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Marielle assombra Flávio Bolsonaro mais morta do que viva

Marielle assombra Flávio Bolsonaro mais morta do que viva

Não se pode voltar a matar os mortos, mas sua memória, sua força de denúncia, seu legado ainda continuam vivos. Nos julgam e nos perseguem

 

Um jornalista italiano costumava me dizer que, às vezes, deveríamos temer mais certos mortos do que os vivos. Os mortos, de fato, não se pode voltar a matar, enquanto sua memória, sua força de denúncia, seu legado ainda continuam vivos. Nos julgam e nos perseguem.

 

O pesadelo que vive hoje, por exemplo, o senador eleito Flávio Bolsonaro, o filho mais velho do presidente da República, me fizeram lembrar daquele amigo distante.

 

O jovem Flávio é hoje objeto de investigação por suspeita de ter estado supostamente envolvido, quando era deputado estadual do Rio de Janeiro, em maracutaias de corrupção e obscuras amizades com milícias criminosas através de seu assessor e motorista oficial, o ex-policial militar Fabrício Queiroz, amigo de sua família desde 1980, em cuja conta bancária foram registrados movimentos milionários muito acima de suas possibilidades financeiras.

 

O “escândalo Flávio”, como já é conhecido, e que é um espinho no início do Governo presidido por seu pai, se complicou significativamente ao ter aparecido em seu caminho a sombra do assassinato de Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, que comoveu o Brasil e cujos culpados ainda não foram identificados. É como se a jovem ativista feminista tivesse se levantado do túmulo para intervir no assunto.

 

Nas investigações levadas a cabo há quase um ano para descobrir os responsáveis pelo assassinato de Marielle apareceram os rastros de velhos amigos do senador eleito, hoje supostos responsáveis e executores do crime. Entre os apontados como possíveis suspeitos do assassinato da feminista aparece, por exemplo, o ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega, de 42 anos, hoje fugitivo. Sabe-se que a mãe e a mulher do temido e suposto assassino de Marielle figuravam até alguns meses atrás como assessoras do deputado Flávio, enquanto seu outro assessor e motorista, o ex-policial militar Fabrício Queiroz, é amigo de longa data de Magalhães, também chefe do temido Escritório do Crime, que reúne matadores especiais que agem a soldo e em seu nome.

 

É como se Marielle, desde o além, tivesse começado a desfazer o novelo de uma trama cujo objetivo ainda desconhecemos e da qual o presidente Bolsonaro queria se desfazer o mais rapidamente possível para evitar turvar seu Governo. Agora, por exemplo, se lembra de que quando a ativista social foi assassinada Flávio foi o único deputado do Rio de Janeiro que se recusou a apoiar a condecoração póstuma da medalha Tiradentes a Marielle. Hoje justifica seu gesto dizendo que a então vereadora de esquerda não tinha se destacado especialmente. Caberia perguntar por que então acabaram com sua vida se era tão insignificante.

 

No entanto, já em 2003 e 2004, o então deputado estadual havia condecorado duas vezes Magalhães, hoje suspeito do assassinato de Marielle, por “seu brilhantismo e galhardia”, e até lhe havia concedido a máxima condecoração, a Medalha Tiradentes, que negaria à feminista depois de assassinada.

 

 

A verdade é que Marielle, no momento em que foi assassinada era uma lutadora contra a violência dos esquadrões paramilitares das milícias, que, embora nascidos para se contrapor aos traficantes que assombravam as favelas, acabaram se tornando, e continuam sendo, tanto ou mais cruéis e perigosos que os traficantes de drogas. E Marielle significava naquele momento a antítese da filosofia bolsonariana e sua visão dos diferentes. Era negra, feminista, lésbica, casada com uma mulher, defensora dos direitos humanos, da esquerda radical e ao mesmo tempo feliz e de bem com a vida e inimiga declarada das milícias.

 

Justamente daquelas milícias da favela do Rio das Pedras, na zona oeste do Rio, onde dominam o território. Hoje se sabe que a grande maioria dos votos dessa região serviu para eleger Flávio como senador. No ano passado ele considerou que Marielle tinha menos méritos para receber a Medalha Tiradentes dos que atribuiu anos atrás ao seu hoje provável assassino.

 

O filho do presidente sempre manteve uma visão romântica das milícias do Rio como defensoras dos perseguidos pelos narcotraficantes nas favelas. Seu pai, hoje presidente, quando ainda era deputado federal em Brasília, ia mais longe do que ele. Chegou a elogiar as milícias por sua missão como “grupos de extermínio” com estas palavras: “Enquanto o Estado não tiver a coragem de adotar a pena de morte, o crime de extermínio será bem-vindo”. Foi também o único candidato à presidência que não se manifestou sobre o assassinato de Marielle.

 

É possível que, tendo em vista que a ativista de direitos humanos se revirou perigosamente em seu túmulo para perturbar os sonhos do pai e do filho, estes estejam arrependidos de não terem sido mais condescendentes com a jovem feminista e mais solícitos para descobrir seus assassinos. E o pior, como dizia meu colega jornalista italiano, é que já não se pode voltar a matar os mortos.

 

 

JUAN ARIAS 

EL-PAÍS


ESCONDIDINHO DO PLANALTO

ESCONDIDINHO DO PLANALTO

Receita: 

 

Junte 25 dias de vergonha
 

Adicione 48 envelopes de Queiroz
 

 

Acrescente um filho envolvido com milícias 
 

Misture tudo com o silêncio de Moro
 

E determine a lei da mordaça no governo
 

Unte a cara com óleo de peroba
 

Fuja da imprensa 
 

Pronto. Agora, é só servir ao Brasil!

 


Demarcação das Terras Indígenas Já!

Demarcação das Terras Indígenas Já!

O Brasil já é o país mais perigoso do mundo para ativistas e defensores da terra e do meio ambiente. Conforme Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil (2017), publicado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), foram registrados 128 casos de suicídio, 110 assassinatos e 702 ocorrências de mortalidade infantil. O genocídio indígena no país se agrava com os ataques sistemáticos e criminosos do desgoverno Bolsonaro aos direitos dos povos indígenas, a exemplo do desmonte dos organismos governamentais de proteção das populações originárias, com destaque para a Funai e para o Serviço Florestal Brasileiro. 

 

Tais medidas visam pagar as dívidas contraídas com os setores do agronegócio, madeireiras e mineradoras que apoiaram seu plano presidencial, assim como objetivam cooptar a “bancada do boi” para avalizar seus projetos antipovo. Tudo isso indica que a estratégia do atual governo brasileiro não será orientada para o ordenamento do território e para a solução.

 

Carlos Veras

Deputado Federal do PT-PE


Breno Altman:

Breno Altman: "Elite parasita e corrupta comanda o golpe na Venezuela"

Interesses econômicos dos EUA nas riquezas naturais ajuda a entender o "ódio" a Maduro dentro e fora do país

 

A crise política e econômica enfrentada pelo presidente Nicolás Maduro na Venezuela foi provocada pela conjugação de interesses entre os Estados Unidos e seus aliados, de olho nas riquezas minerais do país, e a própria burguesia venezuelana. Essa é a interpretação de Breno Altman, jornalista e fundador do portal Opera Mundi, sobre a tentativa de golpe registrada nesta quarta-feira (23). Para ele, as manobras dos últimos dias não têm o objetivo de fortalecer a democracia.

 

Altman classifica a elite venezuelana como “parasita” e “corrupta”, acostumada a viver da renda do petróleo e do desvio de dinheiro público. Em relação ao reconhecimento do governo autoproclamado de Juan Guaidó pela diplomacia brasileira, o jornalista aponta que o bolsonarismo faz um "jogo de subserviência" aos EUA e, ao mesmo tempo, aproveita-se para atacar os setores progressistas do Brasil – que manifestaram apoio ao governo Maduro.

 

Confira os principais momentos da entrevista:

Brasil de Fato: O que motiva a pressão internacional sobre a Venezuela?

Breno Altman: São duas razões fundamentais que mobilizam os EUA e seus aliados na questão venezuelana. A principal é o controle das riquezas naturais, principalmente do petróleo, mas também do gás e do ouro. Cada vez mais, essas riquezas naturais são fundamentais para o desenvolvimento do capitalismo. Portanto, ter o controle, através das suas corporações, é um elemento essencial para o crescimento da lucratividade do capitalismo.

 

A segunda razão é geopolítica. O mundo assiste hoje a uma crescente polarização entre EUA e China. Os americanos [estadunidenses] estão se posicionando para se defender do avanço da economia chinesa pelo mundo.

E como a Venezuela se encaixa nessa nova configuração geopolítica?

O espaço fundamental dessa disputa hegemônica [entre EUA e China] acontece justamente na Venezuela. É um país de grande importância na América do Sul, por suas riquezas naturais e pelo seu papel estratégico na disputa por hegemonia.

 

Mesmo depois de uma ofensiva conservadora que já dura mais de dez anos, que conseguiu derrubar os governos progressistas no Brasil, na Argentina e em outros países, a Venezuela é um bastião de resistência contra a hegemonia americana na América do Sul. E é também um país aliado da China e da Russia. É por isso que os EUA querem derrubar o governo Maduro.

Qual é a "cara" da oposição ao governo de Nícolas Maduro?

Os principais quadros da oposição conservadora da Venezuela vêm das elites, da burguesia e das camadas médias altas. Ela é uma burguesia parasitária, ou seja, parasita ao redor do petróleo.

 

A atividade da burguesia, desde que o petróleo passou a ser a principal atividade econômica do país, é a importação e a exportação. Ela se apropria dos recursos do petróleo, importa bens e vende esses bens no mercado interno.

 

O termo que se usava antigamente para definir isso era uma "burguesia compradora". É uma burguesia que não está comprometida com o desenvolvimento do país, com a industrialização, com nada disso. Ela parasita na renda do petróleo. Como, a partir do governo Hugo Chavez, esse parasitismo foi interrompido, foram fechados os dutos pelos quais a renda do petróleo passava para a burguesia parasitária da Venezuela, isso gerou uma oposição tremendamente raivosa.

 

Como se deu esse processo?

O chavismo tirou o “ganha-pão” de parte expressiva das classes dominantes e da classe média alta. Porque essa transmissão da renda do petróleo para a burguesia se dava por meios legais e ilegais. Por contratos superfaturados da PDVSA com empresas capitalistas, parte destes contratos era fraudada.

 

A Venezuela chegou a ser um dos países com o maior número de fundações do mundo. O que eram essas fundações? Um grupo de ricos de um determinado bairro criava uma fundação com foco em uma determinada ação social, recebia da PDVSA dez milhões de dólares para essa fundação e colocava um milhão em algum "projetinho" e embolsava nove milhões de dólares. Era esse o mecanismo que existia por lá.

 

Nas últimas 25 eleições, desde 1998, o chavismo venceu 23 e perdeu duas só. A maioria população do país apoia o projeto socialista?

Sim, o chavismo construiu uma maioria sólida ao longo de vinte anos. É evidente que a crise econômica afetou essa maioria. Houve um abalo em 2015, quando perdeu a maioria para a Assembleia nacional, mas ainda assim o chavismo tem conseguido manter, não uma maioria sólida como antes, mas uma maioria relativa.

 

Levando-se em conta as sanções internacionais, a pressão midiática, a sabotagem, a guerra econômica e todas as outras dificuldades, considerando todas as medidas de desestabilização às quais foram submetidas o chavismo e o governo Nicolás Maduro, ter mais da metade do país apoiando o Maduro é um ativo político extraordinário.

 

Qual o papel da assembleia nacional venezuelana nesta manobra de golpe?

É o papel central. A estratégia do golpismo na Venezuela, desenhada pela Casa Branca, é a instituição do governo interino a partir do único foro controlado pela direita, que é a Assembleia Nacional.

 

A tese do golpe passa por criar uma institucionalidade que possa funcionar como uma ferramenta para dividir as Forças Armadas, para então abrir espaço para o chamado “apoio internacional”.

 

A Assembleia Nacional é a fonte da institucionalidade deste governo interino autoproclamado, que passa a receber o apoio dos países que são inimigos do chavismo. E também pode vir a receber os fundos venezuelanos que estão congelados nos EUA. O Trump pode decidir que o governo interino é o legítimo controlador desses fundos financeiros e transferir para a Assembleia Nacional a gestão dos fundos que foram congelados como parte das sanções contra o governo Maduro.

 

E qual poderia ser a consequência disso?

 

Esses fundos podem ser usados, por exemplo, para a Assembleia financiar as suas próprias Forças Armadas. Em uma situação de conflito, com levante de quartéis, com o início de um cenário de guerra civil, este governo interino pode pedir apoio internacional e a OEA (Organização dos Estados Americanos) poderia enviar uma das suas famosas missões de paz – que outra coisa não é do que intervenção estrangeira. Sob um manto de missão de paz, poderiam então agregar um determinado número de países, para estabelecer uma força de intervenção para derrubar o governo Maduro.

 

O governo brasileiro reconheceu rapidamente o governo autoproclamado na Venezuela. Que interesse pode haver por trás desse movimento?

 

Isso faz parte do projeto do "bolsonarismo" de alinhamento automático com o Departamento de Estado Norte-Americano. O Bolsonaro acredita que, quanto mais próxima, íntima e carnal for a sua aliança com os EUA, mais fácil para que os fluxos internacionais de capital venham para o Brasil.

 

A lógica é de uma dependência estrita aos centros capitalistas mundiais, e a solidariedade aos interesses americanos é fundamental. Um segundo elemento a ser levado em conta é que esse alinhamento contra o governo legítimo da Venezuela faz parte da guerra política, ideológica e cultural que o bolsonarismo faz dentro do Brasil contra as forças progressistas. De certa maneira, o governo Bolsonaro mira o governo Nicolás Maduro para acertar a esquerda brasileira.

 

 

 

Edição: Daniel Giovanaz

Juca Guimarães

Brasil de Fato


Kremlin acusa EUA de tentarem usurpar poder na Venezuela; China se opõe a interferência externa

Kremlin acusa EUA de tentarem usurpar poder na Venezuela; China se opõe a interferência externa

Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, participa de manifestação em apoio a seu governo em Caracas 23/01/2019 Palácio Miraflores/Divulgação via REUTERS

 

MOSCOU/BRUXELAS (Reuters) - A Rússia acusou os Estados Unidos de tentarem usurpar o poder na Venezuela e advertiu contra uma intervenção militar norte-americana no país, assumindo posição contrária à de Washington e da União Europeia, que apoiaram protestos contra um dos principais aliados de Moscou.

 

 

O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó se autodeclarou presidente interino do país na quarta-feira, ganhando o apoio de Washington e da maioria da América Latina e fazendo com que o presidente socialista Nicolás Maduro, que lidera o país rico em petróleo desde 2013, rompesse os laços diplomáticos com os Estados Unidos.

 

 

A perspectiva da deposição de Maduro representa uma dor de cabeça geopolítica e econômica para Moscou que, junto com a China, tem se tornado um credor de Caracas, emprestando bilhões de dólares ao país. Moscou também tem fornecido apoio às Forças Armadas e à indústria petrolífera venezuelana.

 

 

Nesta quinta-feira, a Rússia acusou Washington estimular protestos de rua na Venezuela e de tentar derrubar Maduro, que chamou de presidente legítimo do país.

 

 

“Nós consideramos que a tentativa de usurpar a autoridade soberana na Venezuela contradiz e viola a base e os princípios da lei internacional”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

 

 

Peskov disse que a Rússia não recebeu um pedido de ajuda militar por parte da Venezuela e se recusou a dizer como o país responderia se recebesse. Maduro, que se encontrou com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou em dezembro, é o presidente legítimo da Venezuela, disse Peskov.

 

 

O Ministério de Relações Exteriores da Rússia também se pronunciou, afirmando que Washington está tentando determinar o destino de outros países utilizando a conhecida estratégia de derrubar governos que o desagradam.

 

 

 

A chancelaria também disse para Estados Unidos não intervirem militarmente, advertindo que uma interferência externa pode levar a um massacre. “Nós alertamos contra um aventureirismo do tipo que é carregado de consequências catastróficas”,

 

 

O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, também ofereceu apoio a Maduro.

“Meu irmão Maduro! Mantenha a cabeça erguida, nós estamos com você”, disse Erdogan, segundo publicação do porta-voz presidencial Ibrahim Kalin no Twitter.

 

 

A China, grande credora de Caracas, também expressou apoio a Maduro, dizendo se opor a qualquer interferência externa na Venezuela e apoiar esforços para proteger a independência e estabilidade do país.

 

 

“A China apoia os esforços feitos pelo governo venezuelano para proteger a soberania, a independência e a estabilidade do país”, disse a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês Hua Chunying em um entrevista coletiva de rotina em Pequim.

 

 

“Quero enfatizar que as sanções externas ou interferências geralmente tornam a situação mais complicada e não ajudam a resolver os problemas reais”, acrescentou.


Gleisi critica Trump e Bolsonaro por reconhecer Guaidó como presidente

Gleisi critica Trump e Bolsonaro por reconhecer Guaidó como presidente

A presidenta do PT afirma que Maduro foi eleito em um processo eleitoral legítimo e a decisão dos governos do Brasil e EUA podem causar instabilidade na América Latina

 
 

A presidenta do PTGleisi Hoffmanncriticou o posicionamento de Bolsonaro e Trump em reconhecer o líder da Assembleia Nacional daVenezuela, Juan Guaidó, como presidente interino do país. Para ela, Nicolás Maduro foi eleito de forma democrática, em um processo eleitoral legítimo, e a decisão dos governos dos EUA e Brasil podem criar um efeito de instabilidade em toda aAmérica Latina, segundo noticiou O Globo.

 

 

Gleisi afirmou que essa “não é a forma de resolver conflitos. Qual é a legitimidade de um presidente norte-americano para reconhecer um presidente de outro país, sendo que esse país passou por um processo eleitoral? Critique-se ou não, o processo foi feito dentro das regras constitucionais da Venezuela. E lá, o voto é facultativo e teve candidatura de oposição”.

 

 

Ela também relembrou que o ex-presidente Lula sempre utilizava o diálogo para resolver os conflitos. “Eu lembro que o Lula fazia muito isso. Todo dia que tinha crise na Venezuela, a oposição venezuelana também o procurava para ajudar na mediação, no estabelecimento de relacionamento. Depois de 2015, nós não tivemos mais nenhuma mediação com a Venezuela. Ou seja, o chanceler brasileiro não sentou mais. Por que eu estou falando do Brasil? Porque o Brasil é o maior país que temos na América Latina. Então, tem peso político e econômico. O Brasil tinha de chamar as partes para conversar, para ver como poderiam chegar a um consenso”.

 

 

Para ela, o interesse do governo dos EUA em se opor a Maduro é apenas por interesse na reserva de Petróleo do país, que é a maior do mundo. “Só tem um entendimento: a força do petróleo venezuelano que está fazendo isso. Ou seja, os americanos têm interesse no país que é a maior reserva de petróleo do mundo”.

 

 

“Imagina se a moda pega? Vamos ter o presidente dos Estados Unidos, do Brasil, de outros países interferindo na soberania dos países? É mais grave ainda o governo brasileiro se posicionar favorável, porque pode levar a uma intervenção com a força bruta. O presidente Bolsonaro vai enviar tropas brasileiras para Venezuela? Com que dinheiro? Colocando em risco a vida dos brasileiros?”, contestou.

 

 

Da Redação da Agência PT de Notícias com informações do Globo


Governo vai mexer no vale-refeição do trabalhador brasileiro

Governo vai mexer no vale-refeição do trabalhador brasileiro

Medida desestimula empresas a arcarem com direito e a conta chegará para o povo 

 

A Coordenação Geral de Tributação, órgão da Receita Federal, decidiu que o vale-refeição e alimentação, pagos em vales, cartões ou dinheiro agora fazem parte do salário do trabalhador e portanto devem sofrer cobrança de contribuições previdenciárias.

 

 

A ação desestimula ainda mais as empresas a arcarem com este tipo de despesa e deixam o povo cada vez menos assistido no trabalho, que terá impacto na folha salarial.

 

 

O Sindpd (sindicato dos trabalhadores de tecnologia de informação de São Paulo) informou ao jornal Destak que com a decisão, “o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), fica ameaçado, uma vez que a Receita impõe caráter salarial ao benefício, taxando as empresas em 20% e os trabalhadores, em 8%.

 

 

Antonio Neto, presidente da instituição acrescenta. “A partir do momento em que ela taxa o vale-refeição e alimentação do trabalhador, toda uma cadeia que depende desse benefício entrará em colapso.Esse benefício não tem natureza salarial, e por isso não pode sofrer incidência de contribuições.”

 

 

reforma Trabalhista, aprovada por Temer e endossada por Bolsonaro, já está mostrando as garras e quem paga a conta é o povo.

 

 

Procurada pela reportagem do Destak, a Receita Federal fez como costuma fazer Jair Bolsonaro, não se pronunciou.

 

 

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do jornal Destak e do jornal O Tempo


Frente Brasil Popular: Nota de apoio ao presidente da Venezuela Nicolás Maduro

A Frente Brasil Popular, diante dos atentados à soberania nacional e à democracia da Venezuela por parte do governo dos Estados Unidos e do Brasil, manifesta seu apoio e solidariedade ao povo venezuelano. A Venezuela tem um presidente legitimamente eleito pelo voto popular, em 10 de maio de 2018 e se chama Nicolás Maduro.

É importante destacar que o papel do Brasil por sua história, características geográficas e territoriais, deve ser de auxiliar o país vizinho a cessar os conflitos internos, reestabelecer o equilíbrio, a paz e o crescimento econômico. Qualquer instabilidade do país afeta de forma majoritária a classe trabalhadora.

O sistema eleitoral para a escolha do presidente da Venezuela foi o mesmo utilizado nas eleições parlamentares de dezembro de 2015, nas quais resultou vencedora a oposição venezuelana. Na eleição em que Maduro foi eleito, em maio de 2018, o sistema automatizado passou por 18 auditorias todas acompanhadas pelo Conselho Nacional Eleitoral. Participaram da eleição 16 partidos políticos agregados em seis candidaturas: Nicolás Maduro, Henri Falcón, Javier Bertucci, Reinaldo Quijada, Francisco Visconti Osorio e Luis Alejandro Ratti (os dois últimos decidiram se retirar).

Não é de hoje que o povo venezuelano resiste às tentativas de intervenção daqueles que querem usurpar o seu petróleo e as suas forças de trabalho. Em um tempo mais recente, precisamente em 2002, os representantes dos Estados Unidos já fizeram ação parecida em que o povo saiu vitorioso. 

Novamente sairá vitorioso. O futuro de um país governado a partir de Washington será fadado a ser um país miserável, sem independência e soberania.

São Paulo, dia 23 de janeiro de 2019.
Frente Brasil Popular


Em Petrolina, presidente da Compesa defende fim do impasse com prefeitura para executar obras na cidade

Em Petrolina, presidente da Compesa defende fim do impasse com prefeitura para executar obras na cidade

Para destravar o impasse sobre a concessão de água e esgoto em Petrolina, os Ministérios Público Federal e Estadual sugeriram que seja feita a repactuação do acordo entre a Compesa e a Prefeitura de Petrolina a partir da elaboração de um Plano de Metas, para que os investimentos possam acontecer e beneficiar a população do município. A audiência ocorreu na manhã desta quarta-feira, 23, com a participação do presidente da Compesa, Roberto Tavares,  do prefeito do município, Miguel Coelho, do procurador Filipe Albemaz Pires e da promotora Rosane Cavalcanti, realizada na sede do Ministério Público Federal, em Petrolina.

A Compesa e a prefeitura terão a missão de fazer, nos próximos 30 dias, levantamentos conjuntos da atual situação dos sistemas de água e esgoto do município, além da relação das áreas urbanas ainda não saneadas para que possa servir de subsídios para elaboração da minuta do Plano de Metas. A primeira apresentação do documento ficou marcada para o dia 12 de março, quando serão apresentadas as condições para encerrar as pendências jurídicas que permitam a Compesa realizar as obras.

Durante a audiência, o  presidente da Compesa Roberto Tavares apresentou um histórico dos investimentos da Compesa na cidade nos últimos dez anos, da ordem de R$ 200 milhões, e explicou que a companhia já tem recursos assegurados para recuperar toda a rede coletora das bacias do Dom Avelar e do Antônio Cassimiro,  no valor de R$ 38 milhões, provenientes de um financiamento  da Compesa obtido junto à Caixa Econômica Federal. No entanto, os recursos ainda não foram utilizados por causa da insegurança jurídica em relação à ameaça da perda da concessão de água e esgoto, por parte da Prefeitura de Petrolina.  “Toda vez que a prefeitura de Petrolina fica nesse entrave com Compesa, a população sai prejudicada.  Em 2012, foram rompidos os contratos, o que provocou essa insegurança jurídica e a Compesa está impedida de executar investimentos com recursos financiados. Se fecharmos um acordo, poderemos executar os serviços e concluí-los em dois anos”, afirmou Roberto Tavares.

Segundo ranking divulgado pelo Instituto Trata Brasil em 2018, Petrolina foi a cidade do Brasil que mais avançou na ampliação dos serviços de esgotamento sanitário nos últimos anos. No relatório de 2010 divulgado pelo Instituto, Petrolina ocupava a 67ª posição. Em 2018, o Trata Brasil mostrou Petrolina na 15ª posição. O município conta com 72% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto e tem a mais moderna Estação de Tratamento de Esgotos, inclusive com Certificação ISO 14.001.


Senador Humberto Costa (PT-PE): O sangue de Marielle Franco respinga no gabinete de Flávio Bolsonaro

Senador Humberto Costa (PT-PE): O sangue de Marielle Franco respinga no gabinete de Flávio Bolsonaro

A descoberta da ligação direta entre milicianos do comando do Escritório do Crime, no Rio de Janeiro, e Flávio Bolsonaro é extremamente grave. O sangue de Marielle Franco respinga no seu gabinete. É mais um elemento assombroso nessa história ainda sem explicação.


Compesa identifica furto de água na Adutora de Afogados-Tabira, no Sertão do Pajeú

Compesa identifica furto de água na Adutora de Afogados-Tabira, no Sertão do Pajeú

Após constatar uma queda significativa no volume de água na chegada em Tabira, no Sertão do Pajeú, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) iniciou uma intensa ação de fiscalização ao longo da Adutora de Afogados-Tabira, que abastece a cidade. Os planos da Compesa é percorrer toda adutora, que possui 20 quilômetros de extensão, de Tabira a Afogados da Ingazeira, e também vistoriar cerca de 300 imóveis (comerciais e residenciais) ao longo desse trajeto, às margens da PE-320, em busca de possíveis irregularidades e furtos de água na rede de abastecimento.

 

Na segunda semana de fiscalização, as equipes da Compesa já identificaram diversas irregularidades, sendo a de maior porte uma ligação clandestina encontrada no Sítio São Joaquim, uma chácara de lazer situada na área rural de Afogados, onde há piscinas, bicas e funciona um bar. As tubulações foram retiradas na entrada da propriedade e a companhia registrou um boletim de ocorrência, para que a polícia civil identifique os responsáveis pelo furto de água. Até agora, foram vistoriados 103 imóveis localizados na PE-320, mesmo trajeto da adutora, nos quais os técnicos da companhia localizaram quatro ligações clandestinas, um desvio de medição (Bypass), além de uma residência que estava irregularmente abastecendo a casa vizinha.

 

A Compesa calcula que a principal causa da redução de 10% na vazão de água tratada transportada para Tabira se deve aos furtos de água. “A prática dessas irregularidades acaba prejudicando toda a população. Como reduziu a quantidade de água que chega na cidade, fomos obrigados a aumentar o rodízio de abastecimento”, explica o coordenador da Compesa em Afogados da Ingazeira, Washington Jordão, acrescentando que a companhia atende 29 mil pessoas em Tabira. “Por isso, só vamos finalizar as ações de fiscalização quando recuperarmos esse volume que está sendo desviado”, informa o coordenador. Só a ligação clandestina encontrada no Sítio  São Joaquim corresponde a um terço do volume de água furtado da Adutora Afogados-Tabira. Os proprietários do imóveis residenciais onde foram encontradas as outras quatros ligações clandestinas, assim como o desvio de medição, serão multados pela Compesa. Já o dono do imóvel que estava abastecendo o vizinho foi notificado pela companhia e, se persistir na irregularidade, passará  a pagar pelo consumo de duas economias.


Pernambuco: Habemus Deputada Federal

Pernambuco: Habemus Deputada Federal

Conheça Marília Arraes, deputada federal eleita em Pernambuco

A parlamentar é a quarta mulher eleita deputada federal na história do estado. Ela promete lutar contra a reforma da Previdência e demais ameaças aos trabalhadores  
 
 
 
 
 
Única mulher eleita para a Câmara Federal de Pernambuco e a segunda mais bem votada do estado, com 193.108 votos, Marília Arraes se mostra como grande defensora dos interesses do povo.

 

 

 

 

Quarta mulher eleita deputada federal na história de Pernambuco, Marília é comprometida com as causas sociais e com os direitos civis, trabalhistas e humanos.

 

Esteve a frente do grupo de parlamentares e lideranças que coordenou a resistência contra o golpe de 2016, as reformas golpistas, o avanço do fascismo e do discurso de ódio, as ameaças contra a democracia e toda a perseguição política-jurídica-midiática contra o ex-presidente Lula.

 

Filiou-se ao PT em 3 de março de 2016 e teve sua ficha de filiação abonada pelo ex-presidente Lula durante a festa dos 36 anos do Partido dos Trabalhadores, no Rio de Janeiro.

 

Entre os anos de 2009 e 2010 atuou como presidente da Comissão de Políticas Públicas da Juventude, e em 2011, tornou-se a primeira mulher a presidir a Comissão de Legislação e Justiça.

 

Em outubro de 2016, Marília disputou mais uma vez as eleições municipais, concorrendo ao seu terceiro mandato. Foi eleita com 11.872 votos, uma das votações mais expressivas entre os parlamentares do Partido dos Trabalhadores nas regiões Nordeste, Norte, Sul e Centro-Oeste.

 

Formada em direito pela Universidade Federal de Pernambuco, começou sua militância no movimento estudantil, local onde promoveu debates acerca de gênero e pluralidade de direitos, além de trabalhar em projetos de melhorias para conservação do patrimônio da universidade.

 

Como deputada federal promete lutar contra a Reforma da Previdência, pois entende que é uma ameaça aosdireitos dos trabalhadores.

 

As pautas de interesse das mulheres também estão em sua lista de prioridades, assim como os assuntos relacionados a saúde, segurança, trabalho e educação.

 

Da Redação da Secretaria Nacional de Mulheres do PT