Marília Arraes chega a 16% num levantamento que foi feito recentemente, há um ano do pleito, ela tem quatro vezes o que Eduardo Campos tinha em 2005

Marília Arraes chega a 16% num levantamento que foi feito recentemente, há um ano do pleito, ela tem quatro vezes o que Eduardo Campos tinha em 2005

Por Blog do Edmar Lyra

 

 

Marília Arraes é uma candidata perigosa em 2018

Muita gente não tem atinado para o desenho que está tomando contornos para as eleições do ano que vem na pré-candidatura de Marília Arraes a governadora. Nas pesquisas internas Marília já aparece com dois dígitos, chegando a 16% num levantamento que foi feito recentemente. Para quem nunca disputou uma majoritária e tem o modesto cargo de vereadora do Recife como tribuna, são números excepcionais.

Marília hoje, há um ano do pleito, tem quatro vezes o que Eduardo Campos tinha nas pesquisas no mesmo período de 2005, seus atos de pré-campanha já conseguem ser mais representativos que os de Eduardo naquela época. Marília tem vários atributos a seu favor, pois é jovem, mulher, inteligente, bonita, neta de Arraes e prima de Eduardo. Despertará na eleição, sobretudo no interior, grande curiosidade na disputa. Muitos irão querer conhecer a neta de Arraes, e isso pode se traduzir em votos.

Com ressalvas cada vez mais intensas ao sistema político vigente, a presença de uma candidata ficha limpa poderá permitir que ela adquira um discurso fácil de ser vendido, pois diferentemente dos seus potenciais adversários, que serão vidraça, ela não tem nada que desabone sua conduta na vida pública. Apenas duas ressalvas poderão ser feitas a ela, a primeira de ter pouca experiência para o cargo, e a segunda ao fato de ser filiada ao PT, que ainda possui grande rejeição da população após o desastre do governo Dilma e a condenação de Lula.

Sobre a campanha em si, ela terá menos estrutura que Paulo Câmara e Fernando Bezerra Coelho, inicialmente isso poderá ser um fator que iniba o crescimento da sua postulação, mas se ela acertar no discurso poderá surpreender como Daniel Coelho em 2012 na disputa pela prefeitura do Recife. Portanto, o risco do estrago que Marília pode fazer na campanha de 2018 é maior do que muita gente imagina.