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Compesa realiza manutenção emergencial e afeta  o abastecimento de agua de 29  localidades de Recife e  uma em Olinda

Compesa realiza manutenção emergencial e afeta o abastecimento de agua de 29 localidades de Recife e uma em Olinda

A Compesa  irá  paralisar  amanhã ( 8), a partir das 08h, uma das estações elevatórias do Sistema Alto do Céu, para serviços de manutenção emergencial. A paralisação  é necessária para que os técnicos da companhia consigam substituir  uma válvula  que está danificada e  realizar serviços de  manutenção em um registro  de uma adutora de 800 mm, além de outras intervenções. Durante a execução dos trabalhos, haverá falta de água nas seguintes localidades: Água Fria, Aflitos, Alto José Bonifácio, Alto Santa Terezinha, Linha do Tiro, Alto do Deodato, Alto do Pascoal, Alto Antônio Meira, Alto do Brasil, Corrégo do Tiro,  Alto do Pereirinha, Arruda, Beberibe, Bomba do Heméterio, Cajueiro, Campina do Barreto, Casa Amarela, Encruzilhada, Espinheiro, Fundão, Hipódromo, Jaqueira, Mangabeira, Mangueira, Parnamirim, Ponto de Parada, Porto da Madeira, Rosarinho, Tamarineira e São Benedito, em Olinda. A previsão  é concluir os trabalhos amanhã  mesmo ( 8), às 18h, quando será retomada a distribuição de água de acordo  com o calendário de cada área afetada. O desabastecimento afetará  92 mil pessoas. Informações: 0800 081 0195.


.  Em entrevista, João Pedro Stédile defende que Lula busque registro de candidatura, com apoio das forças sociais

. Em entrevista, João Pedro Stédile defende que Lula busque registro de candidatura, com apoio das forças sociais

"Todo povo pode rebelar-se contra leis ou governos que não expressem a vontade da maioria ou que aplicam procedimentos claramente injustos e desumanos"

 

 

Por Denise Assis
Do Cafezinho

 

Líder do MST e da Frente Brasil Popular, João Pedro Stédile acredita que a saída para a atual crise enfrentada pelo Brasil – “a mais grave das já vividas em 1930, 1960 e 1980 -, depende de uma ampla articulação das forças sociais. Unidas, elas ajudariam a traçar um novo projeto para o país”, defende.


A Frente Brasil Popular é uma espécie de frente ampla, composta por 88 movimentos populares e correntes partidárias. Juntas, essas correntes têm o papel de fazer uma análise constante da conjuntura e traçar cenários buscando soluções.


Em sua opinião, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve buscar o registro de sua candidatura em 15 de agosto, como já anunciou o PT e, mesmo preso, concorra. Embora não acredite que Lula vá ser preso, neste caso, ele é favorável à desobediência civil. “A ideia de que todo povo pode rebelar-se contra leis ou governos que não expressem a vontade da maioria ou que aplicam procedimentos claramente injustos e desumanos não é nenhuma novidade política”, argumenta. “Ela tem sua origem na Igreja”.


O líder do MST vê, porém, grande dificuldade para que isso aconteça no Brasil. “É que a imensa maioria do povo ainda está desorganizada. Então, precisamos unir dois esforços: explicar para ele (o povo) quem são os culpados, seus verdadeiros inimigos de classe, as injustiças do poder judiciário, e ao mesmo tempo organizá-lo para a rebeldia”.


Stédile fala com a autoridade de quem lidera um movimento presente em 24 estados das cinco regiões do Brasil, composto por cerca de 350 mil famílias que conquistaram a terra por meio da luta e da organização dos trabalhadores rurais.


Além de conquistá-las, o MST tratou de utilizar as terras que ocuparam – em geral latifúndios improdutivos – com a produção, nos últimos dois anos, de alimentos saudáveis, cultivados segundo as tradições e costumes do povo, cuidando para o uso racional da água. O resultado já pode ser encontrado em feiras e gôndolas de supermercados, com o selo de produtos orgânicos.


– O momento atual é de muita indefinição na política. Ao mesmo tempo, os movimentos sociais, tanto o MST, quanto o MTST parecem, aos olhos da sociedade, bastante fortalecidos e organizados. A que se deve isto?


O Brasil vive uma grave crise econômica, que trouxe como consequência uma crise social, com aumento da desigualdade social, do desemprego e da desesperança.   Daí resultou numa crise política, pois a burguesia brasileira deu um golpe midiático-jurídico-parlamentar, para ter o controle absoluto dos quatro poderes, e assim pode jogar todo peso da crise econômica sobre a classe trabalhadora.


O país viveu crise tão grave, antes,em 1930, 60 e 80.   Todas elas nos ensinaram que a saída é de longo prazo, e depende de uma ampla articulação de forças sociais, para aglutinar-se em torno de um novo projeto. Nesses períodos de crise, os setores menos organizados, as massas, ficam “desbaratinadas”.  As organizações políticas que não fizerem a leitura correta da conjuntura, também perdem relevância. Temos aí várias figuras públicas e partidos que não têm o que dizer, ou só dizem bobagem que ninguém leva em conta.


Nós temos enfrentado muitas dificuldades como MST, porque a reforma agrária está paralisada há quatro, cinco anos, sem conquistas reais.  Por isso, também, colocamos energia em construir a FRENTE BRASIL POPULAR, como uma espécie de frente ampla, composta por 88 movimentos populares e correntes partidárias, para nos aglutinarmos, analisarmos permanentemente a conjuntura e decidirmos juntos o que fazer.  É isso que temos feito nos últimos dois anos.


As saídas para essa crise histórica dependerão, ainda, de uma FRENTE maior, que aglutine a maior parte das forças populares, sobretudo as desorganizadas. Por ora, essas forças populares desorganizadas não estão atuando. Porém, já identificaram o Lula como seu símbolo de mudança. Também precisamos conseguir atrair para um projeto de nação, forças sociais que estão ainda isoladas.


Esperamos que nos próximos meses e ano, as massas se ponham em movimento, por indignação e por vontade política de construir um novo projeto de país. Aconteceu em outros períodos de nossa história. Tenho certeza, voltará a acontecer em breve no Brasil.


– Em discursos tanto em Porto Alegre, quanto em São Paulo, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o senador Lindberg Faria pregaram a desobediência civil e o enfrentamento, como ações próprias para o momento. Qual a sua opinião a respeito, e de que forma isto se daria?


O termo desobediência civil, vem da doutrina da igreja, e defende a ideia de que todo povo pode rebelar-se contra leis ou governos que não expressem a vontade da maioria ou que aplicam procedimentos claramente injustos e desumanos.    Portanto, não é nenhuma novidade política.


Porém, a maior dificuldade para que isso aconteça no Brasil, é que a imensa maioria do povo ainda está desorganizada. Então, precisamos unir dois esforços: explicar para o povo quem são os culpados, seus verdadeiros inimigos de classe, as injustiças do poder judiciário, e ao mesmo tempo organizá-lo, para a rebeldia. E a rebeldia social não advém de nossa vontade política, de nossos discursos, ela depende de fatores psicossociais que regulam o comportamento das massas.  Mas uma hora dessas, ela vai se levantar.


– Depois da condenação em segunda instância, a candidatura do ex-presidente Lula está concretamente ameaçada. Há pouca margem de recursos jurídicos a serem disponibilizados para viabilizá-la. Qual a sua análise sobre este cenário e de que forma, em sua opinião, ela poderia ser garantida?
 

A candidatura Lula está assegurada pela lei em vigor no país. Ele tem todo direito a registrar sua candidatura em 15 de agosto, como já anunciou o PT. Ele poderá ser candidato mesmo preso. O que espero, não aconteça.   Já temos jurisprudência de candidatos que disputaram eleições estando na prisão, e ganharam.


Porém, a política, o poder, depende da correlação de forças.   A burguesia e seus paus mandados usam o poder judiciário, como um poder discricionário, monárquico, que a sociedade não tem nenhum controle. Eles rasgaram a Constituição para poder alcançar seus objetivos.   A classe trabalhadora só tem um espaço para exercer seu poder político: a mobilização de rua.  Eu acredito que daqui até as eleições as mobilizações populares aumentarão e exigirão a candidatura do Lula. E a legalidade da candidatura do lula, ao final das contas vai se dar pelo número de votos que ele conseguir.  Se ele tivesse apenas 10% de intenção de votos já estaria esquecido e abandonado pelos partidos. Acontece que o povão, pela via indireta, da pesquisa de opinião, está dizendo que ele seria a única salvação, para reconstruir um projeto de país.  Falta agora esse povão ir para as ruas.


Do ponto de vista jurídico, bastaria que os senhores juízes – aqueles hipócritas que se locupletam com altos salários, auxílios-moradias e puxadinhos de todo tipo para burlar o teto máximo de salário do servidor público, e inclusive sonegar imposto de renda, como já foi calculado – seguissem a Constituição. Os juízes sonegaram mais de 300 milhões de reais.


– Há caminhos, em sua opinião?


Acredito que há muitos instrumentos, e inclusive a possibilidade de um decreto legislativo aprovado pelo congresso, que colocasse ordem na casa? Impedir Lula de concorrer, será jogar o país numa crise ainda mais grave por mais quatro anos. Até as pedras sabem disso.


– Um pouco antes do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em entrevista, o senhor disse que em caso de desfecho desfavorável, o MST poderia se transformar em um exército que bloquearia as estradas federais, paralisando o país. Isto não aconteceu. O que os fez mudar de ideia? No dia da votação do impeachment na Câmara, havia em Brasília um contingente de mais de cinco mil sem-terra acampados na capital, para acompanhar o resultado. Esperava-se que, terminada a votação, com placar desfavorável à linha do movimento, e das alas à esquerda e progressistas vocês saíssem em passeata pela cidade, para demonstrar a indignação pela deposição da presidente. O que os impediu?


Acontece que nem sempre nossa vontade política se realiza apenas porque temos vontade. Tudo depende da correlação de forças. No caso do impeachment, minha leitura pessoal é de que o povão, não se mobilizou, não quis defender a Presidenta. Primeiro porque achou que era apenas um problema entre os políticos, distante dele, lá em Brasília. Segundo, porque a política econômica do governo Dilma estava errada, e penalizava os trabalhadores. E, portanto, os trabalhadores não viram sentido em defendê-la. Terceiro, porque houve uma avalanche midiática da Globo e da pequena burguesia verde-amarela nas ruas, que assustou o povão.


Por isso não se mobilizaram, e só nós ficamos na vanguarda, os setores mais conscientes. Agora, felizmente o povão está começando a se dar conta de que o golpe não foi contra a Dilma, foi um golpe para a burguesia jogar todo o peso da crise econômica sobre as costas da classe trabalhadora. E ela está pagando a conta, com o desemprego, baixos salários. Temos precarização do trabalho e falta de recursos para educação, creche, professores, saúde, aumento da gasolina e do gás. Daí sua reação, como disse, em favor do Lula.


– O MST se deslocou praticamente em peso para Porto Alegre, para a manifestação de apoio ao ex-presidente Lula. Quais seriam as próximas orientações ao movimento, que sempre o apoiou?


Primeiro defendemos o direito de Lula ser candidato.  Nós nos mobilizaremos para denunciar sua eventual prisão, como querem o poder judiciário e setores da burguesia brasileira. Ainda que seja contra a Constituição.   A Constituição é clara. Nenhum cidadão pode ser preso, a não ser em fragrante delito, se não for julgado até a última instância, para ele provar sua inocência.  O STF se arvorou do direito de legislar, e disse que ele pode ser preso na segunda instância, mas o Supremo não é a Constituição.  Ele não tem poder nenhum.  A Constituição diz: todo poder emana do povo. Que juiz foi eleito pelo povo?


E a quem recorrer, se esses juízes não obedecem à Constituição? Espero que os ministros do STF revejam urgentemente esse equívoco.  E a situação é tão ridícula e anticonstitucional, que alguns deles têm dito nas entrelinhas, na imprensa burguesa, que trocariam a liberdade do Lula, desde que ele não concorra.  Francamente? Diria nosso querido Brizola!


Agora, em relação às mobilizações, o MST atua sempre em conjunto coma FRENTE BRASIL POPULAR. Na plenária da FBP tiramos várias atividades, como a jornada nacional contra a reforma da previdência.  Espero, sejamos vitoriosos. A mobilização nacional em torno do dia 8 de março. A mobilização em defesa de o Lula ser candidato como uma questão democrática. E, ainda, em março, teremos o Fórum Mundial alternativo das águas, que provocará muitas mobilizações em todo país em defesa da água para o povo brasileiro, e contra a desnacionalização e apropriação pela Vale, Nestlé, Coca-Cola e empresas mineradoras.


E também tiramos um calendário de pedagogia de massas, que chamamos de CONGRESSO DO POVO.  Nos meses de abril a julho, vamos realizar assembléias de todo o povo, no maior número possível de municípios.  Para ouvi-lo sobre quais são os seus problemas, quem são os culpados e quais as saídas?  Serão tiradas sugestões e propostas de um programa de mudanças. Em junho, faríamos congresso do povo em cada estado e, finalmente, em julho faremos um congresso nacional do povo, em pleno Maracanã, com cem mil delegados de todo o país, para construirmos esse programa unitário de propostas de mudanças.


– Fala-se na participação do senhor nas negociações com vários segmentos da sociedade, para encontrar uma saída que viabilize a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Como estão esses encontros, e como o senhor tem sido recebido em setores mais conservadores, por exemplo, o das Forças Armadas?


Como membro da frente Brasil Popular me envolvi em muitas articulações com diversos setores da sociedade brasileira. Tanto pelo direito de Lula ser candidato, de termos eleições democráticas, como pela necessidade de construirmos um projeto para o Brasil. E no intuito também de construir uma frente ampla pelas mudanças que o Brasil precisa.  Não tem sido fácil, mas estamos avançando. Temos duas grandes dificuldades: como disse antes, o povão que é ampla maioria de nossa população, não tem representações formais, com quem possamos construir pontes.  Repito: o povão transferiu apenas para o Lula a representação simbólica da política.


A segunda dificuldade são os empresários.  Infelizmente o capitalismo globalizado controlado pelas empresas transnacionais e pelo capital financeiro, destruiu também o que tínhamos ainda de empresariado nacional. Agora é difícil encontrar interlocutores deles. É difícil encontrar entre eles, pensadores, que estejam comprometidos com projetos de desenvolvimento da Nação.  A ampla maioria das empresas, ainda quando são brasileiras, são geridas por CEOs, contratados, que não têm nenhuma visão de país. Apenas pensam em lucros e na porcentagem que será acrescida aos seus polpudos salários. Está aí o nosso querido Bresser Pereira, andando pelo Brasil, pregando a necessidade de um projeto de Nação, sem encontrar interlocução entre os empresários.  Cada vez mais desnacionalizados, rentistas, preferem viver de royalties e de juros, do que pensar o futuro.  Triste. Muito triste!


– Que notícias o senhor tem de setor militar, frente ao quadro atual?


Não sou nenhum especialista em Forças Armadas, mas tenho procurado entender, estudar e tenho lá meus interlocutores, ainda que discretos.   Acho que as Forças Armadas brasileiras na ativa reproduzem a complexidade da sociedade brasileira. Ou seja, eles não têm uma unidade programática, não discutem projeto para o país. São regidos por uma disciplina de guerra, em que todos obedecem aos superiores e os superiores não podem expressar posições políticas. No comando maior temos o ministro do Exército, que apesar do sacrifício de sua saúde, tem se mantido coerente, procurando respeitar a Constituição e compreendendo a gravidade da crise nacional. Um exemplo, quando disse que a sociedade brasileira parecia um navio afundando e sem comando? (escreveu isso no Valor Econômico!). Mas ninguém reagiu.


Acho que eles têm consciência que os golpistas são corruptos e que a burguesia rentista não quer saber de projeto de Nação e do papel histórico das Forças Armadas. Essa classe dominante é colonizada, vende-pátria, e sonha apenas em se locupletar com a venda de nossas riquezas naturais, entregando o petróleo, os minérios, a água, a biodiversidade, nossas terras. E para as Forças Armadas destinam apenas a missão rebaixada de ser capitães-do-mato, Polícia, cuidando de pobre e bandido nas periferias. Precisamos de Forças Armadas altivas, que pensem a segurança nacional, a partir de um projeto de país, em defesa do povo brasileiro e não do lucro das empresas transnacionais.


Acho que a maioria das Forças Armadas na ativa é contra as ideias do Bolsonaro.  Eles sabem que o melhor governo para o projeto de país e para as Forças Armadas foi o governo Lula. Ainda que sejam muito influenciados pela Globo e pela mídia, eles têm juízo e enxergam a realidade do país.


– O senhor acredita na realização de eleições em outubro? Caso elas não saiam, como vocês, do MST, reagirão?


Claro, as eleições acontecerão em outubro.  O sonho da burguesia é ter eleições sem Lula, mas impedir a realização das eleições ou adotar fórmulas esdrúxulas como o Parlamentarismo, seria jogar o país na ilegalidade total.  No caos!


– A candidatura de Lula tem recebido apoios importantes fora do país. Que peso o senhor daria a esses apoios, do ponto de vista do nosso cenário interno?


Acho que a solidariedade internacional e também as reações da própria imprensa burguesa internacional, ajudam a revelar as “maracutaias” e a insensatez do Poder Judiciário brasileiro.  Isso é muito importante, mas em definitivo o que altera o rumo da historia, é a correlação de forças interna, e para isso o povão precisa entrar em campo.


– O senhor acha possível a união de todas as esquerdas em torno da candidatura do Lula?


Esquerda é um termo genérico. São todas as pessoas que querem mudanças para construir uma sociedade justa e igualitária, onde todos tenham os mesmos direitos e oportunidades. Portanto, esquerda não se resume aos partidos, ditos de esquerda. Os partidos seguem seus ritos eleitorais, e seus interesses de acumular forças para os membros da sigla, nas instituições.   E isso é legítimo, porém, nem sempre representam acúmulo de forças para mudar a sociedade. Acho que a esquerda partidária tem todo o direito, e terá, de ter seus candidatos a presidente. A esquerda como povão que quer mudanças já, está unificada em torno do Lula, que provavelmente vai ganhar as eleições no primeiro turno.


– O ex-ministro Ciro Gomes não quis assinar o manifesto em apoio ao Lula, embora tenha se pronunciado em sua defesa. É possível trazê-lo para uma aliança em prol da candidatura Lula? Como o seu nome seria visto pela militância petista e de esquerda, depois desse episódio?


Ciro deve ser candidato pelo PDT.  Faz bem para democracia e para o debate de projeto para o país. Ele é um homem inteligente, sabe debater ideias, e é importante para a democracia que se candidate a presidente. Não será isso que impedirá a unidade de quem quer mudanças na sociedade. Acho que será um bom ministro das Comunicações do Lula, para enfrentar com coragem a rede Globo, seguindo a tradição deixada pelo saudoso Leonel Brizola.


– O senhor acredita que Ciro Gomes possa ser apoiado pela direita, como uma opção “mais ao centro”?


De jeito nenhum.  As ideias do Ciro são de mudanças. A direita quer ter um candidato que apareça como centro, sendo de direita, mas felizmente não está conseguindo, porque todos os nomes que apresentaram: Alkmin, Hulk, Meirelles, Bolsonaro, não conseguiram enganar o povo. A direita continuará buscando um nome que possa uni-los, mas será difícil. Como analisou o comentarista assumidamente de direita, Reinaldo Azevedo, eles são apenas os tiriricas da burguesia. O problema deles é que o governo golpista que eles criaram não conseguiu enganar o povo.


Em toda história republicana esse foi o governo mais rejeitado. Tem apenas 5% de apoio popular. E, por outro lado, eles se fiavam na GLOBO, e a Globo não consegue mais sozinha controlar os corações e mentes.  Até porque, a Globo não é apenas a reprodutora ideológica da burguesia. Ela se tornou uma das maiores empresas e age em torno do lucro para si.


Dois exemplos para os dois casos.  No primeiro, a maior festa popular do Brasil, o carnaval, que sempre foi influenciado pela Globo. Neste ano tivemos centenas de blocos com temas críticos à burguesia, e o desfile maravilhoso da corajosa Tuiuti, desnudando a própria Globo, como manipuladora dos bate-panela. No segundo caso, a Globo é a maior pressionadora para aprovar a reforma da Previdência, porque ela é sócia de um banco num fundo privado de Previdência, que defende a reforma para atrair os trabalhadores de maior salário para a Previdência privada.  Ou seja, age apenas em proveito próprio.


– Em 1984, os trabalhadores rurais que protagonizavam as lutas pela democracia da terra e da sociedade, no 1° Encontro Nacional, em Cascavel, no Paraná, decidiram fundar o MST, para lutar pela reforma agrária e por mudanças sociais. Desde então, vocês vêm cumprindo esses propósitos à risca, realizando ocupações, mas perdendo muitos quadros importantes. Como evitar tantas perdas?


Os conflitos sociais são resultado de uma sociedade extremamente desigual. O Brasil é a sociedade mais injusta e desigual do mundo, onde apenas seis bilionários concentram mais riqueza do que 104 milhões de brasileiros. O MST se organiza para lutar contra a desigualdade que se expressa na sociedade e na propriedade da terra.  Ninguém em sã consciência tem cem mil hectares, dizendo que foi fruto de seu trabalho. No Brasil temos, segundo cadastro do INCRA (2014), cerca de 370 latifundiários que são proprietários de áreas superiores a cem mil hectares cada um, começando pelo ministro da agricultura, (Blairo Maggi), ou pelo Presidente do senado! Eles controlam 138 milhões de hectares. Isso seria suficiente e sobraria terra para os quatro milhões de famílias sem terra. Ou seja, para uma reforma agrária no Brasil bastaria desapropriar apenas 365 famílias com mais de cem mil hectares, e teríamos terra e trabalho para todas as quatro milhões de famílias sem-terra no país.


A violência sempre foi praticada pelo latifúndio, para manter seus privilégios e usar seus capangas. Isto começou com os capitães-do-mato, depois jagunços, pistoleiros, e quando esses não funcionam usam a Policia Militar. Às vezes até como testa-de-ferro, como fez o Sr. Michel temer, que usou um coronel da PM de São Paulo para ser o seu laranja de fazenda, de mais mil hectares. E nenhum deles tem renda suficiente ou salário para comprovar a compra.


O MST apreendeu com as lutas históricas de nosso povo que a principal forma de evitarmos a violência contra os trabalhadores é atuarmos sempre de forma coletiva e com muita gente, com as massas. Na nossa luta pela reforma agrária, infelizmente, quem brincar de liderzinho ou de vanguarda solitário, acaba sempre no cemitério.


– Além das ocupações e a luta no campo, o MST tem expandido um importante trabalho pela produção de comida saudável, e já se vê em feiras e mercados os produtos orgânicos produzidos por vocês. Quais são os números desta produção? Ela já é significativa?


O MST em seus mais de trinta anos de luta e de construção coletiva, foi apreendendo com o povo brasileiro, foi mudando suas táticas de luta, e foi ajustando seu programa doutrinário. No último congresso nacional do MST (o sexto) construímos um programa que chamamos de Reforma Agrária Popular.


Por quê? Porque agora, no atual estágio do capitalismo, não interessa mais para a burguesia industrial e seus governos realizar a reforma agrária clássica, feita na maioria dos países industrializados, no hemisfério norte. Aqui no Brasil chegamos mais próximo dessa reforma agrária, com a proposta de CELSO FURTADO, no projeto de lei apresentado em março de 1964.  E, mesmo assim, fomos derrotados.


Agora, é preciso mudar os paradigmas. Não basta dividir a terra do latifundiário.   É preciso ter como princípio, objetivo maior, o uso da terra para produção de alimentos saudáveis e para todo o povo. O agronegócio, o capital, não quer produzir alimentos. Eles querem produzir apenas commodities para exportação e lucro. E usam intensamente veneno e expulsam a mão-de-obra do campo.


Nosso projeto tem como meta produzir alimentos saudáveis, com a matriz de agroecologia, sem venenos, utilizando muita mão-de-obra e levando para o interior a agroindústria. Única forma de conservar os alimentos e aumentar a renda dos camponeses.


Queremos, portanto, um novo modelo de agricultura que respeite o meio ambiente, e não afete o clima, a água, como está acontecendo agora. Queremos um programa colado com a universalização da educação. Todos os camponeses e seus filhos têm direito à escola, em todos os níveis.  E a escola precisa ir ao campo, sem que o povo tenha que vir para a capital para estudar.


Queremos um programa que valorize a nossa cultura, a nossa música, nossa culinária, como queriam Câmara Cascudo, Darcy Ribeiro e tantos outros.  Por tanto, não é mais uma reforma agrária camponesa, agora deverá ser uma reforma agrária popular, que interesse e beneficie a todo povo.

 

 

*Jornalista e colunista de O Cafezinho


Nota do PT: STF não pode se omitir na defesa da Constituição

Nota do PT: STF não pode se omitir na defesa da Constituição

Decisão do STJ evidencia que é urgente o Supremo Tribunal Federal julgar as ações que defendem o princípio constitucional da presunção de inocência 

 

Ao negar Habeas Corpus em favor do ex-presidenteLula, nesta terça (6), a 5a Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) evidenciou que é urgente o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar as ações que defendem o princípio constitucional da presunção de inocência. 

Ninguém, seja Lula ou qualquer outro cidadão brasileiro, pode ser privado da liberdade antes do trânsito em julgado na última instância.

A maioria do povo brasileiro sabe que Lula foi condenado sem provas, por Sergio Moro e pelo TRF-4, sem ter cometido nenhum crime, num processo político para impedir que ele seja candidato a presidente da República. Este fato, como foi apontado na pesquisa CUTVox Populi da última semana, ainda será reconhecido num julgamento justo.

Os tribunais superiores terão de enfrentar as nulidades e ilegalidades do processo contra Lula na primeira instância e no TRF-4, pois Lula é inocente. Na decisão de hoje, no entanto, o STJ não analisou o mérito do processo. Apenas cumpriu um procedimento formal e repetiu um entendimento, sobre prisão de condenado em segunda instância, que contraria a Constituição.

É sobre isso que o Supremo Tribunal Federal tem a obrigação de se pronunciar urgentemente, em duas ações que estão prontas para julgamento. Estas ações não tratam do caso Lula, embora ele seja vítima do polêmico entendimento repetido pelo STJ. Trata-se de restabelecer plenamente um dos mais caros princípios constitucionais, que diz respeito a todos os cidadãos.

O STF tem a responsabilidade de decidir, à luz da Constituição e não da agenda política, sobre esta questão que tanta instabilidade vem criando para a ordem institucional e para a segurança jurídica do país.

Lula é o pré-candidato presidencial do PT e vamos lutar, em todas as instâncias, para garantir seu direito à liberdade e o direito do povo brasileiro de votar em quem melhor o representa.

Vamos continuar percorrendo o Brasil, em defesa da democracia, da soberania nacional e da construção de um país melhor e mais justo.

 

Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores

Lindbergh Farias, líder do PT no Senado Federal

Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados


Diretório Municipal do PT Barreiros Declara Apoio à Pré Candidatura de Marília Arraes ao Governo de Pernambuco

Diretório Municipal do PT Barreiros Declara Apoio à Pré Candidatura de Marília Arraes ao Governo de Pernambuco

Marília Arraes (PT) Pré Candidata  do PT ao Governo de Pernambuco tem recebido importantes apoios de vários segmentos da sociedade. São representantes de organizações não governamentais, sindicalistas, dirigentes, profissionais liberais, prefeitos, vereadores, secretários de governo, movimentos sociais e militantes petistas. 
Dentre as várias declarações de apoio recebidas Marília Arraes destaca as mensagens das mulheres, que sempre estão no protagonismo da grandes lutas do Partido dos Trabalhadores, a mais nova declaração de apoio e do Diretório Municipal do PT-Barreiros.
“São apoio importantes que fortalecem a nossa luta e aumentam a nossa responsabilidade”, destacou Marília Arraes.

Interligação de nova rede vai incrementar abastecimento para bairros de Apipucos, Monteiro e Iputinga

Interligação de nova rede vai incrementar abastecimento para bairros de Apipucos, Monteiro e Iputinga

Intervenção faz de obra de ampliação, modernização e melhorias nas redes de distribuição de água para os bairros de Apipucos, Monteiro e Iputinga

 

 

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) programou para a manhã desta  quarta-feira (7) o início de uma  obra  de interligação de um importante alimentador, uma rede de grande porte, ao Sistema Tapacurá, possibilitando o incremento da oferta de água para os bairros de Apipucos, Monteiro e Iputinga, além das localidades de Nova Morada e Vila Felicidade. Os serviços serão executados numa extensão de seis metros na calçada da sede do Detran/PE, na Iputinga - próximo ao portão de entrada do prédio -  área que será isolada até uma das faixas da Rua Terra Grande. A interdição não afetará o trânsito no local e não serão necessários desvios na via. Com esta intervenção, está bem próximo de concluir a obra de ampliação, modernização e melhorias na rede de distribuição de água que atende 52,6 mil pessoas nessas localidades das zonas Norte e Oeste do Recife. A previsão é que os trabalhos sejam finalizados na quinta-feira (8), às 20h, período que ficará suspenso o abastecimento de água para cerca de seis mil pessoas no bairro do Detran. Após finalizar a intervenção, o fornecimento de água será restabelecido para o bairro.

 

Esse novo alimentador, com diâmetro que varia entre 700 e 400 milímetros, foi assentado ao longo de 4,3 quilômetros a partir da Estrada do Barbalho até a Ponte do Bredo, na Iputinga, e vai transportar mais água do Sistema Tapacurá para essas localidades, denominadas de Distrito 8A - que hoje já é atendido por esse sistema e pelos Poços da Guabiraba. “O novo alimentador foi construído a partir da Alça Norte do Sistema Tapacurá, na Rua Terra Grande, para reforçar o abastecimento de água para essas áreas” informa Roselene Carneiro Tavares, gerente de Obras da Compesa.

 

Uma das ações importantes dessa obra foi a setorização da rede de distribuição feita por meio da instalação de dispositivos para melhorar o controle operacional do sistema, como macromedidores e Válvulas Redutoras de Pressão (VRP). Também foram assentados 12 quilômetros de novas redes de distribuição de água e feita a substituição de quase cinco mil ramais prediais. Ainda neste mês, estão previstas duas ações, a primeira para a instalação de uma válvula no Sistema de Abastecimento de Água Vila Felicidade e, depois, uma interligação de uma nova rede (alimentador) para a melhoria do abastecimento de água das localidades de Nova Morada, Vila Felicidade e Sítio São Braz. Todo projeto será concluído até junho deste ano e recebe o investimento de aproximadamente R$ 10 milhões, recursos do Governo Federal (Caixa Econômica) com contrapartida do Governo do Estado e Compesa.


Concurso cultural estimula a preservação da água para estudantes da rede pública estadual

Concurso cultural estimula a preservação da água para estudantes da rede pública estadual

Com o objetivo de expor reflexões e estimular boas práticas quanto ao uso sustentável e racional da água em Pernambuco, estado com a menor taxa de disponibilidade hídrica do país, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e a Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, com o apoio do Shopping RioMar Recife e da ASA Indústria, promovem o concurso “Água: Juntos Vamos Preservar – Ano 4”. Podem participar todos os estudantes, a partir dos seis anos de idade, da rede pública estadual do Ensino Fundamental e Médio e da Educação para Jovens e Adultos (EJA). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 2 de maio, nas categorias Desenho, Vídeo (curta-metragem) e Projeto. As informações e o regulamento completo podem ser acessados no site www.educacao.pe.gov.br,

 

 

O concurso, que já está na sua quarta edição, é lançado sempre no mês de março, quando se comemora o Dia Mundial da Água – dia 22 de março. A data foi instituída pela organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 1992, com o objetivo de ampliar as discussões sobre o consumo e preservação dos recursos hídricos. Por isto, neste mês, a Compesa realiza o trabalho de mobilização nas principais escolas das regiões Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão, com ações educativas que estimulem os alunos de todo o estado a participarem do concurso cultural.

 

Neste ano, serão abordadas as temáticas: Soluções e Atitudes Naturais para Conservação e Uso da Água; Alternativas para Produção, Tratamento e/ou Reuso da Água; e Acesso e Disponibilidade da Água em Cenários de Crise Hídrica. O resultado do concurso será divulgado no dia 15 de maio. Os trabalhos vencedores serão reunidos numa exposição no Shopping RioMar Recife, no período de 5 a 10 de junho, durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente.

 

Desde o início do concurso, no ano de 2015, vem crescendo o número de participação dos estudantes. Na primeira edição, foram 105 trabalhos inscritos, e, em 2016, o número aumentou para 125 inscrições. No ano passado, 63 escolas estaduais participaram do concurso com 233 trabalhos inscritos.


Corrente Trabalho PT Declara Apoio à Pré Candidatura de Marília Arraes ao Governo de Pernambuco

Corrente Trabalho PT Declara Apoio à Pré Candidatura de Marília Arraes ao Governo de Pernambuco

Companheiros e companheiras,

 

Nós que estivemos, desde o primeiro momento, junto com os demais companheiros e companheiras do Diálogo e Ação Petista e, mais amplamente, com outros companheiros e companheiras nas chapas pela “Reconstrução do PT” no último PED, e no Congresso Estadual, pela defesa incondicional da candidatura própria do PT ao governo de Pernambuco.

Nós, que fazemos a Corrente O Trabalho, sem prejuízo da discussão em curso no quadro do Diálogo e Ação Petista em PE, diante das atuais 3 pré-candidaturas ao governo de PE que se apresentam, vimos declarar nosso apoio à pré-candidatura da companheira Marília, pelas razões pontuadas, abaixo:

1. Seu compromisso incondicional com a defesa democracia e da candidatura de Lula a Presidente e com a luta por um governo encabeçado por Lula para revogar todas as medidas do governo golpista de Temer e seus aliados, para avançar as reformas populares o que, ao nosso ver, passa pela convocação de uma Constituinte, como corretamente aponta a última Resolução Política adotada pela CEN do PT;

2. Sua caracterização do (des)governo de Paulo Câmara (PSB), que levou PE ao 2º lugar no ranking de desemprego entre todos os estados da federação e sua defesa da construção pelo PT de uma chapa majoritária, sem aliança com golpistas ou com aqueles que têm apoiado as medidas golpistas contra os trabalhadores e a soberania nacional, e que esteja comprometida com a construção de um novo rumo para PE;

3. A amplitude da identificação da sua pré-candidatura na militância do PT que, para além de vislumbrar a eventual passagem de uma candidatura do PT para o 2º turno das eleições (possibilidade real do nome de Marília, confirmada por todas as pesquisas, até o momento) enxerga na sua eventual candidatura uma forma do partido reatar com os movimentos sociais e avançar no seu processo de reconstrução e propiciar melhores condições para a eleição de Lula.

Companheiros e companheiras,

A Corrente O Trabalho através de seus militantes, que combatem junto com os demais integrantes do Diálogo e Ação Petista pela construção e generalização dos Comitês Populares em Defesa da Democracia e do Direito de Lula à Candidatura, como a tarefa central da hora, diante do cerco que anuncia a prisão de Lula, da tentativa da interdição judicial de sua candidatura a Presidente e, no limite, da própria liquidação do PT, se dirige, nesse momento, a todas as instâncias do PT em PE, a todos os militantes e aos 3 pré-candidatos ao governo de PE, em particular à companheira Marília, para que coloquem no centro de sua ação política a construção de Comitês Populares, amplos, integrando não apenas os militantes petistas, mas militantes de outros partidos, sem partido e, inclusive, quem não vai votar em Lula, mas que, na luta contra o golpe, defenda a democracia e o direito de Lula ser candidato (“Eleição sem Lula é Fraude!”).

Recife, 25 de fevereiro de 2018.

Saudações Petistas,

A Coordenação Estadual da Corrente O TRABALHO do PT, seção brasileira da 4ª Internacional.


Ordem de Serviço para a construção da Adutora de Serro Azul será assinada em março

Ordem de Serviço para a construção da Adutora de Serro Azul será assinada em março

Contagem regressiva para a assinatura da ordem de serviço que vai viabilizar a obra da Adutora de Serro Azul, que irá beneficiar 800 mil pessoas em dez cidades do Agreste. A expectativa do presidente da Compesa, Roberto Tavares, é que o governador Paulo Câmara autorize o início da obra no mês de março. O empreendimento está sendo muito aguardado pela população do Agreste, a que mais sofre os efeitos do sétimo ano consecutivo de seca. A Adutora de Serro Azul foi pensada para transportar 500 litros de água por segundo da barragem de mesmo nome, localizada no município de Palmares, na Zona da Mata Sul. “Será percorrida uma distância de 58 quilômetros da Barragem de Serro Azul/Governador Eduardo Campos até o distrito de Encruzilhada de São João, em Bezerros, onde as tubulações serão interligadas à Adutora do Agreste", esclarece o presidente da Compesa. 

A obra da Adutora de Serro Azul está estimada em R$ 200 milhões e tem um prazo de 18 meses para a sua conclusão, a partir da data da assinatura da ordem de serviço. Serão beneficiadas as cidades de Gravatá, Caruaru, Bezerros, São Caetano, Belo Jardim, Sanharó, Tacaimbó, São Bento do Una, Toritama e Santa Cruz Capibaribe. A maioria dessas localidades enfrenta dificuldades de abastecimento desde que o maior reservatório do Agreste, a Barragem de Jucazinho, entrou em colapso em setembro de 2016. Além da adutora, a obra de Serro Azul construirá quatro estações de bombeamento (estações elevatórias) e um reservatório com capacidade para acumular 4, 5 mil metros cúbicos de água. 

A obra da Adutora de Serro Azul é mais um investimento autorizado pelo governador Paulo Câmara para resolver a questão hídrica do Agreste, a região que mais preocupa o chefe do executivo estadual pela ocorrência de longos períodos de seca. O grande projeto para a região é a Adutora do Agreste, cuja obra foi iniciada em 2013 com prazo para conclusão em dois anos e ainda não está funcionando por falta dos repasses regulares do governo federal. 

O governador Paulo Câmara pediu alternativas à Compesa para socorrer o Agreste e antecipar o uso das tubulações assentadas da Adutora do Agreste. Foram executadas as obras da Adutora do Pirangi para reforçar a Barragem do Prata, em Bonito, e a Adutora de Siriji, que já está abastecendo as cidades do Agreste Setentrional com água da Barragem de Siriji, em Vicência, na Zona da Mata Norte. Outra solução encontrada foi a construção da Adutora do Moxotó, que deverá ser entregue à população de dez cidades, no mês de março, a partir da interligação das águas do Rio São Francisco com a Adutora do Agreste.


Ao PSB: ‘perdoa-me por me traíres’

Ao PSB: ‘perdoa-me por me traíres’

Por Luciano Morais,

Parte da cúpula do PT, que há muito exercita internamente práticas de caciquismo político, insiste em ignorar a posição majoritária dos filiados do Partido pela candidatura própria ao governo do Estado, bem como sua preferência pela vereadora Marília Arraes, e segue flertando com o PSB numa relação espúria e constrangedora aos petistas.

A pré-candidatura de Marília Arraes foi abraçada pela militância do partido, em suas bases sociais organizadas, como sindicatos, juventude, trabalhadores rurais e urbanos, bem como por quase a totalidade de Diretórios Municipais do PT em Pernambuco.

Vale frisar que num ato organizado em Serra Talhada, a vereadora, juntamente com o prefeito Luciano Duque (PT), reuniu aproximadamente quatro mil pessoas.

Mesmo sem ter sua candidatura oficializada pelo PT, a pré-candidata estreante em pleitos majoritários, já aparece pontuando nas pesquisas e disputando num provável segundo turno. Ou seja, esta postulação já extrapolou o ambiente partidário e alcança amplas camadas da sociedade.

Mas o que impede o lançamento da candidatura de Marília Arraes ao governo do estado?

Dizem seus opositores interno que não há resistência. Justificam, com argumentos falaciosos, que a costura da aliança com o PSB seria apenas para garantir um palanque para Lula em Pernambuco.

Por outro lado, a resistência militante entende que a atitude subserviente ao PSB encabeçada pelo caciquismo político tenta frear o surgimento de novas lideranças no PT, mantendo assim o controle partidário sob o comando dos mesmos medalhões.

A repulsa da militância e dos simpatizantes do PT é pelo histórico de participação dos socialistas no golpe de Estado de 2016, e especialmente pela traição promovida pela legenda em Pernambuco.

Quem não lembra das pichações “O PT MATOU EDUARDO CAMPOS?” Ou do prefeito do Recife, Geraldo Júlio, vociferando no Marco Zero contra a presidente Dilma, dizendo: “Aquela mulher tem que sair!”? Ou da carta emocionada, escrita por Renata e lida por João Campos, na declaração de apoio a Aécio Neves?

O recado do PSB era: temos que aniquilar o PT.

Hoje, diante do fracasso do governo de Paulo Câmara e da desarticulação de sua base aliada, reduzindo seu tempo de TV nas próximas eleições, o que seria suprido com a aliança com o PT, bem como quando a sociedade começa a entender a armadilha do golpe e os partidos golpistas percebem que a vinculação com Michel Temer e o governo usurpador derrotará muitos nas urnas.

Percebe-se também a reafirmação da força eleitoral de Lula, sobretudo no Nordeste e em especial em Pernambuco, e que o atrelamento dos socialistas com a figura do ex-presidente, traria um ganho político-eleitoral para o PSB.

Ou seja, o que interessa de fato no PT é o tempo de TV e a transferência de votos promovida pelo cabo eleitoral Luiz Inácio Lula da Silva. Como diria Reginaldo Rossi: Eu só representava um cheque no final do mês.

Mas o intento dos socialistas encontra defensores dentro do PT, através de importantes quadros, que capitularam diante da promessa de garantia de mandatos e composição na chapa majoritária, em detrimento da reprovação da militância petista e da alta rejeição do atual governo. 

Esse autogolpe dentro PT provocará inevitavelmente um ato de desobediência partidária, que tirará de ação muitos lutadores e lutadoras sociais, do PT e de outras agremiações partidárias e populares, pois não fará sentido lutar por seus candidatos proporcionais petistas coligados ao PSB para eleger apenas os socialistas, como fizemos em 2014, elegendo apenas os petebistas.

Será também um desserviço à educação política da sociedade, que sofreu, e a cada golpe desferido sobre seus direitos e sua dignidade, aprendeu a rejeitar o golpe e os golpistas. E agora vem essa parte da cúpula do PT dizer que não foi bem assim…

Mas não há mais volta. Daqui pra frente é lutar ou lutar, sabendo que num duelo, quem não atira primeiro, morre. E, neste caso, os quadros que capitularam e mesmo entrincheirados e sem ouvir a base, serão os únicos que sairão inevitavelmente comprometidos, pois não representarão mais a base partidária, e se se confirmar o autogolpe da aliança com o PSB, serão definitivamente jogados no lixo história.

É HORA DE RESISTIR

ELEIÇÃO SEM LUTA É FRAUDE

MARÍLIA ARRAES GOVERNADORA

Luciano Morais

presidente do PT-Paulista-PE


 PARATODOS PERNAMBUCO APONTA CANDIDATURA JOVEM À ALEPE

PARATODOS PERNAMBUCO APONTA CANDIDATURA JOVEM À ALEPE

Por um Pernambuco decente. Sem medo de ser feliz!

 

PARATODOS PERNAMBUCO APONTA CANDIDATURA JOVEM À ALEPE 

 

Na mesa de encerramento do II Seminário Estadual de Formação Política, foi aprovado por unanimidade, o lançamento de uma candidatura jovem à ALEPE.

“É com a resistência para esses e os próximos tempos temerosos que nós, da ParaTodos Pernambuco, apontamos nossa representatividade no compromisso com o Partido dos Trabalhadores, com a juventude pernambucana e com um projeto de sociedade que valoriza o trabalhador, a dona de casa, o estudante e todos aqueles que sofrem todas as opressões impostas pelo sistema capitalista a cada dia.”

É preciso renovar. É preciso ousar.
É na construção do dia-a-dia e na disputa de ideias que iremos transformar esse estado!

#MaríliaGovernadora #LulaPresidente #ParaTodosPE 

 


O PARTIDO DOS TRABALHADORES DE OLINDA E AS ELEIÇÕES 2018

O PARTIDO DOS TRABALHADORES DE OLINDA E AS ELEIÇÕES 2018

O PT nasceu das lutas populares e definiu-se como um partido classista, plural e de base. Cresceu no diálogo com os movimentos sociais e sindicais, com as causas populares e com a democracia. Exerceu esse papel no combate a ditadura, nas lutas pelas eleições diretas, na constituinte e na resistência à política neoliberal. Cresceu na institucionalidade, ampliando bancadas municipais, estaduais e federais administrando municípios e estados até chegar à Presidência da República. Elegemos o primeiro operário, em 2002, e a primeira mulher, em 2010 para governar o Brasil.
 
A reeleição da Presidenta Dilma em 2014 levou a elite brasileira, com o apoio de setores reacionários do Poder Judiciário e da Imprensa, a fazer um atalho golpista, com o apoio do PSB, colocando o governo nas mãos e mentes de Temer e dos partidos de direita.
 
Preocupados com a proximidade da campanha eleitoral de 2018, onde o Ex-Presidente Lula aparece nas pesquisas com forte apoio popular, os protagonistas do Golpe tentam, por uma perseguição descomunal, inviabilizar esta candidatura pelos métodos mais deploráveis, próprios de uma justiça parcial e partidária que se consolida nas instâncias superiores do Poder Judiciário do nosso País.
 
A condenação de Lula, em segunda instância, faz parte de um plano estratégico para deixar os golpistas muito à vontade em relação às eleições previstas para este ano. Outro fato, neste contexto, foi a forma como a Globo aliou o carnaval do Rio de Janeiro a momentos de violência, oferecendo as condições para o Governo Federal fazer uma intervenção militar naquele Estado, com consequências danosas à democracia e ao bem estar da população.
 
Garantir eleições democráticas; defender Lula e o seu direito de ser candidato; retomar um governo popular capaz de derrotar o golpe que retira os direitos dos trabalhadores e massacra o povo brasileiro, são os desafios a serem enfrentados em 2018.
 
Em Pernambuco, a inércia do governo estadual tem levado nosso Estado a um desemprego maior do que a média nacional e a preocupantes índices de violência, cujas maiores vítimas têm sido as negras e negros, no contexto das mulheres e da juventude. O PT acertou ao decidir, por unanimidade, em seu Congresso, oferecer ao povo pernambucano uma candidatura própria como alternativa de esquerda e de oposição para enfrentar o golpe e os seus retrocessos tanto no Brasil quanto em Pernambuco.
 
A grande maioria dos militantes e dirigentes petistas e uma importante fatia da sociedade pernambucana acredita na candidatura da Vereadora do Recife, Marília Arraes, como uma alternativa capaz de enfrentar esses desafios, disputando e ganhando as eleições para o governo de Pernambuco. É uma candidatura que, além da representação política, unifica a base partidária, com o apoio de diretórios municipais, de setoriais, prefeitos e parlamentares, assim como de vários movimentos sociais. Portanto, uma referência coletiva em defesa da candidatura do Ex–Presidente Lula e imprescindível para o PT no Estado de Pernambuco.
 
Diante desse contexto, a Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores de Olinda assegura o seu total apoio a Candidatura de Marília Arraes ao Governo do Estado de Pernambuco, na certeza de que ela representa a renovação pela esquerda da política pernambucana, com combatividade e disposição para assumir a linha de frente em defesa do Estado e contra as forças que dão sustentação ao Governo Temer aqui no Estado de Pernambuco.
 
Olinda, 21 de fevereiro de 2018.
 
EXECUTIVA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES – OLINDA/PE

Invasão da casa de Wagner é perseguição política

Invasão da casa de Wagner é perseguição política

A sociedade brasileira está cada vez mais consciente de que setores do sistema judicial abusam da autoridade para tentar criminalizar o PT 

 

A invasão da residência do ex-governador Jaques Wagner por agentes da Polícia Federal, na manhã de segunda-feira (26) é mais um episódio da campanha de perseguição contra o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças.

A sociedade brasileira está cada vez mais consciente de que setores do sistema judicial abusam da autoridade para tentar criminalizar o PT e até os advogados que defendem nossas lideranças e denunciam a politização do Judiciário.

A escalada do arbítrio está diretamente relacionada ao crescimento da pré-candidatura do ex-presidente Lula, nas pesquisas, nas manifestações populares, nas caravanas de Lula pelo Brasil. Quanto mais Lula avança, mais tentam nos atingir com mentiras e operações midiáticas.

Nossa solidariedade ao companheiro Jaques Wagner e sua família.

Por Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores