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PT lança campanha de arrecadação para a pré-campanha de Lula para a presidência da República por meio da internet

PT lança campanha de arrecadação para a pré-campanha de Lula para a presidência da República por meio da internet

Faça a sua doação para a pré-campanha de Lula

Já é possível contribuir com a pré-campanha de Lula para a presidência da República por meio da internet 
 
 
 
 
 

 

Lula é preso político, mas seus direitos estão garantidos e no dia 15 de agosto ele será registrado como candidato à Presidência da República. Nesta sexta-feira (8) ocorre o ato nacional de lançamento da pré-candidatura e já é possível contribuir financeiramente com a campanha por meio de uma plataforma online.

As doações de pessoas físicas podem ser de R$ 10,00 até o máximo de R$ 1064,00 por dia.

Contribuir com a pré-campanha de Lula é ajudar a reconstruir um país com emprego, inclusão social, crescimento e oportunidades para todos. Um país que dê orgulho aos brasileiros e brasileiras e desperte a admiração do mundo inteiro.

Assim como nas campanhas de contribuição para caravanas de Lula pelo Brasil e da Vigília Lula Livre, a ferramenta online é fácil de usar e aceita contribuições por meio de boleto, cartão de crédito ou débito.

Acesse: https://www.lula.com.br/doe/

Veja o convite de Gleisi Hofmann para o ato de lançamento de pré-candidatura de Lula: 

 

  

Santa Cruz do Capibaribe recebe obra de esgotamento sanitário pela Compesa

Santa Cruz do Capibaribe recebe obra de esgotamento sanitário pela Compesa

Empreendimento  tem  investimento de R$ 100 milhões

 

A cidade que leva o nome de um dos rios mais importantes de Pernambuco, Santa Cruz do Capibaribe, dá um passo importante para a despoluição do manancial e preservação do meio ambiente. Isso porque a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está iniciando as obras de implantação da primeira etapa do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Santa Cruz do Capibaribe. O principal objetivo dessa primeira fase do projeto é reduzir significativamente o lançamento de esgoto direto no Rio Capibaribe, que banha a cidade. As intervenções começam pela construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), localizada no bairro Oscarzão, às margens do Rio Capibaribe, que terá a capacidade de tratar o volume de 355 litros por segundo, alcançando o tratamento de 1 bilhão de litros de esgoto, por mês.

Serão investidos R$ 100 milhões, recursos do Projeto de Sustentabilidade da Bacia do Rio Capibaribe (PSH) financiados pelo Governo do Estado junto ao Banco Mundial, para beneficiar mais de 100 mil pessoas – o projeto vai garantir o atendimento da cidade até o ano de 2038, cuja prospecção populacional é de quase 200 mil habitantes. “Trata-se de mais um investimento realizado pelo Governador Paulo Câmara na área de Saneamento, numa das maiores cidades do Agreste Setentrional. O PSH tem como finalidade desenvolver projetos e ampliar sistemas de esgotamento sanitário nos municípios cortados pelo Rio Capibaribe, contribuindo assim para a despoluição e melhoria da qualidade de vida da população”, informa o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

Além da ETE, a primeira etapa do sistema prevê a implantação de quatro estações de bombeamento e de oito interceptores – que correspondem a 18 quilômetros de tubulações que farão a coleta do esgoto gerado na cidade, ao longo das margens do Capibaribe. Também serão construídos 184 poços de visitas, que terão a função de fazer a interligação do sistema existente na cidade aos interceptores, e mais cinco emissários (tubulações que transportarão o esgoto das estações de bombeamento até a ETE). A primeira etapa da obra deve ser concluída até setembro de 2019.

O projeto da segunda fase do empreendimento está em fase de elaboração, e vai contemplar toda área urbana da cidade com rede coletora de esgoto e instalações intradomiciliares, inclusive, nas áreas em expansão.


A Juventude do PT tem nova direção.

A Juventude do PT tem nova direção.

Ronald Sorriso, da CNB, foi escolhido neste domingo secretário nacional, junto com uma direção unitária, em rara composição com todas as correntes internas da entidade.

Assim, a resolução final do Congresso Extraordinário da Juventude do PT, realizado em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, foi aprovada por unanimidade por todos os mais de 1.200 jovens ali presentes. Foi aprovada por todos porque foi debatida em cada corrente, com todas as vozes se fazendo ouvir e representar.

Entre os principais pontos (veja a íntegra da resolução ao fim desta reportagem), os jovens petistas destacam que “ Lula é há quase dois meses um preso político, numa prisão oriunda de um processo sem provas, organizado pela Operação Lava Jato com a anuência do STF e as ameaças do Exército.”

Diante desta realidade avassaladora, de que o líder das pesquisas presidenciais no Brasil se encontra preso e ameaçado de não concorrer às eleições, de que o maior líder popular da América Latina encontra-se constrangido em sua liberdade sem qualquer prova que justifique tal violência, só restou à Juventude do PT se unir para que toda a força e capacidade de luta da entidade se voltem para o fim desta aberração antidemocrática que ora ocorre no Brasil.

Sorriso assim resumiu: “Nós, que iniciamos o Congresso dando um forte grito de Boa Noite ao presidente Lula (o Congresso teve início na Vigília Lula Livre, na última sexta-feira, 1º de junho), viemos com o compromisso de construir a unidade politica da juventude. Estamos sendo vitoriosos nesse papel. Vamos, agora, construir uma base eleitoral de 40% ou mais dos votos para Lula, para constranger o Judiciário ao ponto de fazê-lo cumprir a lei, e soltar o preso político Lula.”

Trajetória
Ronald Sorriso começou a militar no movimento estudantil do Rio de Janeiro. Foi coordenador geral do Grêmio da ETE Henrique Lage – FAETEC Niterói em 2008, e no ano seguinte se tornou diretor fundador da União Estadual dos Estudantes Secundaristas (UEES-RJ).

Entre 2010 e 2013, foi vice-presidente e secretário geral da União Estadual dos Estudantes (UEE-RJ). Já de 2013 a 2105, foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Finalmente, de 2015 até o ano passado, ocupou o cargo de secretário estadual da Juventude do PT do Rio de Janeiro.

Leia, abaixo, a íntegra da resolução extraída do Congresso Extraordinário da JPT

“1) Dois anos de golpe arremessaram o Brasil no caos social e ameaçam o presente e o futuro da juventude e dos trabalhadores.

2) Lula é há quase dois meses um preso político, numa prisão oriunda de um processo sem provas, organizado pela operação lava jato com a anuência do STF e as ameaças do exército. O mesmo acontece com nossos companheiros presos injustamente, José Dirceu, João Vaccari Neto e Delúbio Soares, vítimas de processos fraudulentos, alimentados pela indústria da delação premiada.

3) Essas prisões aprofundaram o Estado de Exceção no Brasil e se combinam com a política do governo golpista de Michel Temer. Ambos atendem diretamente aos interesses do capital financeiro internacional, do Imperialismo (principalmente dos EUA) que, frente a crise do capital para garantir a sobrevivência do sistema, desenvolve uma ofensiva contra todos os povos ao redor do globo.

4) São estes mesmos interesses do capital financeiro que estão por trás dos bombardeios à Síria, do inaceitável massacre de crianças palestinas – e o impedimento ao retorno de seu povo.

5) É o que está por trás da manutenção da miséria no continente africano, da ofensiva contra os direitos trabalhistas na Europa, da ofensiva estadunidense contra a China e Rússia e suas tensões com a Coréia do Norte, das tentativas de ingerência na Venezuela, com um bloqueio econômico, enfrentado bravamente pelo povo venezuelano que reelegeu Maduro recentemente, além da assembleia constituinte.

6) É o que está por trás do golpe no Brasil. Um golpe parlamentar, jurídico, midiático, que retirou do governo a presidenta Dilma e o Partido dos Trabalhadores, mas foi muito além, avançando o desmonte da soberania nacional, a manutenção do caráter dependente da economia aprofundando, a precarização do trabalho e a desindustrialização, o ataque as liberdades democráticas e a retirada dos direitos da classe trabalhadora, que são objetivos estratégicos que unificam a coalizão golpista.

7) Começou por reverter a lei do Pré Sal, importante conquista dos governos Lula e Dilma, cujos royalties estavam destinados à saúde e educação, para entregar o Petróleo brasileiro para as multinacionais e visa ainda atacar a soberania nacional com projetos de privatização da própria Petrobras, da Eletrobras e demais empresas públicas estratégicas.

8) Acabou com a sequência de ampliação dos investimentos em saúde e educação nos anos de governos do PT para aprovar a emenda Constitucional 95 que congela os investimentos em áreas sociais, deixando estranguladas as universidades públicas, paralisando a expansão de universidades e escolas técnicas, diminuindo as verbas para o FIES e, mais recentemente, colocando fim ao programa Farmácia popular.

9) Acabou com a valorização do salário mínimo. Aprovou uma reforma trabalhista que rasga direitos dos trabalhadores e com a queda no investimento social provocou a ampliação do desemprego que já chegou a casa dos 13%, que na juventude já alcança os 30%, enquanto 1 em cada 4 jove . ns está sem trabalhar e sem estudar.

Por Vinícius Segalla, da Agência PT de Notícias, em Curitiba


Nota do Levante Popular da Juventude de Serra Talhada em Apoio a Candidatura de Sinézio Rodrigues a Deputado Estadual de Pernambuco

Nota do Levante Popular da Juventude de Serra Talhada em Apoio a Candidatura de Sinézio Rodrigues a Deputado Estadual de Pernambuco

O Levante Popular da Juventude de Serra Talhada, vem atráves desta carta dar todo seu apoio a candidatura do companheiro Sinézio Rodrigues.
Gostaríamos de agradecer imensamente por tudo que tens feito desdo primeiro dia que a nossa organização chegou em Serra Talhada você nos recebeu de braços abertos e nos deu todo seu apoio para que conseguíssemos organizar essa juventude que ousa lutar nas escolas, nas universidades, na periferia e no campo pela construção de um Projeto Popular para o Brasil. 
Gostaríamos também de parabenizar o companheiro por todo o seu histórico de luta no município e por isso temos certeza que você é a pessoa certa para nos representar e que estaremos lado a lado nesse processo de mobilização da juventude para as eleições.

Sigamos firmes e fortes na luta

#LulaLivre #MariliaGovernadora #SinezioDeputadoEstadual


Em defesa das candidaturas do PT

Em defesa das candidaturas do PT

O PT está em pleno processo de preparação de suas campanhas eleitorais. Em vários estados, o partido se depara com a alternativa de lançar candidato próprio ao governo ou apoiar um candidato de outro partido.

Em seu 7º Encontro Nacional, realizado em outubro de 2017, o Diálogo e Ação Petista incorporou as decisões do 6º Congresso do PT em sua resolução eleitoral. A resolução já defendia que “eleição sem Lula é fraude” e apontava a perspectiva de um governo Lula revogar as medidas dos golpistas e avançar nas reformas populares, por meio de uma Assembleia Constituinte Soberana. Outro ponto são as alianças “com setores anti-imperialistas, antilatifundiários, antimonopolistas e radicalmente democráticos”.

Coerente com essas posições, o DAP vem atuando nos estados para implementá-las, tomando iniciativas para unir o partido na via da candidatura própria, como mostram os exemplos de Pernambuco Mato Grosso.

Em meio ao combate pela constituição dos Comitês Lula Livre, o DAP busca ajudar o partido, nos estados, com candidaturas que ajudem a fortalecer a luta por Lula Presidente.

Publicamos abaixo entrevista com o Henrique Lima, integrante do Comitê Nacional do Diálogo e Ação Petista e da Coordenação estadual do DAP em Pernambuco. Henrique Lima é um dos articuladores do apoio à pré-candidatura de Marília Arraes. 

 

“A hora é de união”

DAP – Por que vocês defendem a candidatura da vereadora Marília Arraes a governadora pelo PT?

HL – Os grupos de base do DAP de­fendem desde o início desse processo uma candidatura própria do PT por entender que é o melhor caminho para o partido aqui no estado. Entendemos assim porque essa é a estratégia que está de acordo com as resoluções do 6º Congresso e que mais fortalece a luta para a campanha do presidente Lula. Em todos os nossos grupos o entendimento foi que o nome da companheira Marília é o melhor para essa disputa pela defesa que vem fazendo da democracia e do Lula, sua posição em relação ao governo do PSB e pela aceitação que o nome dela vem mostrando na base do partido.

DAP – Setores do partido que defen­dem o apoio ao governador Paulo Câma­ra, candidato à reeleição pelo PSB. Como a base do partido vê essa possibilidade?

HL – O problema central não é a alian­ça com os outros partidos da esquerda, que deve sim ser buscada em todos os estados, mas a situação do PSB de Pernambuco e o seu atual governo. Aqui no estado, os parlamentares do PSB vo­taram a favor do golpe, se dividiram nas reformas trabalhista e da Previdência. Em muitos aspectos, o seu governo é alinhado com as políticas de Michel Te­mer e a base PT faz oposição em quase sua totalidade ao governador.

DAP – Como você acha que deve ser a campanha dos candidatos do PT, num momento em que o partido sofre uma pesada perseguição?

HL – Hoje, a tarefa mais importante de todas e todos os petistas é a luta pela liberdade do presidente Lula e pelo direito de concorrermos com ele à Presi­dência.

Sabemos de toda a dificuldade para vencermos a perseguição jurídica contra o presidente, que a direita nem se incomoda mais em disfarçar, mas essa é a melhor estratégia. A eleição de Lula é a única forma de conseguirmos vencer a disputa e acabar com o desmonte que o golpe vem promovendo nos últimos dois anos. Em todas as áreas, temos argumento para mostrar como esse governo ilegítimo piorou a vida de todas e todos ao acabar com nossa economia e retirar os direitos da classe trabalhadora, da juventude, das mulheres, dos negros e negras, da população LGBT.

DAP – O clima político está mudando?

HL – Apesar da perseguição que vivemos, as pesquisas mostram que grande parte da população já entendeu o que aconteceu no Brasil e passou a confiar menos nos meios de comunicação e no Judiciário. O número de filiações ao PT vem crescendo e toda essa mudança pode ter um reflexo eleitoral para o partido. Ainda assim, a campanha deste ano vai exigir de nossas candidatas e candidatos mais trabalho junto às nossas bases e a utilização de todas as ferramentas de comunicação, a importância da nossa militância nessa campanha, o trabalho corpo a corpo e o bom uso das redes sociais. A palavra de ordem é união. Encerrado os encontros eleitorais, precisamos estar juntos focados na ideia de eleger nossos candidatos aos governos e fazer a maior bancada possível na Câmara e no Senado para dar sustentação ao próximo mandato do presidente Lula. Nossos adversários estão do outro lado da trincheira e apesar de não conseguirem um nome comum e forte para a eleição, estão unidos em torno da ideia de impedir Lula de ser candidato e presidente novamente


Greve de caminhoneiro, dos empresários ou do próprio governo?

Greve de caminhoneiro, dos empresários ou do próprio governo?

Difícil acreditar que essa greve de caminhoneiros alcance tamanho sucesso, a ponto de não ter mais gasolina em nenhum posto, sem participação dos empresários ou do próprio governo, por tolerância. 

A pauta de reivindicações do movimento é esquisitíssima. Muitos vídeos mostram caminhoneiros pedindo intervenção militar.

Não acredito que a Petrobras não tenha outras opções de transporte da gasolina.

Além do mais, esses caminhões de transporte de gasolina pertencem a empresas terceirizadas. 

Alguém viu esses empresários entrarem com ação contra os motoristas, pedindo à justiça aplicação de multa pela paralisação de um serviço essencial? Essa é a prática comum quando há paralisação.

Alguém viu o governo tomar medidas contra os bloqueios nas estradas? Não. O governo, costumeiramente repressor de movimentos grevistas, está deitado em berço esplêndido. 

Está muito estranha essa greve. 

Clima de caos e medo instalados. Uma greve que patrão acha boa. O governo assistindo calado. Reivindicações dúbias. Ano eleitoral. Tudo esquisito.

Liana Cirne Lins. Professora dra. em Direito da UFPE


Eleições 2018: o fenômeno da força jovem na pré candidatura de Marília Arraes

Eleições 2018: o fenômeno da força jovem na pré candidatura de Marília Arraes

Desde criança ouço as pessoas falarem que “política não presta”, “política é coisa de ladrão”, no entanto, esse conceito tem mudado repentinamente. A política se tornou um tema altamente vendável, não no sentido comercial, vendável no sentido de que as pessoas querem falar sobre o assunto, e digo mais, as pessoas acham público para as ouvirem.

 

E em ano eleitoral isso se torna ainda mais nítido.

 

As eleições de 2018, poderão se tornar um marco na história de Pernambuco, isto porque, aqueles que se dizem cansados com o atual quadro político de Pernambuco terão o poder de reformular a situação por meio do voto.

 

E é nesse cenário de mudança que surge um fenômeno que nos parece estimulador, aquele fenômeno que os marqueteiros publicam como “a força jovem”. A pré-candidatura de Marília Arraes apresenta ao eleitorado um rosto novo, não só na idade, mas também em experiência política.

 

O fator idade, por óbvio, não é um requisito imprescindível, mas o que define a força de Marília é o empenho da pré candidata em conquistar a juventude votante.

 

O nome de Marília se destaca pré-candidata do PT, Marília Arraes. vereadora do Recife, com apenas 34 anos, Marília concorrerá ao Governo do Estado. A pré-candidata afirma que exerce suas funções com transparência à população, através das redes sociais e projetos que promovem uma maior proximidade com o eleitorado.

 

Esse novo modo de fazer política, com transparência e sem muitas formalidades, tem sido atrativo para a juventude, chamando a atenção dos eleitores para a pré candidatura de Marília que apresenta um projeto de reformulação da política, uma política mais inclusiva, e atenta ao interesse daqueles que ainda possuem um longo futuro pela frente.


Compesa  trabalha para manter serviços, apesar da  greve dos caminhoneiros

Compesa trabalha para manter serviços, apesar da greve dos caminhoneiros

A Companhia Pernambucana de Saneamento - Compesa informa aos seus clientes que está envidando todos os esforços para manter o abastecimento de água no Estado, apesar da greve dos caminhoneiros.

 

Apesar das dificuldades, a companhia está  conseguindo garantir a prestação dos serviços aos seus quase sete milhões de clientes, graças ao planejamento realizado  pela empresa desde o início do movimento, em articulação com seus principais fornecedores. A estratégia adotada foi estocar os produtos químicos em maior quantidade nas unidades de tratamento de água. Entretanto, a Compesa está preocupada  com a duração da greve, uma vez que os caminhões carregados com mais produtos químicos não estão conseguindo chegar ao seu destino. Medidas judiciais devem ser adotadas caso a greve não seja encerrada até amanhã.

 

A empresa esclarece ainda que os serviços de manutenção nas redes de abastecimento de água (vazamentos de água e extravasamento de esgoto) começam a ser afetados pela  escassez de combustíveis e,  como consequência, as  equipes não estão conseguindo  executar  todos os trabalhos no ritmo habitual. Desta forma, a Compesa está priorizando a execução dos serviços de grande porte, como as emergenciais em adutoras,  assim como  os serviços de  campo e as manobras (controle do abastecimento nos bairros). Os serviços de realização de novas ligações, restabelecimentos de ramais, fiscalizações comerciais, dentre outros, estão suspensos temporariamente.

 

Por isso, a companhia pede  a população uma maior atenção ao uso racional da água até a  finalização do movimento paredista.


 ASSASSINATOS NO CAMPO BATEM NOVO RECORDE E ATINGEM MAIOR NÚMERO DESDE 2003

ASSASSINATOS NO CAMPO BATEM NOVO RECORDE E ATINGEM MAIOR NÚMERO DESDE 2003

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulga hoje os dados de assassinatos em conflitos no campo no Brasil em 2017 – o maior número desde o ano de 2003. A CPT também denuncia ataques hackers que sofreu no último ano, provavelmente dentro do processo de criminalização contra as organizações sociais que tem se intensificado, e que acabou impossibilitando a conclusão e o lançamento nessa data de seu relatório anual, o “Conflitos no Campo Brasil”.


Mesmo com o atraso em sua publicação, a CPT torna públicos hoje os dados de assassinatos em conflitos no campo ocorridos no ano de 2017. Novamente esse tipo de violência bateu recorde, e atingiu o maior número desde 2003, com 70 assassinatos. Um aumento de 15% em relação ao número de 2016. Dentre essas mortes, destacamos 4 massacres ocorridos nos estados da Bahia, Mato Grosso, Pará e Rondônia. Destacamos, ainda, a suspeita de ter ocorrido mais um massacre, de indígenas isolados, conhecidos como “índios flecheiros”, do Vale do Javari, no Amazonas, entre julho e agosto de 2017. Seriam, pelas denúncias, mais de 10 vítimas. Contudo, já que o Ministério Público Federal no Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), não chegaram a um consenso, e diante das poucas informações a que a CPT teve acesso, por se tratar de povos isolados, o caso não foi inserido na listagem por ora apresentada.


A CPT ressalta, todavia, que, além dos dados de assassinatos que constam nesta relação, há muitos outros que acontecem na imensidão deste país e que só a dor das famílias é que os registram. “A publicação da CPT é apenas uma amostra dos conflitos no Brasil”, dizia Dom Tomás Balduino, bispo emérito de Goiás (GO) e um dos fundadores da Pastoral.
 

Os assassinatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais sem-terra, de indígenas, quilombolas, posseiros, pescadores, assentados, entre outros, tiveram um crescimento brusco a partir de 2015. O estado do Pará lidera o ranking de 2017 com 21 pessoas assassinadas, sendo 10 no Massacre de Pau D?Arco; seguido pelo estado de Rondônia, com 17, e pela Bahia, com 10 assassinatos.

 

Dos 70 assassinatos em 2017, 28 ocorreram em massacres, o que corresponde a 40% do total. Em agosto de 2017, a CPT lançou uma página especial na internet (https://cptnacional.org.br/mnc/index.php) sobre os massacres no campo registrados de 1985 a 2017. Foram 46 massacres com 220 vítimas ao longo desses 32 anos. Na página é possível consultar o histórico e imagens dos casos. O estado do Pará também lidera esse ranking, com 26 massacres ao longo desses anos, que vitimaram 125 pessoas.


Assassinatos e Julgamentos


A CPT registra os dados de conflitos no campo de modo sistemático desde 1985. Entre os anos de 1985 e 2017, a CPT registrou 1.438 casos de conflitos no campo em que ocorreram assassinatos, com 1.904 vítimas. Desse total de casos, apenas 113 foram julgados, o que corresponde a 8% dos casos, em que 31 mandantes dos assassinatos e 94 executores foram condenados. Isso mostra como a impunidade ainda é um dos pilares mantenedores da violência no campo.


Nesses 32 anos, a região Norte contabiliza 658 casos com 970 vítimas. O Pará é o estado que lidera na região e no resto do país, com 466 casos e 702 vítimas. Maranhão vem em segundo lugar com 168 vítimas em 157 casos. E o estado de Rondônia em terceiro, com 147 pessoas assassinadas em 102 casos.


Ataques hackers atrapalham conclusão do relatório anual da CPT


A partir do segundo semestre de 2017, a Secretaria Nacional da CPT, situada em Goiânia (GO), sofreu seguidos ataques hackers, orquestrados e direcionados a setores estratégicos,que forçaram a limitação do funcionamento de seus servidores na tentativa de manter a segurança do sistema, o que acabou comprometendo o desempenho das tarefas diárias da Pastoral. O Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, responsável pela catalogação e compilação dos dados de conflitos no campo divulgados pela entidade, foi prejudicado, atrasando o fechamento do relatório anual da CPT, o “Conflitos no Campo
Brasil”, e impossibilitando o seu lançamento na data costumeira, a semana do 17 de abril, Dia Internacional de Luta Camponesa, em memória aos trabalhadores rurais sem-terra assassinados na Curva do S, em Eldorado dos Carajás, Pará, em 1996.


Esses ataques podem, também, fazer parte do processo de criminalização empreendido contra organizações e movimentos sociais de luta. O caso foi denunciado às instâncias policiais competentes e segue sob investigação. De qualquer forma, a CPT julga de extrema importância denunciar, ainda que de forma incompleta, algumas das diversas formas de violência exercidas contra os povos do campo em 2017 e chamar a atenção para os dados alarmantes que agora analisamos. Em breve será divulgado, enfim, o relatório “Conflitos no Campo Brasil 2017”, completo. A CPT aproveita para reafirmar seu compromisso
com as causas do povo pobre do campo, e que não conseguirão nos calar!

 


 MANIFESTO CONTRA O RECRUDECIMENTO DA LEI DE
TERRORISMO


Entidades requerem a não-aprovação do regime de urgência do PL nº 9.604/2018


Num contexto de crescimento do Estado de Exceção no Brasil, o deputado Jerônimo Goergen (PP/RS) apresentou requerimento para que o Projeto de Lei nº 9.604/2018, de sua autoria, tramite em regime de urgência na Câmara dos Deputados. O projeto significa uma ofensiva contra os movimentos sociais, ao incluir articulações populares e ocupações de imóveis como atos criminalizados pela lei antiterror.


Desde os primeiros debates sobre a criação do crime de terrorismo no Brasil, a sociedade civil denunciou a celeridade e insuficiência de debate público sobre o tema. Como resultado, a Lei 13.260/16 foi aprovada em apenas oito meses de tramitação. Uma das poucas garantias conquistadas no texto legal foi a não-aplicação da lei aos movimentos sociais, uma vez que a atuação destes é um indicador de qualidade de uma sociedade democrática.


Porém, na tentativa de criminalizar a participação de coletivos organizados na vida política brasileira, imediatamente após a aprovação da Lei, essas garantias tornaram-se alvo de sete projetos que objetivam alterar o texto legal e recolocar os movimentos sociais sob a mira direta da criminalização.
 

Assim, sob o discurso de impedir o “abuso do direito de articulação de movimentos sociais”, “como os que envolvem a ocupação de imóveis urbanos ou rurais, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado”, o Congresso Nacional poderá aceleradamente limitar direitos civis e políticos sem debate sobre o tema.


A criminalização do terrorismo, em si, é um problema, pois sua definição é política e não jurídica. Mas, em qualquer acepção que tome, de maneira alguma as ocupações de imóveis ou outras formas de protesto devem ser identificados como atos terroristas. Ocupações e protestos são inerentes à democracia. Criminalizá-los é coerente apenas com regimes autoritários.


O impacto de projetos como esses devem ser compreendidos em um contexto de progressivo aumento da violência no campo, provocada por pistoleiros e, muitas vezes, agentes do Estado. O Relatório de Conflitos no Campo Brasil 2016, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), por exemplo, aponta que somente em 2016 foram registrados 61 assassinatos em conflitos no campo, o que equivale a uma média de cinco assassinatos por mês.


Por esses motivos, as organizações que subscrevem essa carta alertam para o conteúdo autoritário das propostas e solicitam que os parlamentares não autorizem a tramitação do regime de urgência do PL 9.604/18, prevalecendo o debate público e democrático em torno de toda e qualquer proposta que vise a cercear a liberdade de expressão e de participação política.

 


ASSINAM ESTA CARTA:


1. Ação Educativa
2. ACPO - Santos/SP
3. Aliança de Controle do Tabagismo – ACT
4. Amigos da Terra Brasil
5. Articulação Antinuclear Brasileira
6. Articulação Brasileira de Lésbicas –ABL
7. Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB
8. Articulação Justiça e Direitos Humanos
9. Articulação para o Monitoramento dos DH no Brasil
10. Artigo 19
11. Associação Amazônia pelo Transporte Ativo - Apta
12. Associação Brasileira de Antropologia – ABA
13. Associação Brasileira de Ciência Política Regional Centro-Norte – ABCP/Centro-Norte
14. Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Travestis, Transexuais e Intersexos - ABGLT
15. Associação Catarinense de Rádios Comunitárias-ACRACOM
16. Associação das Donas de Casa do Amazonas
17. Associação das Mães e Amigos da Criança e do Adolescente em Risco - A.M.A.R. RJ
18. Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais – AATR
19. Associação de Artesãos Indígenas de Manaus Amazônia Viva – AAIMAV
20. Associação de Mulheres de Armação dos Búzios
21. Associação de Mulheres Unidas da Serra - AMUS
22. Associação de Servidores e Servidoras da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.
23. Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular
24. Associação Movimento Paulo Jackson - Ética, Justiça, Cidadania - Bahia
25. Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares – ABAM
26. Associação Nacional de História – ANPUH-Brasil
27. Associação Nossa Senhora da Conceição
28. Bicuda Ecológica - RJ
29. Campanha Nacional pelo Direito à Educação
30. Casa da Solidariedade -SP
31. Casa Frida - Ponto de Cultura Feminista
32. Centro de Apoio aos Direitos Humanos Valdicio Barbosa dos Santos
33. Centro Burnier Fé e Justiça CBFJ/MT
34. Centro da Mulher 8 de Março – Paraíba
35. Centro de Assessoria Popular Mariana Criola
36. Centro de Educação e Assessoramento Popular-CEAP
37. Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Mônica Paião Trevisan / SP
38. Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra
39. Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennès/ Cáceres-MT
40. Centro de Defesa de Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno
41. Centro de Direitos Humanos Pablo Gonzales Olalla
42. Centro de Direitos Humanos de Sapopemba / SP
43. Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social – CENDHEC
44. Centro Feminista de Estudos e Assessoria - CFEMEA
45. Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos
46. Centro Pela Justiça e o Direito Internacional – CEJIL
47. Centro Popular de Defesa dos Direitos Humanos Frei Tito de Alencar Lima
48. Cine Clube Feminista de São Sebastião
49. Círculo Palmarino
50. Coletivo de Mulheres- Casa Lilás
51. Coletivo Margarida Alves de Assessoria Popular
52. Coletivo Mulher Vida - CMV/Olinda (PE)
53. Coletivo por um Ministério Público Transformador - Transforma MP
54. Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos – CBDDH
55. Comitê Carlos de Ré da Verdade e Justiça do Rio Grande do Sul
56. Comissão Justiça e Paz –SP
57. Comissão Pró-Índio de São Paulo
58. Comunidade Quilombola de Limoeiro – BA
59. Conectas Direitos Humanos
60. Conselho Indigenista Missionário- Cimi
61. Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – CONIC
62. Conselho Nacional do Laicato do Brasil - CNLB
63. Consciência pela Cidadania - CONCIDADANIA
64. Coordenação de Comunidades Quilombolas do Litoral Norte da Bahia
65. Coordenação Nacional de Entidades Negras - CONEN
66. Coordenadoria Ecumênica de Serviço - CESE
67. CRESS RJ
68. Criola
69. Diocese Anglicana do Paraná
70. Engajamundo
71. Escola de Governo de São Paulo
72. Espaço Feminista Uri Hi
73. Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional - FASE-RJ
74. FIAN-Brasil
75. Fórum Cearense de Mulheres
76. Fórum de Direitos Humanos e da Terra Mato Grosso
77. Fórum de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas
78. Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense – FMAP
79. Fórum de Mulheres Negras de Mato Grosso- FMN-MT
80. Fórum de Saúde do Rio de Janeiro
81. Frente Estadual pelo Desencarceramento - RJ
82. Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
83. Frente Nacional contra Privatização da Saúde.
84. Fundação Grupo Esquel Brasil
85. GAJOP
86. Greenpeace Brasil
87. Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Bahia - GAPA/ BA
88. Grupo de Estudos: Desenvolvimento, Modernidade
e Meio Ambiente da Universidade Federal do Maranhão (GEDMMA/UFMA)
89. Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades – Demodê/IPOL-UnB
90. Grupo de Pesquisa Repensando as Relações entre Sociedade e Estado – Resocie/IPOL UnB
91. Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte, GPEA- UFMT
92. Grupo Tortura Nunca Mais – Bahia
93. IMAFLORA
94. Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social Terra de Direitos
95. Instituto Alana
96. Instituto AMMA Psique e Negritude.
97. Instituto Brasil Central –IBRACE
98. Instituto Brasileiro de Ciências Criminais -IBCCRIM
99. Instituto Dakini Movimento e Igualdade
100. Instituto de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais - Idhesca
101. Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais - Pólis
102. Instituto de Estudos da Religião – ISER
103. Instituto de Pesquisa e Formação Indígena - Iêpe
104. Instituto Humana Raça Fêmina – INHURAFE
105. Instituto Janus
106. Instituto Palmares de Promoção da Igualdade – IP
107. Instituto de Pesquisa Direitos e Movimentos Sociais - IPDMS
108. Instituto Prios de Políticas Públicas e Direitos Humanos.
109. Instituto Pro Bono
110. Instituto Silvia Lane Psicologia e Compromisso Social
111. Justiça Global
112. Juventude comunitária da Federação Matogrossense de Associação Moradores de Bairro
113. Koinonia Presença Ecumênica e Serviço
114. Luta Popular
115. Movimento e Articulação de Mulheres o Estado do Pará – MAMEP
116. Movimento das Mulheres Negras da Floresta -Dandara
117. Movimento de Defesa da Ilha (São Luís-MA)
118. Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST
119. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra- MST
120. Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua - MNMMR
121. Movimento Nacional Contra Corrupção e pela Democracia - MNCCD
122. Movimento Nacional de Direitos Humanos - MNDH
123. Movimento Nacional de Rádios Comunitárias-MNRC
124. Núcleo Lélia Gonzalez
125. Núcleo de Investigações em Justiça Ambiental (NINJA) da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ)
126. Paz e Esperança Brasil
127. Plataforma de Direitos Humanos Dhesca Brasil
128. Programa e Assessoria Jurídica Estudantil - P@je
129. Projeto Saúde e Alegria
130. Projeto BrCidades
131. Promotoras Legais Populares de São Paulo
132. Rede Brasileira de Justiça Ambiental
133. Rede de Cooperação Amazônica - RCA
134. Rede Justiça nos Trilhos
135. Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental – REMTEA
136. Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio da Juventude Negra e Periférica – SP
137. Rede Justiça Criminal
138. Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares do Distrito Federal – RENAP/DF
139. Rede Nacional de Colegiados Territoriais –RNCT
140. Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas - RENFA
141. Rede de Panapanã de Mulheres do Noroeste Paulista
142. Serviço de Assessoria Jurídica Universitária – SAJU/ USP
143. Serviço de Paz - SERPAZ
144. Sociedade Comunitária E. S. "Fala NegãoFala Mulher ZLSP
145. Sociedade de Arqueologia Brasileira
146. Sociedade Maranhense de Direitos Humanos – SMDH
147. SOS Corpo Instituto Feminista pela Democracia
148. Terra de Direitos
149. Uma Gota no Oceano
150. Uneafro-Brasil
151. União de Ciclistas do Brasil -UCB
152. União de Mulheres de São Paulo
153. União de Negras e Negros Pela Igualdade- Unegro
154. União de Mulheres de São Paulo
155. União por Moradia Popular do Rio de Janeiro – UMP/ RJ


INDIVIDUAIS:
1. Ana Paula Rech Medeiros
2. Anna Maria Teixeira Nigro Rodrigues
3. Antônia Quitéria da Silva Nascimento
4. Ariovaldo dos Santos
5. Benedito Tadeu César - Cientista político, professor da UFRGS (aposentado)
6. Benjamin Prizendt
7. Cândido Grzybowski - Sociólogo do Ibase
8. Carlos Augusto Picininni, coordenador do Comitê Carlos de Ré da Verdade e Justiça do Rio Grande do Sul
9. Carina Serra
10. Carolina Toledo Diniz
11. Catia Gould
12. Claudius Ceccon
13. Cintia Erica Mariano / Defensora Pública-RJ
14. Erminia Maricato - Professora
15. Daniel Rangel Cabral- Reverendo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro – IEAB
16. Denise Cabral Carlos de Oliveira – Psicanalista/RJ
17. Denise Elisei
18. Douglas Belchior - Professor e militante do movimento negro
19. Fábio Konder Comparato, jurista
20. Fernanda Maria Vieira - professora adjunta da UFJF
21. Gerah Silva
22. Günter Adolf Wolff
23. Iole Iliada, membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo.
24. Jaci Souza
25. João Costa Filho
26. João de Oliveira –Cultural Refavela/CONEN
27. João José Reis - Historiador
28. Jurandir Malerba - Professor Titular de História da UFRGS
29. Kenarik Boujikian - Desembargadora do TJSP
30. Lorena Ornelas
31. Luzania Barreto Rodrigues - Professora da Universidade Federal do Vale do São Francisco
32. Marco Antônio Santos/Psicólogo-SP
33. Maria Claudia Oliveira de Paiva - PT/SP
34. Maria Eunice Xavier Kalil
35. Maria Fernanda Ramos Coelho
36. Maria Teresa Castilho Mansor
37. Marilda da Rosa dos Santos
38. Maristela Abadia Guimarães -Doutora em Educação/ IFMT
39. Naudal Alves Gomes - Bispo da Diocese Anglicana do Paraná
40. Paolo Colosso
41. Rafael Soares de Oliveira - Dr. Antropólogo e Ogan do Candomblé
42. Ramiro Bier
43. Raul Ellwanger, coordenador do Comitê Carlos de Ré
da Verdade e Justiça do Rio Grande do Sul
44. Roberto E. Zwetsch - professor
45. Sabrina Diniz Bittencourt Nepomuceno - RENAP/SP
46. Simião Maranhão
47. Tania Jamardo Faillace - jornalista e escritora de Porto Alegre, RS
48. Thais Oliveira Bezerra de Sousa
49. Tiago Pinheiro dos Santos de Souza


*ABERTA A ADESÕES 


Cinco cidades aderem ao projeto Cidade Pacífica

Cinco cidades aderem ao projeto Cidade Pacífica

Petrolina, Orocó, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Cabrobó assinam Termo de Cooperação Técnica com o Ministério Público de Pernambuco, em 25 de maio

 

Na próxima sexta-feira, 25 de maio, às 9h, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) irá assinar Termo de Cooperação Técnica com as prefeituras de Petrolina, Lagoa Grande, Orocó, Santa Maria da Boa Vista e Cabrobó, com o objetivo de que as cidades façam adesão ao projeto Cidade Pacífica. O evento irá ocorrer no auditório do Sest/Senat, na Rua Zito de Souza Leão, nº. 10, Petrolina, e contará com a presença da vice-prefeita de Petrolina, Luska Portela; o prefeito Gueber Cavalcanti, de Orocó; Vilmar Cappellaro, de Lagoa Grande; Humberto Mendes, de Santa Maria da Boa Vista;  e Marcílio Rodrigues, de Cabrobó. Participam, ainda, os promotores de Justiça, Érico Santos, de Petrolina; Thiago Sales, de Cabrobó e Orocó; Cintia Granja, de Lagoa Grande; Tanúsia Santana, de Santa Maria da Boa Vista.

 

Com o Cidade Pacífica, os governos municipais podem apresentar medidas distribuídas em nove eixos temáticos, são eles: Guarda municipal pacificadora; Segurança nos estabelecimentos comerciais/bancários; Esporte pacificador/Cultura/Lazer; Mesa municipal de segurança; Proteção integrada pacificando escolas; Empresas solidárias; Transporte pacificador; Iluminação pacificadora; e Pacificando Bares e similares (operação Bar Seguro). O município poderá aderir ao projeto através de convênio firmado com o MPPE, por intermédio da promotoria local, devendo obrigatoriamente implementar os cinco primeiros eixos e selecionar outros dois, de acordo com a sua realidade.

 

“O projeto está sendo levado até diversas cidades do interior e nosso objetivo é criar um grande debate, envolvendo a sociedade civil e demais atores públicos sobre segurança pública. Os prefeitos estão recebendo diversas metas em vários eixos, para aplicarem soluções simples que irão impactar significativamente a segurança de diversos locais", disse o procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros. Ainda segundo ele, um índice de cidades pacificadas irá ranquear os municípios mais seguros do Estado. "Vamos divulgar o índice a cada dois meses com o objetivo de incentivar ainda mais a prevenção e temos certeza que vamos reduzir a violência em nosso Estado", afirmou.

 

O MPPE irá realizar um acompanhamento constante das ações de segurança a partir de ciclos de monitoramento. “Vamos ter acesso ao banco de dados do Pacto Pela Vida para podermos mapear áreas com maior violência em todo o Estado. Após esse mapeamento vamos firmar um pacto e as cidades passam a ser constantemente avaliadas, compondo, assim, um índice de pacificação em nosso Estado”, disse o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias  de Justiça da área Criminal (CAOP-Criminal), Luiz Sávio Loureiro da Silveira. Entre os dados que serão consultados estão os números de Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLI) e o de Crimes Patrimoniais (CVP).

 

Ao fim do ciclo de monitoramento, os municípios que atingirem as metas recebem do MPPE uma certificação que gera, além das conquistas no combate à criminalidade, a possibilidade de obter recursos públicos e privados para investimentos na qualidade de vida dos cidadãos. “A certificação funciona para que o MP possa atestar a realização de medidas efetivas de combate à criminalidade. Vamos realizar, ainda, articulação junto aos órgãos federais e estaduais a fim de viabilizar linhas de crédito para projetos de segurança”, completou Sávio.

 

SEGURANÇA - O Cidade Pacífica é fruto do Pacto dos Municípios pela Segurança Pública, projeto lançado pelo MPPE em 2013, teve adesão de 73 municípios pernambucanos e foi vencedor do Prêmio Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em 2015, na categoria Diminuição da Criminalidade. “Com o Pacto, a adesão do município era voluntária. Agora, nós vamos monitorar todo o Estado, mantendo um contato estreito com os governos locais, incentivando ações de promoção da segurança e projetos de melhoria da qualidade de vida do cidadão”, finalizou Sávio.


Compesa triplica Estação de Tratamento de Água em Belo Jardim

Compesa triplica Estação de Tratamento de Água em Belo Jardim


Após ampliação, unidade terá capacidade de receber água das Adutoras do Moxotó e, posteriormente, de Serro Azul

Dando sequência aos grandes investimentos feitos pelo governo Paulo Câmara na área de recursos hídricos, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) segue executando a política de integração de bacias, que permitirá distribuir água mesmo nas futuras épocas de seca. A Estação de Tratamento de Água (ETA) de Belo Jardim, cidade da região Agreste, está recebendo uma obra de ampliação e modernização, que vai possibilitar triplicar a sua capacidade de operação, de 180 litros de água, por segundo, para 600 L/s. As intervenções são necessárias para que a unidade, localizada próxima à Barragem do Bitury, possa receber e tratar água da Transposição do Rio São Francisco que chegará pela Adutora do Moxotó e, no futuro, ser interligada a outra obra hídrica estruturadora em execução pela Compesa, o Sistema Adutor de Serro Azul. 

As obras de requalificação e ampliação serão executadas, simultaneamente, no período de oito meses. No entanto, dentro de três meses, a população já será beneficiada com a conclusão da primeira etapa, que aumentará a capacidade de tratamento para 300 litros de água, por segundo. A segunda etapa será concluída no final do ano, quando a ETA de Belo Jardim estará com capacidade para tratar os 600 l/s. 

Para realizar esses investimentos, o governo Paulo Câmara e a Compesa destinam cerca de R$ 4 milhões, recursos financiados junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) por meio do Programa de Saneamento Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca (PSA/Ipojuca). “Com a conclusão da Adutora do Moxotó, já nesse mês de junho, cumpriremos mais uma meta de Paulo Câmara, que é melhorar o abastecimento da população e preparar a infraestrutura para não dependermos tanto do regime de chuvas no Agreste”, informa o presidente da Compesa, Roberto Tavares.


Lula escreve no Le Monde: Por que eu quero voltar a ser presidente

Lula escreve no Le Monde: Por que eu quero voltar a ser presidente

Sou candidato a presidente do Brasil, nas eleições de outubro, porque não cometi nenhum crime e porque sei que posso fazer o país retomar o caminho da democracia e do desenvolvimento, em benefício do nosso povo. Depois de tudo que fiz como presidente da República, tenho certeza de que posso resgatar a credibilidade do governo, sem a qual não há crescimento econômico nem a defesa dos interesses nacionais. Sou candidato para devolver aos pobres e excluídos sua dignidade, a garantia de seus direitos e a esperança de uma vida melhor. 
 
Na minha vida nada foi fácil, mas aprendi a não desistir. Quando comecei a fazer política, mais de 40 anos atrás, não havia eleições no País, não havia direito de organização sindical e política. Enfrentamos a ditadura e criamos o Partido dos Trabalhadores, acreditando no aprofundamento da via democrática. Perdi 3 eleições presidenciais antes de ser eleito em 2002. E provei, junto com o povo, que alguém de origem popular podia ser um bom presidente. Terminei meus mandatos com 87% de aprovação popular. É o que o atual presidente do Brasil, que não foi eleito, tem de rejeição hoje. 
 
Nos oito anos que governei o Brasil, até 2010, tivemos a maior inclusão social da história, que teve continuidade no governo da companheira Dilma Rousseff. Tiramos 36 milhões de pessoas da miséria extrema e levamos mais de 40 milhões para a classe média. Foi período de maior prestígio internacional do nosso país. Em 2009, Le Monde me indicou “homem do ano”. Recebi estas e outras homenagens, não como mérito pessoal, mas como reconhecimento à sociedade brasileira, que tinha se unido para a partir da inclusão social promover o crescimento econômico. 
 
Sete anos depois de deixar a presidência e depois de uma campanha sistemática de difamação contra mim e meu partido, que reuniu a mais poderosa imprensa brasileira e setores do judiciário, o momento do país é outro: vivemos retrocessos democráticos, uma prolongada crise econômica, e a população mais pobre sofre, com a redução dos salários e da oferta de empregos, o aumento do custo de vida e o desmonte de programas sociais. 
 
A cada dia mais e mais brasileiros rejeitam a agenda contra os direitos sociais do golpe parlamentar que abriu caminho para um programa neoliberal que havia perdido quatro eleições seguidas e que é incapaz de vencer nas urnas. Lidero, por ampla margem, as pesquisas de intenções de voto no Brasil porque os brasileiros sabem que o país pode ser melhor. 
 
Lidero as pesquisas mesmo depois de ter sido preso em consequência de uma perseguição judicial que vasculhou a minha casa e dos meus filhos, minhas contas pessoais e do Instituto Lula, e não achou nenhuma prova ou crime contra mim. Um juiz notoriamente parcial me condenou a 12 anos de prisão por “atos indeterminados”. Alega, falsamente, que eu seria dono de um apartamento no qual nunca dormi, do qual nunca tive a propriedade, a posse, sequer as chaves. Para me prender, e tentar me impedir de disputar as eleições ou fazer campanha para o meu partido, tiveram que ignorar a letra expressa da constituição brasileira, em uma decisão provisória por apenas um voto de diferença entre 11 na Suprema Corte. 
 
Mas meus problemas são pequenos perto do que sofre a população brasileira. Para tirarem o PT do poder após as eleições de 2014, não hesitaram em sabotar a economia com decisões irresponsáveis no Congresso Nacional e uma campanha de desmoralização do governo na imprensa. Em dezembro de 2014 o desemprego no Brasil era 4,7%. Hoje está em 13,1%. 
 
A pobreza tem aumentado, a fome voltou a rondar os lares e as portas das universidades estão voltando a se fechar para os filhos da classe trabalhadora. Os investimentos em pesquisa desabaram. 
 
O Brasil precisa reconquistar a sua soberania e os interesses nacionais. Em nosso governo, o País liderou os esforços da agenda ambiental e de combate à fome, foi convidado para todos os encontros do G-8, ajudou a articular o G-20, participou da criação dos BRICS, reunindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e da Unasul, a União dos países da América do Sul. Hoje o Brasil tornou-se um pária em política externa, que os líderes internacionais evitam visitar, e a América do Sul se fragmenta, com crises regionais cada vez mais graves e menos instrumentos diplomáticos de diálogo entre os países. 
 
Mesmo a parte da população que apoiou a queda da presidenta Dilma Rousseff, após intensa campanha das Organizações Globo, que monopolizam a comunicação no Brasil, já percebeu que o golpe não era contra o PT. Era contra a ascensão social dos mais pobres e os direitos dos trabalhadores. Era contra o próprio Brasil. 
 
Tenho 40 anos de vida pública. Comecei no movimento sindical. Fundei um partido político com companheiros de todo o nosso país e lutamos, junto com outras forças políticas na década de 1980, por uma Constituição democrática. Candidato a presidente, prometi, lutei e cumpri a promessa de que todo o brasileiro teria direito a três refeições por dia, para não passar fome que passei quando criança. 
 
Governei uma das maiores economias do mundo e não aceitei pressões para apoiar a Guerra do Iraque e outras ações militares. Deixei claro que minha guerra era contra a fome e a miséria. Não submeti meu país aos interesses estrangeiros em nossas riquezas naturais. 
 
Voltei depois do governo para o mesmo apartamento do qual saí, a menos de 1 quilômetro do Sindicato dos Metalúrgicos do da cidade de São Bernardo do Campo, onde iniciei minha vida política. Tenho honra e não irei, jamais, fazer concessões na minha luta por inocência e pela manutenção dos meus direitos políticos. Como presidente, promovi por todos os meios o combate à corrupção e não aceito que me imputem esse tipo de crime por meio de uma farsa judicial. 
 
As eleições de outubro, que vão escolher um novo presidente, um novo congresso nacional e governadores de estado, são a chance do Brasil debater seus problemas e definir seu futuro de forma democrática, no voto, como uma nação civilizada. Mas elas só serão democráticas se todas as forças políticas puderem participar de forma livre e justa. 
 
Eu já fui presidente e não estava nos meus planos voltar a me candidatar. Mas diante do desastre que se abate sobre povo brasileiro, minha candidatura é uma proposta de reencontro do Brasil com o caminho de inclusão social, diálogo democrático, soberania nacional e crescimento econômico, para a construção de um país mais justo e solidário, que volte a ser uma referência no diálogo mundial em favor da paz e da cooperação entre os povos. 
 
Artigo originalmente publicado pelo jornal francês Le Monde