global do México subiu de 14,1 assassinatos por 100 mil pessoas para 17. Esse valor quase igual ao pico violento anterior das guerras de drogas do México, em 2011. Como resultado, seis cidades mexicanas estão entre as primeiras 50, mais três do que um ano antes. E não há nenhuma evidência de uma reversão em 2017. O número de assassinatos no México durante os dois primeiros meses de 2017 é o mais alto para janeiro e fevereiro desde que os registros começaram.

 

 
O meio da lista é dominado pelo Brasil: o segundo maior consumidor mundial de cocaína é o lar de metade de todas as cidades no ranking. Isso reflete principalmente sua grande população. Durante o ano passado, a violência tem mudado de lugar para lugar dentro do Brasil: a taxa de assassinato caiu nas maiores cidades, mas aumentou em menores. Em Maraba e Viamão, os homicídios aumentaram em 20% em um ano, enquanto em São Paulo, a cidade mais populosa do Brasil, os assassinatos caíram 55% entre 2014 e 2015. Diferentemente do México e da América Central, A taxa nacional de homicídios caiu de 29 por 100.000 em 2014 para 27 em 2015, o último ano para o qual os dados estão disponíveis. No entanto, por pura virtude de seu tamanho, o Brasil reina como capital do assassinato global do mundo: 56.212 pessoas foram mortas lá em 2015.
Somente dois países fora da América Latina contêm cidades no top 50: Estados Unidos e África do Sul. Na América, o único país rico nesta lista, um pico nos homicídios levou duas outras cidades, Detroit e Nova Orleans, a juntarem-se a St. Louis e Baltimore, que também figuravam na lista do ano passado. Cada um tem uma taxa que é cerca de dez vezes a média nacional de 4.9 homicídios por 100.000 pessoas. A África do Sul é o único país fora das Américas neste ranking. Duas novas cidades, Nelson Mandela Bay e Buffalo City, foram adicionadas à lista, principalmente porque a coleta de dados está melhorando no país. A taxa de homicídios na África do Sul subiu 5% no ano passado, embora outros crimes violentos caíram.
 

Eleição de Célia Sales: Um claro recado ao Governador Paulo Câmara

Eleição de Célia Sales: Um claro recado ao Governador Paulo Câmara

A eleição realizada neste domingo (02) em Ipojuca demonstraram fortemente a rejeição popular ao governo Paulo Câmara  que tem 74% de desaprovação.

Passadas as eleições, todo mundo pode ver que o ipojuquense  mandou vários recados a quem interessar possa nessa eleição municipal, mas talvez o mais claro desses recados é que ele está de saco cheio, e disse que não aguenta mais.

Analisando o resultado geral das eleições em Ipojuca, parece claro que o eleitor disse que não suporta mais essa forma de fazer política em Pernambuco, a hipocrisia, a mentira, a corrupção que sempre vem a reboque da disputa pelo poder.                                                                                                                                              

A saúde que não salva ninguém, a educação que não ensina, a segurança que não protege ao contra mata. É preciso mesmo dizer não.


VIDA DE PRESO POR QUEM ESTÁ PRESO

VIDA DE PRESO POR QUEM ESTÁ PRESO

"VIDA DE PRESO POR QUEM ESTÁ PRESO"
José Dirceu da Silva

Espelho é proibido. Vidro também. Então, pegue um prato grande que reflita sua imagem – e mantenha ele limpo sempre. Água mineral? Só com receita médica. A solução é ferver a água ou tomá-la “in natura” da torneira. Eu nunca tive problemas.

Saúde? É fácil cuidar. Bebida, cigarro, gordura, ou é proibido ou não existe simplesmente. Você pode pedir comida hipossódica e evitar excessos na sexta-feira, quando as famílias de todos os presos podem trazer comida. Embora o peso seja controlado. Nada que possa virar cachaça – a revista é rigorosa.

O preso deve fazer exercícios todos os dias. No meu caso, 71 anos, é light. O importante é manter os músculos lombares fortes. E as pernas. Flexão, abdominal, pesos, caminhadas. No meu caso, pelo menos 20 minutos diários. É importante tomar sol ou ingerir vitamina D – para mim, a recomendação é de 20 minutos diários. O banho de sol é de cinco dias por semana, mas na média são três por conta de chuva, normas de segurança, etc.

No mais, é ler, estudar e escrever, um pouco de tudo. Aqui tem biblioteca – e é boa. Em geral, literatura brasileira e mundial, auto-ajuda, espiritismo, cristianismo, catolicismo, correntes evangélicas. Nossos clássicos – e outros atuais — estão à disposição. Há cursos de alfabetização.

Na cadeia, você passa a dar importância às pequenas coisas. À rotina. À limpeza coletiva em sistema de rodízio. E, muito, à disciplina.

Preso primeiro chora, depois chama a mãe e seus santos, e faz remissão. Cada três dias trabalhados valem um dia de pena cumprida; cada livro lido e resenhado vale mais quatro dias; cada 12 de estudo, um dia de remissão. Assim, em 12 meses, o preso pode remir seis meses, cinco em geral.

Fora a remissão, o trabalho, a leitura, o estudo e a escrita transformam a prisão em vida produtiva e criativa, além de passar o tempo de maneira útil e agradável.

A luta do preso é para viver na cadeia “uma vida normal”, de rotina, dormir sem indutor do sono, as horas necessárias, trabalhar oito horas — e ter horas de lazer, de convivência comum. Para os jogos – dominó e xadrez –, futebol, exercícios e caminhadas, agregar “conversa fiada”, contar estórias, falar da família, da vida, dos processos, dos amores proibidos, da liberdade … dos filhos e esposas.

Preso tem que manter cela, corredor e banheiros coletivos limpos, duas vezes por semana; tem que lavar as cuecas (a roupa é lavada na lavanderia do presídio).
Preso pode receber material de higiene pessoal e de limpeza – um Sedex com o básico de uma cesta familiar, observando as questões de segurança. Tudo de que um preso precisa para sobreviver. Os itens são básicos mesmo, nada de supérfluos.

A comida é simples, mas suficiente. No café da manhã, café com leite, pão e manteiga. No almoço e na janta, feijão (pouco, ou porque azeda ou porque está caro), muito arroz, carne e legumes. De carne, só frango – peito! – ou carne de vaca moída ou em tiras. Ninguém pode dizer que a comida não é honesta. Dá pra sobrevier – e bem. O problema é a mesma comida meses, anos…

Mas a comida que a família traz, às sextas feiras, dia de visita, resolve a monotonia. Todas as sextas feiras, das 13 e 30 às 16 horas, preso recebe visita da família – duas pessoas. Na verdade, é o único momento em que o preso sente a liberdade, o afeto, o amor e a esperança.

Quem manda?u

Mandela dizia que a pessoa mais importante na vida do preso é o carcereiro. Ele tinha toda a razão. Manter uma relação respeitosa e civilizada com a direção do presídio e com os agentes é questão básica, direitos e deveres, como tudo na vida. No caso dos presos, direitos e deveres regulados pela Lei de Execuções Penais e pela direção do presídio.

Presídio é, no Brasil, por definição, um lugar de alta periculosidade e insalubridade, onde falta tudo. Na verdade, não há recursos orçamentários para manutenção e reforma, mesmo tendo mão de obra de graça, a dos presos. Os recursos não dão para o custeio. E isso com educação e saúde sendo obrigações do Estado.
A escola e o posto de saúde são ligados à estrutura administrativa do estado na região – no nosso caso, a escola é o “Faraco” e o centro médico, o CMP- Complexo Médico Penal?

O mais grave problema, inclusive aqui, no Paraná, mesmo no CMP – hoje um misto de “cadeião” e hospital – é a falta de trabalho, de colônias agrícolas e industriais, e de escolas. O trabalho e o estudo devem ser obrigatórios para o preso, insumo básico para a ressocialização e a qualificação, além de suas repercussões na remissão da pena.

Sem trabalho, sem estudo, amontoados em celas superlotadas, os 650 mil presos do país são presas fáceis para o crime organizado. Pior, vivem numa situação degradante e violenta que os transformam em cidadãos violentos, quando não em criminosos violentos.

Uma combinação mortal – aumento das penas, crimes hediondos e criminalização do usuário de droga – fez explodir a população carcerária em regime fechado. Com progressão só com 25% da pena cumprida, e sem indulto.
O mais grave é a incapacidade do Judiciário-MPF e dos juízes frente a um quadro de injustiça e ilegalidade único – 40% dos presos são provisórios, não julgados. A tudo isso, soma-se a superlotação e degradação dos presídios. Fora a corrupção ou mesmo o controle dos presídios pelo crime organizado.

Quem são os responsáveis por esse estado de coisas? Os juízes das Varas de Execuções Penal responsáveis pelas penitenciárias e os conselhos e secretários de Segurança e/ou Justiça.

Na realidade, agentes do Estado, omissos e responsáveis pela situação que estamos vivendo.

Situações paliativas, como recorrer aos famosos “mutirões” para tirar da cadeia os presos que ali estão sem condenação em Segunda Instância, não resolvem. Só postergam ou problema. Também não é saída o recurso à reclusão de segurança máxima, recomendada em casos determinados.

O que pode abre a luz no fim do túnel é uma mudança radical da política penal e penitenciária. Trabalho e estudo, qualificação do preso, separá-lo pelo tipo de crime e pena. Mudar radicalmente o sistema pena: progressão da pena, penas menores para crimes não violentos, semi-aberto domiciliar com controle eletrônico, penas de multa e pecuniárias, trabalho comunitário, perda de patrimônio e função pública.

O preso produtivo, além de manutenção e reforma dos presídios, pode produzir móveis, material esportivo, equipamentos em geral, roupas, trabalhar em obras, infraestrutura pública etc. E os contratos, entre o Estado e empresas, quando for o caso, podem ser administrados por entidades sem fins lucrativos.

Decisão política

Falta vontade política e decisão de mudar radicalmente a política penal e penitenciária.

Quando você convive com a dedicação dos professores, o profissionalismo dos agentes e profissionais de saúde, em condições especiais da profissão (estamos falando de uma cadeia); com presos que trabalham e estudam, no caso do semi-aberto; a conclusão, simples, é que é, sim, possível mudar o sistema. E reintegrar os presos.

O horizonte está no aprisionamento com progressão da pena. Desde que cumpridas as exigências da lei, o tempo de prisão e a remissão por trabalho-estudo.


Temer e Mendonça Filho acaba com o Ciências sem Fronteiras

Temer e Mendonça Filho acaba com o Ciências sem Fronteiras

Depois de acabar com as garantias trabalhistas, o governo de Michel Temer decidiu também enterrar um programa na área de educação criado pela presidente deposta Dilma Rousseff: o Ciência sem Fronteiras, que concede bolsas de estudos a alunos brasileiros em universidades dos Estados Unidos e da Europa.

A alegação oficial do ministro Mendonça Filho é a de que o programa não traz resultados e os recursos, da ordem de R$ 3,2 bilhões, podem ser usados em outras finalidades, como compra de merenda escolar para alunos da educação básica. Em 2015, o programa consumiu cerca de R$ 3,2 bilhões, enviando alunos principalmente para universidades americanas e europeias.

A informação foi dada, neste domingo (02) pelo colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim.


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