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O PT Pernambuco, as alianças, o retorno à beira do abismo ou protagonismo em 2018

O PT Pernambuco, as alianças, o retorno à beira do abismo ou protagonismo em 2018

Movimento da Base - MOB, lança manifesto histórico sobre defesa da candidatura própria do PT em Pernambuco.

 

As eleições presidenciais e estaduais estão chegando e, novamente, a pauta das “alianças políticas” entre partidos volta ao centro do debate. Desta vez, num novo cenário ainda mais tenebroso para o PT/PE do que foi a disputa interna nas eleições municipais de 2012, que revelou a ruptura ideológica com as suas bases e a intensa disputa de poder entre grupos e tendências do partido em Pernambuco. No entanto, se já não bastasse, tudo isso aliado ao aprofundamento do golpe de 2016, a condenação de Lula e a sombra de um estado de exceção no País.

 

Sabemos que uma aliança política nada mais é do que um acordo ou pacto entre duas ou mais partes, que objetivam a realização de ideias e interesses comuns. Normalmente, esses acordos se dão com o objetivo de atingir o poder.

 

Não é apenas a prática do PT que se observa a intencionalidade em abandonar os interesses políticos e ideológicos por interesses meramente de poder, pos esse abandono nos trouxe consequências devastadoras, como o desgaste politico e erros de condução com algumas coligações feitas. Sendo unânime que se faça necessária uma autocritica profunda e fraterna.

 

Mesmo diante da crise, esperava-se que o PT/PE pudesse, a partir dos seus equívocos, renovar-se e fortalecer-se junto a sua militância, mas, infelizmente o que vemos mais uma vez, é uma disputa interna e por interesses rigorosamente pessoais nos quais o partido não dialoga e não respeita a base que decidiu, em encontro de instância partidária, pela candidatura própria. Assim, a maioria dos militantes se expressa contra a aliança com o PSB/PE por tudo que este partido representou no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, a traição ao PT em Pernambuco em 2012 e pela péssima gestão a frente do Estado e Prefeitura do Recife, motivo de crítica e desaprovação da população pernambucana.

 

Nós do MOB – Movimento de Base, sem vínculo com tendências internas no partido, enquanto grupo de militantes e filiados ao Partido dos Trabalhadores, vimos a público externar nossa posição em relação ao debate estadual sobre as eleições de 2018 e, por isso, não poderíamos nos expressar, sem resgatar a memória, as eleições do início dos anos 2000 até os dias atuais.

 

No ano de 2000, com a ascensão do PT ao governo municipal do Recife, conseguiu– se um feito que mudou radicalmente a forma de fazer politica e a inversão de prioridades na vida das pessoas. Em Recife, com o lema “A Grande Obra é Cuidar das Pessoas”, a prefeitura deixou um legado de participação, democracia e mudanças importantes em todas as áreas das políticas públicas de saúde, educação, mobilidade urbana, cultura, habitação, etc. nos governos petistas durante os doze anos à frente da gestão municipal.

 

Em 2002 com a eleição do primeiro candidato operário Luiz Inácio Lula da Silva à Presidente da República, houve em Pernambuco uma candidatura petista, na disputa estadual, que obteve mais de um milhão de votos chegando ao segundo lugar. Já em 2004, fomos para a reeleição em Recife, com uma vitória já no primeiro turno, resultado de um  trabalho inovador, recheado de bons resultados na implantação de políticas públicas à frente da Prefeitura, e com investimentos federias, jamais visto pelo município, fruto da parceria com governo Lula.

 

Chegamos em 2006 e tivemos uma eleição atípica no estado, com o pleito para reeleição do Presidente Lula e duas candidaturas ao governo do Estado postas no campo da “esquerda”: O PT com Humberto Costa e PSB com Eduardo Campos. Em Pernambuco, Lula se colocou com neutralidade, levantando os braços dos dois citados candidatos, com a seguinte frase: ”votem em qualquer um dos dois e estarei representado pelo que ganhar”. O resultado foi uma denúncia sobre a operação da Polícia Federal denominada “vampiros”, que tirou o favoritismo do então candidato em primeiro lugar nas pesquisas, Humberto Costa do PT. Até hoje nos perguntarmos de onde saíram as propagandas (material publicitário) da denúncia, tão benéfica ao PSB naquele momento, que amargava o terceiro lugar e se tornou vitorioso. Aliás, muito distante na disputa, segundo pesquisas da época.

 

Com a derrota anunciada, ainda na contagem dos votos, o então candidato petista, já anunciava o apoio do PT ao candidato do PSB. A partir daí percebemos, pois ficou bastante explicito, que as decisões deixavam de passar por consultas às bases, rompendo assim com o processo de democracia interna, para tomadas de decisões individuais e monocráticas ou de uma cúpula do partido.

 

Ano de 2010, o grande desafio: eleger a sucessora de Lula, que deixa a presidência com mais de 82% de aprovação. Aqui em Pernambuco, o governador do PSB se reelegeu com mais de 80% dos votos o que se transformou em um massacre eleitoral ao exgovernador Jarbas Vasconcelos. Nessa eleição, foram eleitos os senadores Armando Monteiro pelo PTB e Humberto Costa pelo PT. O detalhe curioso e já preocupante nessa eleição foi à imposição do suplente Joaquim Francisco, historicamente de direita (ARENA, PDS e PFL) e naquele momento filiado ao PSB. Tal imposição foi feita ao candidato do PT, Humberto Costa. O mesmo não acontecendo em relação ao outro candidato, Armando Monteiro do PTB, que colocou como suplente alguém do seu partido. Observou-se, novamente o PSB traçando os caminhos que o PT deveria seguir a partir da estratégia traçada pelo PSB de Eduardo Campos.

 

O ano 2012 ficou conhecido pela experiência traumática para o PT do Recife. Independente da baixa avaliação popular que o candidato à reeleição do PT, João da Costa, ostentava na época - aqui vale ressaltar uma série de problemas internos no partido, dentre eles: brigas, disputas por espaço, vaidades e egos inflados -, foi inadmissível a forma como o retiraram da disputa resultando na vitória do PSB - com ajuda efetiva de petista-, que concretizaria seu objetivo de desgastar o Partido dos Trabalhadores.

 

Em 2014, já com o projeto de poder do então candidato do PSB Eduardo Campos em ser candidato a Presidência da Republica, houve o afastamento politico das duas legendas, ficando claro qual o papel exercido pelo PT no ressurgimento do então desgastado e praticamente sepultado PSB desde o episódio dos Precatórios no final dos anos 90 e meados dos anos 2000. Colocando uma candidatura própria, o PSB - o que não seria o problema principal, afinal todos os partidos desejam expandir seus raios de poder - afastou principalmente as duas legendas expondo a maneira traiçoeira com que pratica política. 

No primeiro momento, o PSB lançou o então ex-governador Eduardo Campos à Presidência da República. No entanto, esse objetivo foi interrompido em razão da sua trágica morte. Naquele momento, a militância do PSB/PE lançou severos, injustos e levianos ataques ao PT, acusando-nos pela morte de Eduardo Campos, através de pichações anônimas e das mídias sociais. Depois, o PSB/PE preferiu se ajustar aos seus algozes de outrora, como Jarbas Vasconcelos, mirando a destruição do Partido dos Trabalhadores no Estado. Pernambuco sentiu esse golpe nas entranhas e, mesmo elegendo o candidato do PSB/PE (Paulo Câmara) movido pelo clima de comoção e oportunismo, o então candidato do PSDB, Aécio Neves, candidato adotado pelo PSB com o único objetivo de derrotar Dilma Rousseff do PT, foi derrotado com mais de 70% dos votos no segundo turno aqui no estado.
 
Finalmente chegamos às eleições municipais de 2016, quando o PT/Recife chegou ao segundo turno com o então Prefeito e candidato a reeleição pelo PSB/Recife, Geraldo Júlio. A nossa derrota, acreditamos, deveu-se a falta de uma coordenação afinada com a militância, erros de condução e a falta de estrutura. Essas falhas foram mais marcantes que o mérito do prefeito eleito do PSB.
 
Ainda em 2016, mesmo após inúmeros problemas de unidade interna, o PT saiu unido na eleição. Essa aparente unidade foi necessária após inúmeras derrotas (2012/2014)
 
Para o MOB - Movimento de Base do PT, é necessário compreender que a Unidade no Partido é algo mais amplo e profundo do que um “ajuntamento” num processo eleitoral. Apenas passar uma imagem que não corresponde à realidade interna do Partido, não colabora no fortalecimento do PT. É necessário que várias táticas e estratégias pensadas nos diversos grupos sejam comungadas. E, além disso, é importante aprofundar o debate sobre as diferenças, de forma fraternal e não fraticidas, cujo objetivo seja o fortalecimento do Partido, tanto na vitória das urnas quanto junto à base. É isso que esperamos para as eleições de 2018
 
Não há “projeto maior” (PSB), onde só um lado (PT) cede. Não existe a mínima possibilidade de aliança com os nossos principais algozes porque, dos adversários, nada se pode esperar que não seja a nossa destruição. Se a traição já é inadmissível, conspirar se torna imperdoável e foi esse o papel que o PSB teve no golpe: conspirar e golpear um partido e um líder como Lula cujo maior “defeito” foi ressuscitar o PSB nos anos 90.
 
É notório que a militância e seus filiados não ACEITAM, não ADMITEM, não APOIAM e não VOTAM em traidores do povo. O Brasil que vivemos atualmente – machista, racista, homofóbico, preconceituoso, fascista, atrasado, corrupto - e comandado por uma quadrilha no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, é fruto EXCLUSIVAMENTE dos 29 votos do PSB. Se a historia não pode ser apagada, nossa memória não nos permite esquecer.
 
Urge no PT uma posição de protagonista nessas eleições no Estado E ESSE PROTAGONISMO SÓ VIRÁ COM CANDIDATURA PRÓPRIA.
 
Nesse sentido, cabe ao PT tarefas fundamentais que foram deixadas de lado, tais  como: o trabalho de organização das bases (e não a divisão) e o processo de formação politica como estratégia de fortalecimento do Partido em Pernambuco e no Brasil.
 
Dizer que a candidatura própria é fundamental para conquistamos uma bancada, chega a ser retórica, pois a necessidade é muito mais de se reerguer, trazer a confiança e respeito dos seus militantes e, principalmente, fazer renascer a esperança de podemos ser atores e atrizes sociais, politicas e da nossa própria historia.
 
Nesse sentido, o MOB reafirma sua posição em defesa da candidatura própria, abrindo espaços para alianças com partidos que se posicionaram contra o golpe.
 
Sabe-se que três candidaturas estão colocadas na disputa interna, e nós nos colocamos a disposição para ouvir cada um, para nos posicionar. A democracia que tanto propagamos e defendemos, impõe-nos a necessidade de saber quais compromissos ideológicos e partidários norteiam essas candidaturas.
 
Também nos colocamos comprometidos com a elaboração do programa de governo, formulação de estratégia de campanha e do diálogo com o povo pernambucano para elegermos candidaturas do Partido.
 
Propostas, conteúdo, comprometimento, respeito às instâncias partidárias, serão esses os objetivos de uma candidatura do PT nas Eleições 2018.
 
Ficamos no aguardo de uma agenda com os/as candidatos o mais breve possível.
 
Fevereiro/2018
 
Movimento de Base do PT
 
Alba Tatiana Siqueira
Ana Cláudia
Cicleide Roque
Daniel Garcia
Deise Aguiar
Eunice Souto Maior
Esequias Pierre
Fabiana Bezerra
Francisco Illo
Gabriela Costa
Gilvan Freitas
Gabriele Freitas
Gina Imperial
Giovani Morais
Heraldo Araújo
Jailson Pereira
Jenner Nascimento
Joaquim Araújo
Carlos Silvan
Leo Araújo
Luiz Felipe
Morgana Falcão
Maria Luiza Fernandes
Mariângela Borba
Paulo Alexandre
Paulo Freitas
Prazeres Barros
Priscila Freitas
Passarinho Gomes
Severino Ramos
Rodrigo Matos
Ronaldo Couto
Rosangela Gomes
Sarah Albuquerque
Thiago Queiroz
Valéria Cerqueira

SOBRE A VIOLÊNCIA E A LEGALIZAÇÃO DO PORTE DE ARMAS

SOBRE A VIOLÊNCIA E A LEGALIZAÇÃO DO PORTE DE ARMAS

Por Luciano Figueiroa 

Não é a arma que torna um cidadão violento.
Fosse assim a população norte americana já tinha ido à extinção.
Nas mãos de uma pessoa violenta qualquer coisa é uma arma.
Não é o álcool ou qualquer tipo de droga que torna uma pessoa violenta.
A violência é inerente ao ser humano. O único ser que mata por esporte, poder e dinheiro.
Desde que o ser humano ainda era homo sapiens que ele mata. 
Em estágios mais antigos onde o ser humano era fraco se fazia necessário enfrentar as dificuldades de sobrevivência ainda existiu a idéia de comunitário.
Depois que o homem criou armas para auxiliá-lo no combate às feras que existiam na natureza, mostrou pra que veio e para ter o prestígio e o domínio nas tribos passou a matar seus semelhantes.
A princípio dentro da própria tribo, depois a guerrear com outras tribos por alimento e território.
Muito antes de existirem armas de fogo, essas mesmas que são proibidas aqui no Brasil, as guerras perpetradas pelo ser humano eram sanguinárias. e só existiam instrumentos cortantes e perfurantes.
Não tem jeito, a maldade é intrínseca ao ser humano e não adianta proibir armas de fogo pois quem é violento e quer usá-las, procura os mercados ilegais e compra e mata mesmo.
Vemos isso todos os dias nos noticiarios.
É como a proibição de drogas ilícitas. Quem realmente quer, arruma onde comprar.
Não defendo o uso das armas de fogo mas sou contra a proibição da venda legalizada.
Todos os dias vemos casos de pessoas que morrem esfaqueadas e até apedrejadas. E aí? Vão proibir a compra de facas e de pedras?
O problema no Brasil é que o sistema é ineficiente e as leis são usadas com dois pesos e duas medidas, isso quando são aplicadas.
Se tivéssemos leis rígidas para quem matasse, para assaltantes e para crimes hediondos, garanto que o indivíduo pensaria duas vezes antes de puxar um gatilho, arremessar paralelepípedos ou pedras, portar e usar uma faca ou facão contra outrem.
O Brasil é o País em que reina a hipocrisia social.
Enquanto se discute o porte de arma, dezenas de mulheres são estupradas todos os dias com uma arma chamada pênis (não apenas).
Enquanto se discute porte de arma, homens portando armas de fogo de forma ilegal perpetram um verdadeiro feminicídio e a matança por questões homofóbicas e raciais.
O problema no Brasil não é apenas a questão do tráfico de drogas, mas a intolerância, o racismo, a homofobia, a falta de respeito para com o próximo...
Não diferencio um bandido que mata alguém covardemente, de uma pessoa que se esconde atrás de uma tela de computador para agir com homofobia, racismo e qualquer tipo de intolerância, inclusive religiosa. Um mata o corpo o outro mata a alma, mata a dignidade.
Ambos são criminosos.
Não diferencio um bandido que mata com bala na rua de magistrados/as que recebem auxílio moradia sem necessidade, quando  milhares de pessoas  sequer tem um mocambo pra morar.
Não diferencio o traficante de armas ou drogas, que levam pessoas inocentes à morte, de parlmentares que rasgaram mais de 54 milhões de votos e que estão afundando o País, trazendo pobreza e miséria para milhões de inocentes (até para os que foram a favor do golpe).

Há esperança? 

Luciano Figueiroa


Nota de Aplausos da Secretaria Estadual de Combate ao Racismo do PTPE

Nota de Aplausos da Secretaria Estadual de Combate ao Racismo do PTPE

                                                                           Nota de Aplausos

 

A Secretaria Estadual de Combate ao Racismo do PTPE, parabeniza o companheiro Alex Valença pela sua defesa da Dissertação de Mestrado em Educação, no Campus Mata Norte da UPE em Nazaré da Mata e sua aprovação como mestre, neste dia 23/02/2018. A dissertação trouxe como tema: Matemática, Africanidade e formação de professores nas Escolas Quilombolas. Um momento ímpar na luta em defesa de uma educação de qualidade para o povo negro quilombola, de reafirmação da necessidade da implementação efetiva da lei 10639/03, além de trazer o combate ao Golpe parlamentar, Jurídico e midiático, ao rompimento do Estado Democrático de Direito e a nova fase do Neocolonialismo que vivemos no Brasil. Na oportunidade agradecemos a todas e todos que cooperaram para esse trabalho, em especial a comunidade do povoamento de São Lourenço do Quilombo do Catucá do saudoso e ilustre REI MALUNGUINHO e das heroínas de Tejucupapo  Maria Camarão, Maria Quitéria, Maria Clara e Joaquina. Agradecemos pelo convite para participar desse ato de resistência histórica do povo negro quilombola, desejamos muita resistência, força e luta nessa caminhada e reafirmamos o compromisso na luta do Combate ao Racismo e da Promoção da Igualdade Racial. Estamos juntos!

 

Igor Prazeres
Secretário Estadual de Combate ao Racismo do PTPE.


Marília Arraes, nossa aliança é com o povo pernambucano, com as lutas populares!

Marília Arraes, nossa aliança é com o povo pernambucano, com as lutas populares!

Marília Arraes, nossa aliança é com o povo pernambucano, com as lutas populares! #MariliaEuApoio #PT38anos


A campeã olímpica Rafaela Silva foi vítima de racismo ontem, no Rio de Janeiro.

A campeã olímpica Rafaela Silva foi vítima de racismo ontem, no Rio de Janeiro.


Existe um pensamento aqui no Brasil, que racismo é ilusão e/ou vitimismo de quem o denuncia. Mas a verdade está aí, como denuncia a Rafaela em uma série de tweets publicadas ontem e repercutidas pela imprensa no dia de hoje. 

Para Moara Correa Saboia, membra da executiva nacional do PT e ativista do movimento negro
, fica a pergunta: "Se não fosse Rafaela Silva uma medalhista olímpica e qualquer coisa que acontecesse com ela tivesse uma repercussão mundial, será que estaríamos sabendo sobre o desenrolar da história?"

O racismo - e todas as suas vertentes - é um grave problema da sociedade brasileira que precisa ser combatido e expurgado todos os dias.
#RacistasNãoPassarão #CombateAoRacismo

#PraCegoVer Foto da Rafaela Silva em posição do Judô em destaque uma das frases dela: "Descobri que preto não pode andar de taxi agora". Rafaela está com uma expressão séria e tem uma sombra preta sobre a foto.


NOTA PÚBLICA DA BASE CUTISTA Sobre a Conferência Municipal de Educação Organizada pelo Governo Municipal

NOTA PÚBLICA DA BASE CUTISTA Sobre a Conferência Municipal de Educação Organizada pelo Governo Municipal

NOTA PÚBLICA DA BASE CUTISTA

Sobre a Conferência Municipal de Educação Organizada pelo Governo Municipal 

 

Na COMUDE - Conferência Municipal de Educação de 2015 foi constituído o Fórum Municipal de Educação do Recife, composto por representantes do governo e da sociedade civil. Nos dois anos seguintes, frente à ausência da representação governamental, o Ministério Público foi comunicado do fato. Somente depois de várias denuncias, a Secretaria de Educação resolveu participar. Contudo, o Secretário de Educação entendeu que era proprietário do Fórum. Publicou uma portaria (nº 1559 de 18 de agosto de 2017) e, a seu critério e consonante com sua política, nomeou representantes de entidades, em claro desrespeito ao diálogo já iniciado e ao trabalho construído pelo Fórum. Essa intervenção unilateral, caracterizando uma posição inaceitável e arbitraria, levou as centrais sindicais, os sindicatos, os fóruns e as entidades do movimento social, que lutaram pelo Plano Municipal de Educação (PME) aprovado na COMUDE, a constituir o Fórum Municipal Popular de Educação do Recife, cujo objetivo é acompanhar as metas do PME, em consonância com resoluções da COMUDE, livres dos ditames do governo. Desse modo, não reconhecemos o Fórum de Educação Governista e sua Conferência, sob a gerência do governo de Geraldo Júlio. Conclamamos os(as) profissionais da Educação _ professores(as), gestores(as), coordenadores(as), servidores(as), AEEs, ADIs, entre outros(as) _ e a sociedade civil a participar da Conferência Municipal Popular de Educação. Na Conferência Municipal Popular, discutiremos as metas do PME, os eixos e a situação da Educação no Recife. Essa Conferência será realizada nos dias 16 e 17 de Março de 2018, livre das manobras e autoritarismo desse Governo. Portanto, ela representa todos e todas que lutam por liberdade e democracia. Seguem abaixo algumas entidades que participam do Fórum Municipal Popular de Educação e organizam a Conferência Popular: CUT - Central Única dos Trabalhadores; CSP Conlutas - Central Sindical e Popular; CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil; SIMPERE - Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife; UFPE - Universidade Federal de Pernambuco; Campanha Nacional pelo Direito à Educação - Comitê Pernambuco; Conselho Tutelar; Uiala Mukaji - Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco; SINPRO - Sindicato dos Professores da Rede Particular de Pernambuco; NEAFI - Núcleo de Educação integral e Ações Afirmativas; FEIPE - Fórum em Defesa da Educação Infantil de Pernambuco; Fórum LGBT de Pernambuco; ADUFERPE - Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco; CERVAC - Centro de Reabilitação e Valorização da Criança, Fórum de Mulheres de Pernambuco. Por uma Conferência livre e soberana. Participe! Seja delegado(a)! Base Cutista do SIMPERE


A Comissão Executiva Nacional do PT aprova resolução sobre a cidadania LGBT

A Comissão Executiva Nacional do PT aprova resolução sobre a cidadania LGBT

A Comissão Executiva Nacional do PT acaba de aprovar em reunião uma histórica Resolução sobre a cidadania LGBT e o reconhecimento da identidade de pessoas Travestis, Mulheres e Homens Trans*.

 

O PT se adianta em relação a uma decisão em discussão no TSE. A ocupação das pessoas de identidade de gênero feminina nas cotas reservadas a mulheres passa agora a permitir a presença de pessoas Travestis e Transexuais. Homens trans* no PT são reconhecidos pela sua identidade de gênero.

Enquanto eles se batem, enquanto eles vêm contra nós e nosso direito de ser, damos a certeza de que continuaremos avançando na organização da nossa resistência em todos os espaços.

PT, PT, é LGBT!

Vejam a resolução:

RESOLUÇÃO SOBRE O RECONHECIMENTO DAS IDENTIDADES DE GÊNERO E A PROMOÇÃO DA CIDADANIA DE MULHERES TRANSEXUAIS, TRAVESTIS E HOMENS TRANS NO PARTIDO DOS TRABALHADORES

Ao longo da história a alteridade sempre foi vista como subversiva e perigosa, justamente por não reduzir-se aos ditames estabelecidos pelo status quo vigente que definia os costumes, a moral, as relações afetivas e sociais. Assistimos o surgimento da luta a partir da constituição dos movimentos de mulheres e de negros. Esses são os pilares que sustentaram o surgimento do movimento LGBT no mundo. Enquanto em 1969 iniciava esse movimento nos Estados Unidos, no Brasil seu surgimento aconteceria uma década depois em 1978, em virtude da ditadura civil militar que governava o país.
Como se nota, mesmo com uma década de atraso o movimento ganha corpo no Brasil e hoje possui voz e força social para dialogar e propor novas formas de construção da cidadania. Apesar das conquistas, a discriminação e a opressão as mulheres transexuais, travestis e homens trans, além de pessoas com outras identidades de gênero ou seja, todos cuja identidade de gênero é diferente daquela atribuída ao nascer, aqui denominadas pessoas trans, reconhecida como transfobia pelo movimento social organizado é de fato uma forma intrínseca de controle e manipulação realizada pela sociedade capitalista.
Toda discussão acerca da luta de classes e todas as formas de opressão perpassam pelos mecanismos utilizados no estabelecimento de relações de poder e dominação a partir das identidades diferenciadas daquela “tida como normal”, ou seja, a heteronormatividade. Porque mesmo na heteronormatividade as mulheres continuam em condição subserviente aos homens em todas as esferas de atuação social. No Brasil houve avanços das pautas LGBT, contudo, aquelas referentes às mulheres trans e travestis e homens trans permaneceram escondidas e esquecidas. Por isso mesmo, reconhecer estas identidades configura-se num caminho sólido capaz de estabelecer as bases para construir o socialismo com igualdade a partir das diferentes identidades de gêneros.
Ainda hoje, as bandeiras de luta dessa população são suas reinvindicações por garantias de direitos básicos, como integridade física, respeito ao próprio nome, acesso a serviços de saúde, à educação, e a condições regulares de trabalho.
Os poucos dados referentes a esta população e catalogados pelos movimentos sociais como a ANTRA são alarmantes: a cada 48 horas uma pessoa trans é assassinada no Brasil, a entidade ainda apresenta um alarmante quadro quanto a expectativa de vida de uma pessoa trans que é de 35 anos, e que, 90% das travestis e transexuais são trabalhadoras sexuais.
É necessário que o partido dos Trabalhadores promova nas suas organizações internas ações que visibilizem e construam pontes de acesso a cidadania plena para essa população. Pois esta luta não cessa não reconhecimento identitário, mas faz parte da lógica da disputa de classe que exige reconhecimento das especificidades desta população linchada com a luta mais ampla da classe trabalhadora: vencer a transfobia também significa enfrentar a moral burguesa e superar o capitalismo.
Portanto o partido dos trabalhadores reafirma sua luta pelo fim da transfobia e através desta resolução se compromete a combater qualquer forma de discriminação de machismo transfóbico que ocorra no interior das estruturas partidárias.
Desta forma a Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores reunida no dia 22 de fevereiro de 2018 na cidade de São Paulo resolve:
I – Garantir o reconhecimento das identidades de gênero de seus afiliados e afiliadas, garantindo-lhes:
a) Participação nas cotas do gênero com o qual se identificam, seja em disputas internas como nas externas pelo Partido dos Trabalhadores;
b) A Secretaria Nacional de Organização - SORG deverá promover os instrumentos e mecanismos que facilitem a utilização do nome social, bem como a retificação civil por parte de seus afiliados e afiliadas, ou seja, a troca do prenome nos cadastros do partido desde que seja solicitada pelo requerente;
c) Contribuir para a visibilidade da temática em eventos institucionais promovidos pelo partido.
II – promover a visibilidade das discussões acerca das identidades de gênero nas diferentes esferas partidárias;
a) A Secretaria Nacional LGBT do PT organizará campanha educativa todo mês de Janeiro, mês da visibilidade Trans, sobre o combate à violência contra pessoas trans e travestis a ser veiculada em todas as instâncias partidárias;
b) Envidar esforços para incluir pessoas trans no quadro de funcionários do Partido em todas as instancias partidárias e mandatos que tenham a titularidade parlamentares ou gestores petistas seja no legislativo e no executivo;
c) Promover ações de visibilidade e promoção a cidadania desta população em todos os mandatos exercidos por companheiros petistas sejam nos executivos ou legislativos, assim como sindicatos e conselhos de classe onde compusermos.


Obra emergencial de esgoto na Rua Imperial

Obra emergencial de esgoto na Rua Imperial

A Compesa está  realizando uma obra de esgoto emergencial na Rua Imperial, bairro de São José, área central do Recife  após identificar,   nesta madrugada (22), um trecho da rede coletora de esgoto danificado. Os técnicos  constataram a necessidade de substituir  30 metros de tubulações, de  400 milímetros de diâmetro. A ação  é importante  para melhorar o fluxo de esgoto na região, evitando  eventuais pontos de obstrução na  via. Para o serviço ser realizado com mais agilidade, a faixa da esquerda da Rua Imperial, no cruzamento com a Rua Dormentes, foi interditada ao tráfego de veículos. A previsão é que o serviço seja concluído  até às 09h desta sexta-feira ( 23). A iniciativa é mais uma intervenção realizada pela  BRK Ambiental, parceira privada da Compesa no Programa Cidade Saneada.


Gleisi Hoffmann: O Plano irReal de Temer

Gleisi Hoffmann: O Plano irReal de Temer

Intervenção no Rio é o sinal da pobreza político institucional que se instalou com o governo Temer. Não há qualquer plano para a segurança pública 

O anúncio de intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro, seguido de outro, da criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, tem a marca irresponsável, e até aventureira, típica de quem nada tem a perder.

Com seu governo atolado no descrédito, Temer usou quase um ano de esforços junto ao Congresso Nacional para barrar denúncias contra ele e seus principais ministros.

Conseguiu aprovar uma reforma trabalhista que mutilou a CLT e os direitos dos trabalhadores, sem apontar condições verdadeiras para reduzir o desemprego. A sua reforma da Previdência, naufragou, sem qualquer chance de salvação.

Diante desse quadro extremamente negativo, com cerca de 6% de aprovação ao seu governo e mais de 70% de rejeição, Temer acredita ter encontrado uma saída criativa para sua falta de agenda política: anuncia uma intervenção federal no Rio e cria um extraordinário ministério, sem qualquer nova atribuição que já não estivesse no Ministério da Justiça.

Sem apresentar um plano definido para a atuação das Forças Armadas e também para atender outros estados que estão em situação crítica na área de Segurança Pública, sem recursos adicionais, posto que a Emenda Constitucional 95 reduziu drasticamente o orçamento, Temer conta com o apoio midiático da Globo para causar impacto e tentar conter a violência temporariamente no Rio de Janeiro.

Parece que caberá às próprias Forças Armadas a elaboração de um plano de ação, o remanejamento de recursos de outras políticas e a colocação nas ruas de efetivo para se somar às forças policiais do Estado do Rio.

Temer aposta em ganhos, ainda que temporários. Sem credibilidade, sem qualquer plano para a segurança ou para a maioria das áreas de atuação governamental, sem recursos orçamentários para tentar melhorar suas políticas, depois da EC 95, e sem quaisquer condições de aprovar a sua reforma da Previdência, ele lança essa intervenção, tenta ganhar alguma atenção positiva da opinião pública, por estar “atuando” em área sensível e fica livre da Reforma da Previdência, já que não se pode alterar a Constituição durante o período de intervenção em ente federado.

Enquanto der certo, terá sido mérito do presidente. Já, se der errado, outras instituições, o Exército entre elas, que expliquem à população, pois supostamente Temer teria feito a sua parte. Esse é o raciocínio por trás de tamanha aventura.

Para as Forças Armadas, isso embute enormes riscos. Os comandos funcionam com disciplina. Sabem planejar e executar planos. Mas a missão que lhes foi dada é a de assumir função para a qual os soldados não estão preparados.

Para a população, sobra o prenúncio de mais repressão e violência. Porque combater bandidos no meio do povo, em áreas densamente habitadas, como inimigos de guerra, significa combater parte do povo também.

Temos 30 anos de conquista da democracia em nosso país com a Constituição de 1988, assegurando direitos básicos, que antes não eram considerados. Um país com grandes diferenças sociais e de renda, como é o Brasil, sempre teve a violência como manifestação dessa chaga.

Quando estávamos começando a construir um estado de bem-estar social mínimo, fortalecendo o papel do estado e implantando políticas públicas estruturais, base para buscar uma sociedade mais igualitária e, portanto, menos violenta, veio o golpe e levou tudo consigo. Novos modelos de segurança pública que estavam sendo discutidos, com ações inovadoras sendo experimentadas, foram abandonados.

Os governos do PT assumiram responsabilidade na aérea, implementando ações como a criação da Força Nacional de Segurança Pública e o Pronasci; fortaleceram a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal; mobilizaram as Forças Armadas, de forma adequada e constitucional, iniciando um amplo programa de proteção das fronteiras.

A falta de controle das fronteiras, dos portos e dos aeroportos hoje é uma das principais causas da situação violenta que vive o país, segundo muitos especialistas que têm se manifestado sobre o tema. As facções que dominam o controle do tráfico estão cada vez mais armadas e violentas.

De acordo com dados publicados pelo Jornal “O Estado de S. Paulo” neste domingo, as apreensões pela Polícia Federal de todos os tipos de armas nas fronteiras do País caíram 60,9% em 2017 (759), na comparação com 2013 (1.944). Só no Paraná, uma das principais rotas de entrada de armas e drogas no Brasil, a queda das apreensões foi de 78% no período.

O principal combate não é no Rio de Janeiro ou em qualquer outra cidade do país. O principal combate tem de ser travado nas imensas fronteiras nacionais, nos portos e aeroportos e até na internet, onde também se compram armas.

O poder de fogo das facções controladoras do tráfico está aí. No Rio, como em qualquer outro estado, estão as consequências dessa atuação criminosa e da enorme desigualdade social, recrutadora número um dos jovens que compõem o exército dos traficantes.

Essa intervenção federal no Rio é o sinal da pobreza político institucional que se instalou no país com o governo Temer. Não há qualquer plano para a segurança pública. Há planos políticos e midiáticos, destinados a capitalizar para Temer qualquer factoide que surja ou venha a ser produzido.

A população sofre, está infeliz e, pelo jeito, vai continuar assim, enquanto essa gente governar o Brasil. A intervenção oportunista e demagógica no Rio de Janeiro constrange as Forças Armadas e desnuda o caráter autoritário do governo golpista.

Fora, Temer!  1964 nunca mais!

Por Gleisi Hoffmann, senadora da República e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT)


Compesa finaliza remanejamento de adutora que abastece Cabo de Santo Agostinho

Compesa finaliza remanejamento de adutora que abastece Cabo de Santo Agostinho

Intervenção é necessária para construção de nova ponte de acesso ao Distrito Industrial; foi programada a suspensão do abastecimento de água para a cidade a partir das 8h da quarta (21) até às 8h da sexta-feira (23)

 

 


A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) vai concluir, nesta semana, a obra para o remanejamento de um trecho da adutora do Sistema Pirapama que abastece o Cabo de Santo Agostinho. Esta ação atende a uma solicitação do Governo do Estado, que vai ampliar a infraestrutura de acesso ao Distrito Industrial do município, com a construção de uma nova ponte. Para realizar as interligações da adutora, será preciso suspender por 48 horas o fornecimento de água para o Cabo de Santo Agostinho, período que inicia às 8h da quarta-feira (21) e segue até às 8h da sexta-feira (23), exceto para as localidades da Charneca, Novo Horizonte, Rosário e Gaibu, que são atendidas por meio de outros sistemas de abastecimento de água.

A tubulação (600 milímetros) que será remanejada - passava pela antiga ponte do Distrito Industrial, que será demolida - agora ficará instalada numa estrutura metálica área, com 40 metros de extensão, já implantada pela companhia sobre o Rio Pirapama. Trata-se de uma intervenção de grande porte e será executada por uma equipe de 20 profissionais, entre mecânicos, encanadores e soldadores. Além das interligações, o período de 48 horas é necessário para aguardar a cura do concreto (blocos de ancoragem). Após a finalização dos serviços, o abastecimento de água será restabelecido para a população, cerca de 130 mil pessoas.


O fator Marília Arraes

O fator Marília Arraes

Por Roberto Numeriano

Nos cálculos eleitorais dos políticos, o imponderável e o subjetivo são dois fantasmas recorrentes. Na eleição deste ano para o governo de Pernambuco, eles já estão (onipresentes) de um modo crítico. E a causa disso é a pré-candidatura da vereadora Marília Arraes, do PT, cujas intenções de voto apontam um potencial de crescimento capaz mesmo de decidir a eleição no primeiro turno, a depender da soma favorável de pelo menos três variáveis fundamentais, a saber: a) o apoio engajado do ex-presidente Lula; b) as alianças táticas do campo da esquerda e centro-esquerda nas três sub-regiões; e c) o tipo de campanha inclusiva direcionada ao eleitorado médio e assalariado na Região Metropolitana do Recife. Vou me abster agora de tratar desta última variável.

Em primeiro lugar, nos termos possíveis de uma análise na esfera do imponderável (no sentido de não calculável como projeção estatística), o apoio de Lula à candidatura de Marília Arraes vai somar votos via fenômeno da transferência. O ex-presidente é um dos poucos políticos do país cujo carisma influencia de fato a opção de voto de massas consideráveis de eleitores. Fora ou dentro da disputa pela presidência da República, Lula vai galvanizar dezenas de milhares de votos decisivos, sobretudo se se confirmar uma disputa acirrada na majoritária de governador. 

O nome de Lula e Arraes, somados, compõem um imaginário político-social por si só carregado de um simbolismo ideológico que provavelmente vai ultrapassar as curvas estatísticas históricas do voto majoritário. Alie-se a isso os fatores subjetivos juventude e combatividade (associáveis à renovação política), honestidade e experiência (associáveis à competência e à ética), e teremos um vasto campo social aberto para o discurso empático da candidatura de Marília. 

Em segundo lugar, uma vez confirmado o seu nome, a tática de coligações dentro de um arco político-ideológico claro (mas nem por isso fechado em si mesmo), tenderá a agregar forças políticas com potencial de capilarizar a presença da candidatura como um diferencial real nas sub-regiões estaduais. Ou seja, o apoio de Lula vai atrair extensivamente mais votos nesses três colégios eleitorais, mas a participação intensiva / engajada decisiva virá da militância daquelas forças do centro à esquerda do espectro ideológico.

A extensão do poder eleitoral atrativo que Lula exerce trás, ao mesmo tempo, o desafio de o beneficiário do seu apoio não se perder no espaço concreto social (faixas de renda, graus de escolaridade e faixas etárias), a ponto deste imaginar que não há nada político-ideológico a ponderar no momento de produzir um discurso coerente e inteligível, o mais universal possível nos termos daquele arco. De fato, trata-se de elaborar um discurso politicamente universal, mas identificável ideologicamente como legatário de forças sociais e histórias de lutas que remetem à própria trajetória de Lula e Arraes (lembre-se, aqui, Miguel Arraes). Em outras palavras, é necessário formular um discurso tático de campanha majoritária que articule a defesa da democracia e suas instituições centrais (a agenda política) com a defesa de um projeto de nação inclusivo, libertário e progressista (a agenda social), sob um eixo ideológico que somente um arco de centro-esquerda pode tecer e tocar.
Cabe dizer, neste ínterim, que o raciocínio também serve para qualquer candidato ao Senado: o arco de votos de centro-esquerda será potencializado como desaguadouro natural desse discurso.  Há um espaço na agenda de centro-esquerda para ser ocupado pelo candidato ao senado que fizer a melhor ressonância desse discurso. E em tal espaço só caberá um nome. Afinal, a campanha deverá ser, para além de propositiva, também a denúncia do golpe de Estado de 2016 e seus efeitos sociais e econômicos deletérios. Ou um eventual nome do PT ao Senado poderá pedir votos abraçado com quem um dia desses se aliou ao golpe dos corruptos e venais? Até na política existe limites para o cinismo...

 O fator Marília Arraes também enfrenta um desafio de difícil ponderação. Trata-se da luta interna petista a respeito de sua postulação como pré-candidata. A já famosa foto do governador Paulo Câmara junto a Lula, onde vemos ainda a viúva Campos com saracoteiro entusiasmo olhando embevecidamente para o ex-presidente, além do “príncipe” João Campos e outros comensais do poder, seria o sinal da formalização de uma costura espúria. Há quem especule que a foto é a prova antecipada de que já foi pedida a cabeça de Marília, sendo a cara constrangida de Lula o retrato fiel do abraço do PT ao PSB, partido fundamental no golpe de Estado que nos jogou nesta vala suja e infame de um regime de exceção.

Creio que esse jogo ainda corre. Se a cúpula do PT, por força das vaidades e lutas de poder internas, no passado recente já entregou a Prefeitura do Recife ao PSB, isto não quer dizer que os interesses de alguns caciques vá fazer com que o partido arme um laço e se pendure nele pelo pescoço. A vitória eleitoral de dois ou três caciques petistas no colo do PSB seria a derrota inteira do PT como projeto viável de poder em Pernambuco. Rifar Marília Arraes e se abraçar com a agenda ideológica e política dos traidores de todo o projeto petista será, efetivamente, a demonstração de que o fisiologismo e a demagogia são também marcas comuns ao PT.

Roberto Numeriano é pós-doutor em Ciência Política, pré-candidato a deputado estadual e jornalista sem fins lucrativos.


Dobradinha poderosa para federal e estadual no PT vai da a Caruaru um grande reforço em sua bancada de parlamentares

Dobradinha poderosa para federal e estadual no PT vai da a Caruaru um grande reforço em sua bancada de parlamentares

Na tarde de Sábado (17) o Partido dos Trabalhadores realizou em Caruaru, um encontro com militantes e simpatizantes do partido, para fortalecer o nome do ex-presidente Lula e também a filiação de novos partidários.

A ação contou com a presença do vereador do PT na cidade, Daniel Finozola, o vice-presidente do PT em Pernambuco, Glaucus Lima e a Deputada Estadual Teresa Leitão.

O destaque do encontro foi para o lançamento da pré-candidatura de Daniel Finiziola para Deputado Federal, formando assim uma dobradinha com Teresa Leitão, que vai em busca da reeleição. Com isso, a petista ganha apoio na cidade.

Por Blog do Mário Flávio