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Consulado dos EUA emite alerta aos americanos sobre insegurança nos ônibus de Pernambuco #PernambucoAssaultEverywhere

Consulado dos EUA emite alerta aos americanos sobre insegurança nos ônibus de Pernambuco #PernambucoAssaultEverywhere

O Consulado Geral dos Estados Unidos no Recife emitiu na internet, nesta quinta-feira (30), uma mensagem de segurança para os cidadãos americanos que visitam ou vivem em Pernambuco. No texto, a entidade recomenda que eles estejam alerta aos constantes assaltos a ônibus no estado, já que, “segundo a mídia, a atividade criminosa no transporte público é 97,2% maior do que no ano passado”.

Na mensagem, publicada no site da Missão dos Estados Unidos no Brasil, o Consulado ressalta o aumento da criminalidade em todos os estados do Nordeste e destaca a situação em Pernambuco, explicando que, normalmente, os criminosos procuram levar dos passageiros pertences como celulares, carteiras e joias. Ainda na nota, a entidade recomenda que os americanos revejam os seus planos de segurança pessoal e estejam atentos às áreas em que circulam.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), foram registrados, nos primeiros 86 dias de 2017, 503 assaltos a ônibus em todo o estado. Somente no mês de março deste ano, foram contabilizadas 129 investidas criminosas, até o dia 26. Em fevereiro, a pasta registrou 175 ocorrências do mesmo tipo.

Procurado pelo G1, o Consulado explicou, por meio da assessoria de imprensa, que a mensagem foi emitida diante da recorrente discussão sobre os assaltos a ônibus no Recife e que o procedimento é considerado padrão para alertar os americanos que moram ou visitam Pernambuco. No ano passado, outra mensagem de alerta foi emitida em relação ao vírus da zika.

Confira a mensagem na íntegra:

“O Consulado Geral dos Estados Unidos no Recife alerta os cidadãos americanos sobre um aumento na atividade criminal no transporte público em todos os estados no Nordeste. De acordo com a mídia, especificamente em Pernambuco, a criminalidade no transporte público é 97,2% maior do que no ano passado. Os criminosos normalmente visam motoristas e passageiros para roubar celulares, carteiras e joias.

 

Reveja seus planos de segurança, permaneça atento ao seu redor, incluindo em eventos locais, e monitore a mídia local para atualizações. Esteja alerta e tome as medidas apropriadas para garantir a sua segurança pessoal.

O Consulado vai continuar monitorando a situação. Se você necessitar de assistência, entre em contato conosco.”


Bairros do Cabo de Santo Agostinho recebem obras de ampliação da distribuição de água

Bairros do Cabo de Santo Agostinho recebem obras de ampliação da distribuição de água

Dois dos bairros mais populosos do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, estão sendo contemplados com obras de ampliação e melhorias da rede de distribuição de água. A Compesa atua com frentes de trabalho simultâneas nos bairros Cidade Garapu e Charneca para a construção de estações de bombeamento e implantação de novas tubulações, Válvulas Redutoras de Pressão (VRP) e novas ligações domiciliares. Hoje (31) foi iniciada uma intervenção, na Cidade Garapu, para executar a interligação da rede principal do novo sistema à Adutora de Suape. O serviço será concluído amanhã (1º), às 8h.

 

Para realizar a intervenção, foi necessário suspender o abastecimento de água, por 24 horas, para 18 localidades do Cabo de Santo Agostinho: Alto do Cruzeiro, Alto dos Mirandas, Bela Vista, Centro, Charnequinha, Cohab, Garapu, Jardim Santo Inácio, Loteamento Garapu, Malaquias, Mauriti, Nossa Senhora do Rosário, Nova Garapu, Pirapama, São Francisco, Suape-Praia, Vila Californiana e Vila Claudete. O fornecimento de água para as localidades será retomado após a finalização do serviço, seguindo o calendário de cada área.

 

Mais de 50 mil pessoas serão beneficiadas com a Obra de Ampliação do Sistema de Abastecimento do Cabo de Santo Agostinho, na qual são investidos cerca de R$ 18 milhões, recursos do governo federal, CAIXA, governo de Pernambuco e Compesa. O prazo para a conclusão do projeto é maio de 2018. No bairro de Cidade Garapu, está prevista a construção de duas estações elevatórias (bombeamento), o assentamento de 334 metros de adutora e quase 98 quilômetros de rede, além da implantação de nove Válvulas Redutoras de Pressão e 4.296 ligações domiciliares.

 

Para o bairro da Charneca, a obra consiste na execução de uma estação de bombeamento, implantação de 2,6 quilômetros de adutora e 12 quilômetros de rede de abastecimento. Na localidade também serão instaladas 13 válvulas e 1.079 novas ligações domiciliares.


Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto MTST, Bloqueia a BR 101 em Recife, contra a reforma da previdência e a terceirização

Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto MTST, Bloqueia a BR 101 em Recife, contra a reforma da previdência e a terceirização

MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, interditou os dois sentidos da BR-101, no trecho próximo ao Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa), no bairro do Curado, Zona Oeste do Recife, durante esta sexta-feira (31). O bloqueio ocorreu no quilômetro 72, na altura do Viaduto de Jardim São Paulo.

Segundo Jô Cavalcanti, coordenadora do MTST e integrante da Frente Povo Sem Medo, cerca de 300 pessoas participaram do ato. A Polícia Militar não acompanhou o protesto. A interdição da via começou por volta das 6h30 e a via foi liberada por volta das 8h30. Na entrada do bairro de Jardim São Paulo, manifestantes colocaram fogo em pneus e interditaram a vida.

A manifestação faz parte do Dia Nacional de Paralisação, convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), contra a reforma trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo federal. O protesto é realizado também contra a Lei da Terceirização.


De volta ao século XIX? Eis o ponto de inflexão da nossa história.

De volta ao século XIX? Eis o ponto de inflexão da nossa história.

Por Hercílio Maciel

 
 Naquele tempo, o Brasil, com uma população estimada de 3 milhões de habitantes, a maioria rural, passava por profundas transformações. A vinda da família real em 1808, a proclamação da independência 1822, a promulgação da lei Áurea 1888 e a proclamação da República 1889, fecharam um século no qual o país começa Colônia e termina República.

Às mudanças na forma de governo não corresponderiam iguais mudanças na organização da economia. Durante todo o século foi preservada a matriz da época colonial: Extrativismo: apogeu e queda do ciclo do ouro, em Minas Gerais; Agricultura: o polo açucareiro no nordeste, o polo de desenvolvimento autônomo no Maranhão (apogeu e crise da economia algodoeira) e início da cultura do café, já na segunda metade do século; Comércio de escravos, o mais lucrativo negócio da época, responsável pela construção das mais sólidas fortunas e Mercado interno fragilizado pelo baixo valor monetário decorrente do uso da mão de obra escrava, incapaz de alavancar a produção industrial.
A Inglaterra, que pôs fim ao negócio dos traficantes de escravo brasileiros, passou a assumir, a partir da abertura dos portos e de outros tratados assinados posteriormente, o controle econômico efetivo do país. 
Uma tentativa de industrialização viria com o Barão de Mauá (Irineu Evangelista de Sousa), como financista e industrial. Responsável pela fundação do Banco do Brasil - posteriormente apropriado pelo governo brasileiro - e pelo início da produção de navios, era, infelizmente, uma honrosa e singular exceção ante à elite agrícola e escravocrata brasileira. Ele acreditava que canalizando para a expansão industrial os volumosos recursos dos traficantes, cujo negócio havia acabado, poderia expandir a produção industrial. Perdeu para a mente atrasada de uma elite retrógrada, que, como disse Frei Vicente de Salvador, viviam muito mais como usufrutuários da terra do que como senhores.
O baixo valor monetário da economia doméstica e a forte resistência política dessa elite, encastelada no poder, foram importantes obstáculos à industrialização brasileira. O pequeno grupo de endinheirados se satisfazia com a importação de produtos industrializados, concentrando seu poder político para preservar o valor monetário interno da economia primário-exportadora, mesmo que às custas de câmbios artificiais e da redução das taxas alfandegárias. 
Porque retomar a história de século XIX no momento em que o país está no inicio do século XXI?
Em seu livro Poder Global, o professor José Luiz Fiori, já em 2002, destacava que o fracasso da utopia globalitária traria de volta, pelas grandes potências, a velha defesa do livre comércio, que havia sido testada no século XIX.
Se, no século XIX o Brasil lutava contra a elite agrária e o baixo valor monetário da mão de obra para implantar a indústria, no século XXI a estratégia terá que ser outra, considerando que o país já conta com fortes setores industriais e de serviços, além de um mercado interno capaz de oferecer escala para expansão da indústria nacional. 
O século XIX parece chegar até o século XXI no Brasil, pelas mãos da Lava a Jato e ações decorrentes, a mais grave delas, o golpe. Essas ações atingiram duramente os 4 mais importantes setores da indústria do país: Petróleo e Gás, Construção Pesada, Agro-Negócio e a Indústria Naval.
A estratégia se completa com a terceirização, que vai reduzir drasticamente o valor monetário da mão de obra nacional e a reforma da Previdência cujos repasses com o pagamento dos benefícios representou, em 2012, para 71,8% dos municípios brasileiros, valores  superior ao repasse feito pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). E é nestes municípios onde se concentra a população com menor esperança de vida ao nascer. Com a reforma proposta, que aumenta para 49 anos de contribuição e 65 anos de idade mínima, a tendência é que se torne muito mais difícil a aposentadoria, com impactos maiores nos municípios com baixa atividade econômica e menor esperança de vida. Com menos renda disponível diminui o tamanho do mercado nacional, comprometendo a industrialização. Cairão as receitas dos governos e aumentará a pobreza extrema. O Brasil de volta ao século XIX.
É importante registrar que no século XIX, o povo brasileiro, entregue a sua própria sorte, mesmo sendo a população brasileira algo em torno de 3 milhões de habitantes, a maioria morando nas áreas rurais, marcou a história do século com várias lutas e revoltas, entre elas a Farrupilha (RS)Revolução de 1817 (PE), Confederação do Equador(NE)Balaiada (MA)Sabinada (BA)Praiera (PE)Cabanagem (PA)Canudos (BA), entre outros.
Nos dias de hoje verifica-se que parcela expressiva da elite continua com a mentalidade daquele século, apoiando esse retrocesso. 
Resta saber se esse jogo foi combinado com a parcela majoritária do os mais de 200 milhões de brasileiros,a grande maioria moradores urbanos. Como reagirão ao serem empurrados de volta ao século XIX? A direção desse movimento definirá o curso da história e o futuro do país.

Fonte: https://blogdehercilio.blogspot.com.br/2017/03/de-volta-ao-seculo-xix-eis-o-ponto-de.html?spref=fb


Bruno Ribeiro convoca a militância petista para as Eleições Internas do PT

Bruno Ribeiro convoca a militância petista para as Eleições Internas do PT

Este é um momento estratégico para o fortalecimento do PT e das Lutas Populares contra as ameaças dos golpistas aos Direitos de nosso povo.
Por isso, é muito importante que todos e todas militantes do PT em Pernambuco participem do PED 2017, debatendo os novos rumos políticos de nosso partido, elegendo as Direções Municipais e a Chapa de unidade para o Congresso Estadual.
Então, vamos ampliar a nossa Mobilização para as Eleições Internas do PT no próximo dia 09 de abril. Unidos estaremos mais fortes para combater os retrocessos em Pernambuco e no Brasil e para reeleger LULA Presidente em 2018.
Bruno Ribeiro Paiva
Presidente do PT-Pernambuco
#UnirParaFortalecerLutareVencer


FERNANDA MONTENEGRO GRITA FORA TEMER

FERNANDA MONTENEGRO GRITA FORA TEMER

Uma das maiores atrizes do país, Fernanda Montenegro deu o seu recado a esse governo ilegítimo, sem respaldo e contrário aos interesses do povo.

A sessão no Teatro Guaíra que a Global participou tinha apenas convidados e era voltada para estudantes, onde Fernanda apresentava o monólogo 'Nelson Rodrigues por ele mesmo'.

A atriz comentou sobre protestos sociais e manifestações dentro do Teatro e citou um caso de um homem que chamou outro de 'tarado' em uma sessão.  "Isso hoje não acontece, não aconteceria. Porém caminhamos... Então, nessa época, em que o Nelson [Rodrigues] era cronista da direita militar, as pessoas que se levantavam não era por razão política. Era por problema moral. Era só moral. Nunca houve protesto: 'Esse homem é da direita!'. Não. Hoje você pode fazer o que quiser aqui. Pode protestar. Seria ótimo se acontecesse, mas não acontece. Vocês têm notícias? Às vezes gritam 'Fora Temer', né?", disparou.

Em seguida voltou a gritar: "Fora Temer! Fora Temer!", recebendo ainda mais aplausos da plateia.


#ForaTemer

 


Juventude Ocupa Sede da Rede Globo #EsquentaGreveGeral

Juventude Ocupa Sede da Rede Globo #EsquentaGreveGeral

Rio 247 - Avalista do golpe parlamentar de 2016, que arruinou a economia nacional e manchou a imagem do Brasil no mundo, a Globo teve sua sede ocupada nesta manhã, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

Manifestantes montaram dezenas de barracas e ergueram a faixa "Golpe, a gente vê por aqui". "Se a juventude se unir, a Globo vai cair", gritavam os manifestantes. 

Globo apoiou o golpe militar de 1964 e só pediu desculpas 50 anos depois, para, logo em seguida, apoiar o golpe parlamentar de 2016, que instalou Michel Temer no poder, um projeto reprovado por 90% dos brasileiros.

https://www.facebook.com/MidiaNINJA/videos/855018574656289/


#EsquentaGreveGeral

#EsquentaGreveGeral

#EsquentaGreveGeral Alô Recife! O esquenta para a greve geral acontecerá nesta sexta-feira (31), na Praça dos Diários, a partir das 15h. Participe!
 
www.pt.org.br/agenda

 Assembleia instala Comissão Especial do Estatuto da Metrópole

Assembleia instala Comissão Especial do Estatuto da Metrópole

 
A Assembleia instalou, nesta quarta (29), a Comissão Especial do Estatuto da Metrópole, colegiado que tem como objetivo auxiliar o Estado e os 14 municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR) a se organizarem para o cumprimento da Lei Federal n° 13.089/2015 (Estatuto da Metrópole). A norma estabelece diretrizes para o planejamento, a gestão e a execução compartilhada das funções públicas de interesse comum desses conglomerados urbanos.
 
Eleita presidente da Comissão, a deputada Priscila Krause (DEM) acredita que a Alepe pode enriquecer o debate e desempenhar um papel importante de articulação dos atores envolvidos. “Os municípios que compõem uma região metropolitana, apesar de separados por limites geográficos, apresentam problemas comuns e, por isso, é necessário pensar em soluções compartilhadas. É isso que o Estatuto estabelece, e nós precisamos nos preparar para cumpri-lo”, explicou.
 
A democrata esclareceu, também, que a lei federal determina que Estado e municípios organizem uma estrutura de governança conjunta e, a partir do modelo escolhido, desenvolvam um plano de desenvolvimento integrado. O conteúdo definido pelos entes federativos deverá ser formalizado em um projeto de lei estadual e em outras 14 proposições municipais, a serem encaminhados para as respectivas casas legislativas. Todo esse processo deverá ser concluído até janeiro de 2018.
 
“Os projetos municipais e estadual deverão estar bem amarrados. Por isso, é importante que o Legislativo e a sociedade civil organizada acompanhem o processo de debate, enriquecendo a proposta final a ser apresentada”, avaliou. Essa é a mesma opinião do líder do Governo, deputado Isaltino Nascimento (PSB), eleito relator do colegiado. “A Assembleia deve assumir seu papel de aglutinadora de demandas e propostas e atuar com protagonismo nesse processo”, defendeu.
 
A Comissão Especial contará, ainda, com os deputados Ricardo Costa (PMDB), Sílvio Costa Filho (PRB) e Terezinha Nunes (PSDB) como membros titulares. Atuarão como suplentes os deputados André Ferreira (PSC), Edilson Silva (PSOL), Pastor Cleiton Collins (PP), Teresa Leitão (PT) e Waldemar Borges (PSB).
 
Estatuto da Metrópole – A Lei Federal n° 13.089/2015 fixa regras e prazos para a formulação de um plano de desenvolvimento integrado dos municípios que fazem parte das regiões metropolitanas. A proposta é que haja um compartilhamento das responsabilidades entre União, Estados e municípios, baseado em um modelo de governança inter federativa.

Deputada Teresa Leitão (PT)  Cobra do Governo do Estado a Abertura de Um Canal de Diálogo com o Sindicado dos Servidores do Detran PE

Deputada Teresa Leitão (PT) Cobra do Governo do Estado a Abertura de Um Canal de Diálogo com o Sindicado dos Servidores do Detran PE

Por Robson Sampaio/ Blog do Robson Sampaio

Paralisação que dura 45 dias no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) motivou pronunciamento da deputada Teresa Leitão (PT) no Plenário da Assembleia Legislativa, nesta quarta (29). A parlamentar pediu ao Governo do Estado que atenda aos termos negociados com os servidores em 2016 e cobrou a abertura de um canal de diálogo. “É preciso que se receba o sindicato para chegar a uma saída. A greve não pode ser morta por inanição”, alertou.

Nessa terça (28), registrou a petista, o Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran) realizou passeata ao Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife, onde um grupo foi recebido pela Secretaria da Casa Civil. O movimento pede solução para o plano de saúde dos trabalhadores – hoje contratado em caráter temporário –, reajuste nos vencimentos e a concessão de gratificações. A pauta, avaliou Teresa Leitão, tem baixo impacto financeiro quando comparada à arrecadação do órgão.

O “grande número de terceirizados” que atua no Detran, relatou a deputada, tem sido explorado de “maneira nefasta” pelo Governo para prolongar a greve. Segundo a parlamentar, como não podem cruzar os braços, os contratados são utilizados para manter os serviços em operação enquanto o Executivo se nega a negociar com a categoria. “É uma postura autoritária, que não condiz com o serviço público”, criticou.


Francisco Rocha Rochinha coordenador da corrente majoritária do PT da seu recado

Francisco Rocha Rochinha coordenador da corrente majoritária do PT da seu recado


Golpe lembrando um Golpe

Golpe lembrando um Golpe

Golpe lembrando um Golpe

Em tempos de remissão, quando se faz reflexão sobre nossas atitudes, é bom "lembrar para não se repetir jamais", os anos de obscuridade e violência extrema durante a barbárie da ditadura militar em nosso país.
Em 2017, serão mais de 50 anos após aquele período onde tantas famílias sofreram horrendas crueldades.

Preservemos a memória!

Luciene Malta

"A mídia hegemônica brasileira, quando conta a história da ditadura, resultante do golpe militar de 1964, que ela articulou conscientemente e do qual participou decisivamente, o faz a seu modo, muitas vezes excluindo sua cota-parte na implantação daquele regime de terror e morte. É como se nada daquilo tivesse a ver com ela. O que é, obviamente, uma mistificação. Em outro momento dessa série, revelei a natureza golpista de sua intervenção naquele episódio, sua apaixonada participação na derrubada de um governo legítimo, como o de João Goulart. Ou como o de Getúlio Vargas. Preocupação com legitimidade ou legalidade nunca foi o seu forte.
       
Antes ainda que se fale propriamente da relação entre a mídia hegemônica e a ditadura, aconselha-se a que situemos os diversos períodos da ditadura, rapidamente que seja. Entre 1964 e 1968, costumo dizer que a ditadura viveu um dilema hamletiano: ser uma ditadura pra valer, ou combinar ditadura e legalidade. A Constituição de 1967 foi um esforço para combinar legalidade com arbítrio, se é possível isso. Diante do início das mobilizações populares, particularmente do movimento estudantil, a ditadura resolve radicalizar, e acaba com seu dilema. Para não anistiar o período, lembremos que a ditadura já havia matado 39 pessoas.

O AI-5 evidencia que foi rompida qualquer dúvida: agora, era ditadura, sem tirar nem pôr, tempo em que o filho chorava e a mãe não via. A partir de 13 de dezembro de 1968, o tempo fechou. Tortura, mortes, desaparecimentos, fim de qualquer legalidade. Período de Médici, tempo de Murici, cada um cuide de si. Ditadura sem freios, se é possível freios em ditaduras. Aqui, nessa fase, o maior número de assassinatos e desaparecimentos.
    
Veio Geisel, em 1974, e a abertura lenta, gradual e segura. Início do que poderíamos chamar transição pactuada, e uma transição ainda marcada pela presença de prisões, torturas, desaparecimentos, e quando o estrato militar travou uma dura luta interna entre os que pretendiam, a médio prazo, passar da ditadura para um regime legal, e os que pretendiam radicalizar na violência e manter a ditadura.

Geisel venceu a parada, sem que, no entanto, parasse com os assassinatos. “Não podemos deixar de matar”, dissera ele em depoimento gravado, como revela o jornalista Élio Gaspari em um de seus livros sobre o período. A transição pretendida não foi a frio – foi a quente, regada a sangue, com muitas mortes, podendo-se lembrar o Massacre da Lapa, em 1976, quando foram mortos alguns e torturados outros tantos dirigentes do PC do B. Ou a repressão que se abateu sobre o PCB, que exterminou dez de seus dirigentes, e que matou Vladimir Herzog. E tantas outras prisões, de variadas organizações revolucionárias."

Fonte Texto aspeado:  http://www.teoriaedebate.org.br/materias/nacional/o-silencio-dos-inocentes