Nós, mulheres socialistas, repudiamos e nos afirmamos indignadas com a postura equivocada e, em alguma medida, criminosa, do Governo do Estado de Pernambuco. Neste momento, assistimos a uma sequência de fatos graves que não podem ser tratados com silêncio, relativização ou normalização.
Causam profunda repulsa as falas misóginas e racistas atribuídas ao atual presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), Yuri Coriolano, proferidas em 2012 e que vieram a público recentemente. As declarações, de conteúdo ofensivo, violento e desumanizante, atacam diretamente e de forma grosseira os direitos das mulheres e a dignidade da população negra.
Não se trata de “frases do passado”, mas de um histórico incompatível com qualquer função pública no presente. A manutenção de alguém com esse perfil em cargo estratégico do Governo do Estado representa uma escolha política grave, inaceitável e irresponsável.
O cenário se agrava quando somado a outros episódios que expõem um padrão preocupante de gestão. O escândalo envolvendo a empresa de ônibus da família da governadora Raquel Lyra, que operava de forma irregular e só encerrou suas atividades após denúncias públicas, escancara falhas da fiscalização do Governo do Estado e levanta questionamentos legítimos sobre conflito de interesses e responsabilidade administrativa.
Ainda mais alarmantes são as denúncias de arapongagem, com informações de que a polícia estadual estaria seguindo e rastreando um secretário e um assessor da Prefeitura do Recife. Trata-se de uma prática incompatível com o Estado Democrático de Direito. Polícia não pode ser instrumento de intimidação política, perseguição ou abuso de poder.
Misoginia, racismo, irregularidades administrativas e perseguição política não podem fazer parte da normalidade institucional em Pernambuco.
O povo pernambucano merece respostas, transparência e respeito. Seguiremos cobrando providências, responsabilizações e um compromisso real com a democracia, os direitos humanos e a justiça social.
Pernambuco não aceita retrocessos.
Dora Pires
Secretária Nacional de Mulheres do PSB
Em nome do Conselho Político da Secretaria Nacional de Mulheres do PSB


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